Maria Nanjambela João – JC Sumbe – Angola
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Chamo-me Maria Nanjambela João, sou membro e dedico como encarregada do Sanguetsu do Johrei Center do Sumbe.

A experiência de fé que partilho com os senhores, está relacionada com o poder do Johrei.

No dia 23 de Outubro do corrente ano, saí cedo para fazer assistência religiosa na irmã da minha frequentadora que se encontrava internada. Fomos marchar nas casas que foram abertas um dia antes. Porém, pelas 19 horas, o meu bebé, que desde que nasceu nunca teve problemas de saúde, de repente ficou muito fraco, pálido e não conseguia abrir os olhos.

Quando vi o estado crítico de saúde da criança, chamei a família para juntos orarmos e agradecermos pela purificação. No meio da oração, o bebé esperneou e deu o seu último suspiro. Muito agitada, pedi à minha primeira filha que me colocasse o corpo do bebé nas costas. Amarrei-o com dois panos, lhe cobri com um terceiro e dirigi-me à casa da responsável. Pedi que os meus filhos se mantivessem calados e não despertassem os vizinhos.

Saí a correr, e durante o percurso pedia a cada moto que parasse, mas, ninguém aceitava me levar. Então, continuei a andar e quando me dei conta, tinha percorrido 9 quilómetros a pé e descalça! Cheguei à casa da responsável e desesperada bati a porta a gritar: “Mamã, mamã!”. Assustada, ela abriu a porta. Ao ver a responsável eu só sabia dizer: “Mamã, aí está o seu filho, está morto!”.

A responsável, espantada, recebeu o corpo com muita gratidão e levou-o até ao altar de casa. Chamou os seus filhos, tirou o único dinheiro que tinha naquele momento e dividiu também pelas crianças, um envelope para cada um fazer um donativo. Orientou-me também que pedisse aos meus filhos em casa para fazerem o mesmo e fossem para o altar, orar em sintonia. Começamos a orar e ministrar Johrei na criança. Duas horas se passaram, mas, como eu continuava muito agitada, então a responsável pediu que eu dedicasse no banheiro. Porém, eu só chorava de tanta tristeza. A responsável orientou os seus filhos que continuassem a ministrar o Johrei, entoando a oração Amatsu-Norito sem parar, e pediu que fôssemos para fora procurar flores e fazer uma vivência com elas.

Percebi que ela fez isso pois, devido à minha agitação, eu precisava me distanciar do corpo do meu filho por algum tempo, para não atrapalhar.

Saímos de casa e graças a Deus, depois de algumas voltas na rua, conseguimos as flores. De regresso à casa, nos deparamos com o filho cassula da responsável que veio a correr ao nosso encontro e ofegante, gritou: “Mamã, mamã, o bebé tossiu e ressuscitou!”. Sem demoras, entramos a correr e encontramos o bebé com os olhos abertos e segundos depois começou a chorar. Ficamos deveras assustados, muito admirados e sem saber o que fazer!

Eu fiquei de frente das imagens a chorar, a gritar e a tremer de tanta emoção! Não conseguia entender o que estava a se passar. Só ouvia esse tipo de experiência, mas, desta vez estava a ver o meu próprio filho a ressuscitar na minha frente, após 3 horas de muito sofrimento!

O menino morreu às 19 horas e voltou a vida às 22 horas. Não sou médica, mas, como mãe consegui entender que a minha criança estava sem vida. Corpo frio, dentes cerrados, olhos revirados e nenhum sinal do batimento cardíaco. No meio de tanto desespero, consegui entender o quão doloroso é perder um filho, mas, ao mesmo tempo, horas depois senti a força de Deus e de Meishu-Sama trazer novamente a vida deste que tanto amo! Sem dúvida, o meu filho ganhou uma nova vida!

Mesmo sabendo que nada pode retribuir isso, a responsável orientou-nos a fazer um donativo especial de gratidão! Porém, como não tinha mais dinheiro, vendi alguns utensílios de casa e materializei o donativo de gratidão.

Quero que saibam que o Johrei superou a medicina, pois penso que não seja possível dar nova vida a um ser humano através da força do homem. É mesmo tudo como Meishu-Sama ensina: “Gratidão gera gratidão!”, e o desapego gera uma luz imensa que liberta os antepassados do inferno. Entendi também que tudo isso foi possível pela dedicação que tenho tido a permissão de fazer, me preocupando com a felicidade de outras pessoas. Assim, Deus e Meishu-Sama cuidam e protegem a minha família também.

O meu compromisso é aprofundar cada vez mais no sofrimento de outras pessoas como se do meu próprio sofrimento se tratasse e participar na construção do Solo Sagrado de África!

Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, pela permissão que me concederam de conhecer este caminho maravilhoso da salvação!

A todos que partilharam do meu relato de fé, muito obrigada!

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