A Minha Natureza
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Tempos atrás, escrevi um artigo intitulado “Eu, visto por mim mesmo”. Diferente desse, que foi escrito de um ponto de vista objectivo, desta vez, pretendo descrever, subjectivamente, o meu estado de espírito tal como ele é.

Actualmente, creio que não existe uma pessoa tão feliz quanto eu, e a minha gratidão a Deus é constante e profunda. Qual será a causa da minha felicidade? De facto, eu não sou uma pessoa comum, sobretudo porque Deus atribuiu-me uma grandiosa missão, e esforço-me dia e noite para cumpri-la. Todos os membros da Igreja sabem que, através dela, um incontável número de pessoas está a ser salvo. Todavia, existe um segredo da felicidade que é fácil de ser praticado por qualquer pessoa, ou melhor, por quem não tem uma missão especial como eu. Primeiramente, desejo abrir o meu coração, mostrando aquilo que é uma tónica em meu íntimo.

Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a ponto de isso se tornar quase um hobby para mim. Sempre estou a pensar no que devo fazer para tornar as pessoas felizes. Por exemplo, quando acordo pela manhã, a minha primeira preocupação é saber o estado de ânimo dos meus familiares. Se houver uma só pessoa mal-humorada, já não me sinto bem. Na sociedade, ocorre justamente o contrário: os familiares é que se preocupam com o estado de ânimo do chefe da casa. Como procedo de forma  oposta, acho isso estranho e até fico um pouco triste. Portanto, para mim, é muito penoso escutar insultos, gritos de raiva, reclamações e lamentações. Também me é difícil ouvir repetidas vezes um mesmo assunto. Sou sempre pacífico, feliz e abomino o apego. Esta é a minha natureza.

O resultado do que acabo de expor é um dos factores determinantes da minha felicidade. Por esse motivo, eu sempre afirmo: “Se não fizermos a felicidade do próximo, não poderemos ser felizes.” Acredito que o meu maior objectivo – o Paraíso Terrestre –, estará concretizado quando o meu estado de espírito encontrar ressonância e expansão no coração de todos os homens.

Sinto-me constrangido por este artigo parecer um auto-elogio, mas, se depois da sua leitura, ele puder levar algum benefício às pessoas, ficarei satisfeito.

30 de janeiro de 1950

Alicerce do Paraíso vol. 1

Leia também: