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Benvinda Maria Arminda Tandala – JC Ecocampo – Luanda – Angola

Chamo-me Benvinda Maria Arminda Tandala, tenho 58 anos de idade sou membro desde 2002 e dedico como missionária na área do Ensino. Os motivos que me levaram a ingressar na Igreja Messiânica foram as três grandes desgraças do ser humano, com maior realce para as doenças e conflitos familiares.

Sou a segunda filha de seis irmãos dos quais, três são falecidos deixando a meu encargo um total de 15 sobrinhos órfãos. Nesta altura, vivia um conflito de cerca de trinta anos com minha mãe que eu não entendia a razão. Os meus sobrinhos adoeciam muito, o que levava a estarem hospitalizados entre 3 a 4 pessoas por semana todos os meses. Gastei avultadas somas em dinheiro, mas sem resultados. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, com o recebimento e a ministração do Johrei, tudo foi ultrapassado.

A experiência de fé que passo a partilhar, está relacionada com a reflexão profunda e a materialização da gratidão em todas as circunstâncias.

Como referi anteriormente, uma das razões pela qual ingressei na igreja foram os conflitos com minha mãe que foram ultrapassados com o cumprimento das orientações. Porém, nos três últimos anos, nestes conflitos os meus filhos foram envolvidos, causando uma situação quase insustentável, pois eles passaram a acusar-me por tudo de mal que acontece nas suas vidas no campo sentimental, conjugal e o mau relacionamento com o pai. Os seus relacionamentos conjugais são muito instáveis e turbulentos. Por mais que eu tentasse explicar-me, fazer vê-los que deveriam respeito e obediência aos pais, de nada adiantava.

Por outro lado, a minha irmã mais velha e 5 sobrinhos, devido ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, brigavam brutalmente nas ruas, a ponto de serem recolhidos pelas forças policiais. Importa salientar que todos eles são outorgados. Porém, ou perderam os Ohikari ou penduraram os mesmos. Alguns aceitam receber Johrei, outros nem se quer querem ouvir falar da igreja. Perante toda essa situação, sempre agradecia, reconhecendo que tudo é manifestação dos antepassados incrédulos que precisavam ser salvos e que pediam salvação. Assim, encaminhava-os a Deus e ao Messias Meishu-Sama ao mesmo tempo que me perguntava o que não estava a fazer correctamente .

Fiz uma retrospectiva sobre as minhas obrigações como messiânica e verifiquei que estava a cumprir com as práticas básicas. Mas surgiu a dúvida: “Se nada faltava, qual era a causa de todo o sofrimento? ”.

Nesse ínterim, fui agraciada com uma Bolsa de Estudos de pós-graduação na República de Cuba. Inicialmente não quis ir, mas falando com a ministra Francisca Martins Wille, ela fez me ver que o objectivo pelo qual Meishu-Sama havia permitido que fosse para aquele país e não para outro. Era porque tinha uma missão a cumprir e não simplesmente o estudo que tinha de fazer. Parei para pensar e refleti que tinha razão. Então, aceitei o desafio e rumei para lá. Vi também nessa viagem, uma oportunidade de me distanciar dos conflitos por um bom tempo.

Naquele país, respeitando as leis que o regem, fazia distribuição de flores nas ruas, ministração de Johrei onde fosse possível fazer-se nas ruas e nos meios de transporte públicos e nas casas onde fosse permitido.

Um dia desses, a ministra Francisca me visitou e encontrou-me em prantos. Perguntava-me as razões de tanta tristeza, mas eu não conseguia explicar. Ela então ministrou-me Johrei, encaminhou a dor e o sofrimento daqueles antepassados que se estavam a manifestar daquela forma, fez donativo, mas eu não conseguia conter-me.

No dia seguinte pude falar e explicar o motivo daquele estado emocional. A minha sobrinha, que estuda naquele país, tivera uma atitude semelhante à dos que estavam em Angola. Falava de uma forma desprezível sobre o Johrei e a Igreja entre outros. Aquilo magoou-me profundamente de tal maneira que minha mente fez uma viagem ao passado  sobre  tantos sofrimentos e adiamentos de  tantos projetos por conta deles, e de tantas graças que tinham recebido ela e a família, que era difícil suportar aquilo que eu estava a ouvir e ainda a estar tão distante de casa. Agradeci por aquela situação. Pedi a ministra Francisca que me ouvisse e que me ajudasse a encontrar, no meu passado, algum ponto que pudesse ser um obstáculo e que precisava purificar apesar de já ter feito a reflexão profunda várias vezes. Senti que precisava rever o meu interior.

Foi quando lembrei que minha relação matrimonial com o pai dos meus filhos teve um começo muito difícil e muitas interferências negativas. Inclusive, só não morri porque Meishu-Sama precisava de mim ainda nesta dimensão da vida, porque teria que O conhecer e servi-Lo. Recordei-me que quando eu tinha 14 anos de idade, os meus familiares haviam se comprometido com um senhor de 45 anos para ser meu esposo e não aceitá-lo foi o motivo de muitos problemas. Por não conseguir atingir os seus objectivos, exigiu à família a devolução dos  artigos que havia entregue, em um curto espaço de tempo, sem que se pudesse fazer no prazo por ele estabelecido. Isto porque os meus familiares naquela altura tinham muitas dificuldades financeiras, por isso não sei se foram de facto devolvidas, apesar de eles dizerem que sim, pois desde esta idade fui sendo atormentada pelo fenómeno de marido noturno por muitos anos, até conhecer a igreja Messiânica Mundial.

Pude perceber que apesar do acto material de devolução dos referidos artigos, no mundo espiritual não se tinha processado nem aceite tal devolução. Lembrei-me que o meu ex-marido não me havia feito o alambamento (entrega do dote como a cultura manda) porque eu induzi aos meus pais que aquilo era de pessoas não civilizadas e assim eles procederam. Porém, hoje sei que foi contra a vontade deles.

Os meus filhos também tiveram a mesma atitude por ocasião de seus pedidos de noivado embora eu fosse contra. Mas como eu era a única falar a favor do alambamento, não tive expressão e assim entendi que a dívida foi passando de uma geração para outra. Apesar de passados trinta anos desde que me separei do pai de meus filhos, ele ainda tinha apego a mim. Todos os relacionamentos amorosos que eu tive não deram certo. Se desmoronam sem razão aparente, mesmo depois de muitos anos.

Nesta reflexão profunda, cheguei a conclusão de que de facto, a culpa era mesmo minha, pois tudo está dentro de mim, eu fui quem começou tudo. Fiz envergonhar meus pais e meus antepassados por não ter feito sua vontade e por isso todo ódio e raiva se manifestava na minha mãe e se refletia como cobrança a meus filhos.

Agradeci profundamente e me comprometi em fazer um donativo especial de pedido de perdão aos ancestrais e antepassados do referido senhor, aos meus antepassados e aos antepassados de meu ex-marido, a ressarcir a dívida contraída por não  haver feito o alambamento, materializar o donativo equivalente aos alambamentos em dívida e assim pagar o dote que se devia às respetivas famílias, o que se concretizou logo após meu regresso ao país.

Além dos donativos, também me tenho empenhado mais nas orações a favor de outras pessoas que acompanho, fazendo a limpeza profunda na casa de frequentadores e membros.  Tenho estado empenhada nas obras de restauro e reapetrecho do Johrei Center da Ecocampo, que graças à purificação que a Igreja em Angola enfrenta, foi alvo de invasão.

Neste período de confinamento social devido ao COVID-19, participo diariamente dos cultos matinais e vesperais em sintonia com a Sede Central de África, assim como de todos os aprimoramentos. Faço a leitura dos ensinamentos diariamente durante uma hora, ministro Johrei a toda família de casa todos os dias.

Para além da casa de minha mãe e netos que com ela vivem, ministro Johrei a um casal de frequentadores que ao passar de frente a minha porta a caminho do posto médico, sentaram-se para descansar no exato momento que eu ia sair. A esposa que é membro afastada, reconheceu o Ohikari e pediu oração. Desde o dia 12 de maio que recebem Johrei, os dois estão bem melhores, mudaram a sua aparência e até agora não estão a fazer uso de bebidas alcoólicas que é uma das suas purificações. Acompanho também uma família de vizinhos (mãe e 2 filhos) que vem assistir os cultos em casa em sintonia e recebem Johrei.

Com esta nova postura evidenciei as seguintes graças no seio familiar:

  1. Passados 9 anos desde que minha sobrinha se casou, dos quais 5 foram a tentar engravidar, foi orientada a receber Johrei intensivo, distribuir flores em maternidades e a crianças, alimentar-se de produtos da agricultura natural, peregrinar aos locais de maior luz e fazer dízimo correctamente e o donativo de construção do Templo Messiânico. Como o marido não é messiânico, a princípio teve uma certa dificuldade para cumprir as orientações e ter firmeza em Deus e Meishu-Sama. Foi então que viajaram para África do Sul com o objetivo de fazer inseminação artificial. O médico que os consultou, segundo eles, repetiu exatamente as mesmas palavras que eu lhes havia falado, para confiarem em Deus porque eram muito jovens ainda e tinham todas possibilidades de acontecer naturalmente.

No entanto, o médico fez os procedimentos para a inseminação, que não resultou em nada. No seu regresso a Luanda orientei-os a agradecer com um donativo pela purificação que estavam a passar e entregarem realmente o problema nas mãos de Deus e do Messias Meishu-Sama, colocar em prática as orientações dadas anteriormente e mais um donativo especial de gratidão. Meses depois, teve a permissão de engravidar, mas como sofria de uma endometriose avançada começou a sentir dores fortes no baixo-ventre. Recorrendo à clínica, o médico detectou tratar-se de uma gravidez ectópica, tendo sido submetida a uma cirurgia.

Seis meses depois, voltou a engravidar. Novamente teve que interromper por se tratar também de uma gravidez ectópica. Desta vez durante a cirurgia, o médico ficou muito confuso porque dizia ele que tinha a certeza de ter extirpado uma das trompas, mas para o seu espanto, durante a cirurgia detectou que as duas trompas estavam intactas. Para o médico era um verdadeiro milagre porque nestes casos é norma a extração das trompas. Ela foi orientada a agradecer com um donativo especial de construção do Solo Sagrado de África, a cuidar da sua alimentação e do marido à base de produtos naturais, diminuir ou eliminar o consumo de carnes vermelhas, beber 3 litros de água por dia, e incluir na dieta mais vegetais e frutas. Bem como reforçar as suas dedicações, corrigir o Sonen, ler ensinamentos pelo menos uma hora por dia e encarar a situação como purificação.

As graças não se fizeram esperar. Em fevereiro de 2019 voltou a engravidar e desta vez, veio a nascer o bebê tão esperado e muito saudável. Ainda, o casal foi agraciado com a conclusão de construção da casa própria. Ela conseguiu terminar os seus estudos com uma brilhante defesa de sua monografia que estava pendente por cinco anos. Foi também promovida de categoria na escala salarial. Para agradecer as Graças recebidas, o casal foi orientado a fazer um donativo especial.

  1. Quando a minha filha engravidou da sua segunda filha, o seu pai não quis saber dela nem ajudar com as despesas decorrentes da cesariana urgente que teve que ser feita numa das clínicas privadas de Luanda. Lá, a bebé ficou internada por 15 dias nos cuidados intensivos neonatal, por nascer prematura de 6 meses e meio. Acrescido a isso, o pai da criança desapareceu sem deixar rastos desconectando-se de todos os endereços e redes sociais. Passados 3 anos, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, finalmente deu sinal de sua existência, mesmo estando fora do país. Preocupa-se com a filha e quer conhecê-la pessoalmente. Graças a Deus, manda sustento para a filha!

A minha filha distribuía currículos pela cidade à fora, era chamada para entrevistas. Marcavam data para começar a trabalhar mas, quando lá chegava, já havia outra pessoa em seu lugar. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, já está a trabalhar e assim pode assumir ela própria, suas despesas e de sua família.

  1. O meu filho, que andava extremamente estressado porque tudo que fazia no seu trabalho não dava certo e as pessoas que o deviam não pagavam, graças a Deus esta situação foi ultrapassada. Foi orientado a agradecer com donativo por estas graças recebidas, corrigir o seu Sonen e colocar ordem nos seus dízimos. O seu relacionamento com a esposa era infernal, não havia diálogo possível. Embora ainda separados, graças a Deus e a Meishu-sama já conversam amigável e harmoniosamente. Eu e ele tomamos a decisão de entregar verdadeiramente o problema nas mãos de Deus e Meishu-Sama, sem qualquer apego. Pedi perdão aos meus filhos, reconhecendo que tudo que estava dentro de mim e o meu apego, impedia o seu progresso. Consequentemente, eles pediram perdão a mim pelas suas atitudes, e assim a nossa relação de mãe e filhos restabeleceu-se. Igualmente, os meus filhos têm uma relação mais próxima com seu pai.
  2. A minha irmã e sobrinhos que estavam mergulhados no vício de consumo de bebidas alcoólicas, deixaram de o fazer há seis meses. Alguns voltaram a receber Johrei e todos foram orientados a agradecer com donativo.

Aprendi que a felicidade e a infelicidade estão dentro de cada um. Nada acontece por acaso, tudo tem a sua raiz nos nossos comportamentos e actos. Aprendi também, que enquanto a mácula não se transforma em purificação, essas dívidas não são saldadas.

Me comprometo em servir ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama com o melhor de mim, participar na salvação do maior número de pessoas, na construção do Templo Messiânico no Solo sagrado de África.

Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, por me ter permitido servir na Obra Divina juntamente com os meus ancestrais e antepassados e ter evidenciado inúmeros milagres ocorridos na vida das pessoas que tenho acompanhado.

Ao incansável corpo de Ministros pelo seu apoio incondicional e disponibilidade em todos os momentos da minha vida, fundamentalmente na minha formação missionária.

A todos missionários, colegas de alma, membros e frequentadores que tem contribuído para o meu crescimento espiritual, a minha profunda gratidão.

Muito obrigada!