MARIA QUARESMA VIEGAS D´ABREU – CA ALMEIRIM – SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
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Chamo-me Maria Quaresma Viegas D´Abreu, sou membro há 12 anos.

Conheci a Igreja por intermédio de uma senhora membro.

Os motivos foram os conflitos conjugais, familiares e doença. Sofri de febre tifoide durante 6 meses o que fez com que frequentasse hospitais e casas de curandeiros, gastando avultadas somas de dinheiro, mas, sem sucesso.

Vivia em casa do meu pai, que partira para o mundo espiritual, e como herdeira ocupei parte da casa. Fruto de um mal-entendido, fui escorraçada de casa pelos familiares, o que aumentou ainda mais o meu sofrimento. Doente, sem tecto e com instabilidade financeira, estava num beco sem saída. Devido ao meu estado físico debilitado, pensei em pedir demissão porque já não aguentava trabalhar.

Foi assim que conheci a igreja e 20 dias depois de entrar em contacto com as práticas básicas da Fé Messiânica, a minha saúde melhorou consideravelmente e com essa primeira mudança despertei para o servir, materializei o meu donativo de gratidão e de outorga e tornei-me membro.

Comecei a empenhar-me de corpo e alma nas dedicações e os meus filhos também receberam o sagrado Ohikari. Com o nosso empenho na fé, embora com pequenas purificações, conhecemos avanço significativo no nosso quotidiano, pois o conflito conjugal e familiar cessou, ganhei a permissão de construir a minha própria casa, dei continuidade aos meus estudos algo e hoje sou licenciada em pedagogia, algo que já tinha descartado.

A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos, está relacionada com a ingratidão, repurificação e assistência religiosa.

Tudo começou quando se verificaram os primeiros casos da pandemia da covid-19 em São Tomé e Príncipe o que levou o país a decretar o Estado de emergência, levando-nos ao confinamento e distanciamento social e outras medidas de combate à pandemia.

Nesse período, certo dia despertei-me totalmente pálida. Minutos depois, o meu coração começou a funcionar mal e sentia falta de ar.

Tendo em conta as medidas de confinamento, estava impossibilitada de ir à unidade religiosa. Só tinha que agradecer e testar o Johrei por meio da Auto ministração, ou por parte dos meus filhos que também são membros. Esse era o momento de fazer o Johrei funcionar no lar.

Vivi momentos de intensa purificação e às vezes tinha a sensação que iria partir para o mundo espiritual. Face a isso, entrei em contacto com o responsável da unidade, que por sinal também estava a purificar, o que de certa forma o impossibilitava de visita-me para prestar assistência religiosa. Solicitei-lhe se conseguiria ir até à nave pelo que ele aceitou o pedido. Esforcei-me e dias depois, desloquei-me à unidade a fim de materializar o donativo de gratidão pela purificação. Naquele instante, houve um dia em que consegui chegar à sede central a fim de participar da oração para elevação dos antepassados e receber um pouco de Johrei. Com isso, a purificação acelerou e durante 3 dias não conseguia dormir sem ser a base de soníferos. O recebimento do Johrei através dos meus filhos era constante e embora no estado atípico das actividades na igreja, passei a frequentar a nave com maior assiduidade. A purificação persistia e não mostrava as melhorias que eu desejava. Sentia um aperto nas costelas e vontade de desaparecer, ou seja, sentia-me deprimida. O momento de pânico vivido no mundo inteiro devido ao covid-19 afectou-me de tal forma que me deixou amedrontada. Baseado na leitura dos ensinamentos (Novos Tempos) que passei a fazer, encontrei muitas respostas que motivaram a purificação que enfrentava, especialmente na página do ensinamento com o título (Entrega a Deus e o Apego). Eu que era muito dedicada, activa e com uma participação considerável nas actividades religiosas, a dado momento apeguei-me aos afazeres pessoais e da família, colocando-os em primeiro lugar. Em consequência dessa acção, a minha frequência na unidade religiosa e nas actividades programadas diminuíram e passei a receber pouco Johrei. Em suma, cai na ingratidão, falhava no dízimo e no donativo de construção fazendo-os incorretamente e às vezes, nem os fazia. Entretanto, estando vulnerável por conta da ingratidão, a leitura dos ensinamentos levou-me a entender que afinal não estava purificando, mas sim re-purificando. Ou seja, estava recebendo advertências. Sem me aperceber, estava perdendo a permissão de ser útil a Deus e Meishu-Sama para participar na Sua obra.

No momento em que entramos na situação de confinamento, tive uma incompreensão no lar que resultou num conflito conjugal gerando sentimentos negativos que me abalaram profundamente. Contudo, aprofundando na leitura dos ensinamentos, reflecti e entendi que o aperto de coração derivava desses sentimentos negativos que contraíra por conta do conflito e o primeiro passo para ultrapassar a situação era abrir o meu coração com o responsável, contar-lhe as minhas falhas nos donativos, os sentimentos que tinha por conta do conflito, etc. e pedir orientação.

Graças a Deus e Meishu-Sama, ganhei coragem, solicitei uma entrevista. Fui atendida pelo mesmo e abri o meu coração. Durante a reflexão, o responsável levou-me a entender que estava esquecendo o sentimento inicial da minha fé, pois tinha me esquecido onde o Messias Meishu-Sama tinha me encontrado! Ao reflectir sobre quem eu era e quem hoje sou, as conquistas alcançadas desde que conheci Meishu-Sama até a presente data, não participando activamente na obra divina seria na realidade uma ingratidão enorme para com os meus antepassados!

Depois que terminamos a entrevista, ele levou-me ao altar oramos pedindo perdão ao Supremo Deus, Meishu-Sama e aos meus antepassados pela minha ingratidão, reafirmei o compromisso de voltar a servir de maneira mais activa com a tarefa de policiar-me na prática de donativos de forma correcta.  Além disso, acompanhar casas de membros da rede da salvação do meu bairro e arredores, levando amor paz e esperança para os mesmos.

A assistência religiosa, na altura, constituía uma dificuldade no meu entender, uma vez que a tensão arterial e o batimento cardíaco estavam irregulares, sentia fortes dores de cabeça, vertigem o que de certa forma constituía uma dificuldade para marchar. Apesar disso, fui me esforçando nas dedicações de assistência religiosa. Cada vez que me esforçava nessa tarefa, a purificação acelerava. Apesar disso, não deixava de fazer assistência. Assim, comecei a ter mais frequência na unidade, recebia muito Johrei durante as marchas na Sede Central até as 15 horas, alimentava-me de sopa confecionada com produtos retirados da horta caseira e procurava participar nas dedicações no Pólo agrícola de Milagrosa. Ganhei forcas para materializar os meus donativos correctamente e agradecer pela purificação, reconhecendo que afinal de contas, a causa estava dentro de mim. Espontaneamente, passei a dedicar na limpeza da liturgia e com esses esforços ao longo de 90 dias verifiquei mudanças que passo a destacar:

A hemoglobina que havia baixado normalizou-se; o funcionamento do coração melhorou consideravelmente já durmo de forma tranquila; tenho mais vontade de ministrar Johrei nas marchas de Johrei às quartas-feiras e não só, consegui despertar os meus filhos para também dedicarem nas suas tarefas na unidade religiosa; hoje sinto mais harmonia no lar e maior abertura para diálogo.

Assistência religiosa

Tive a permissão de visitar uma casa de membro que tivera sido assaltada dias antes. O gatuno tivera roubado brincos de ouro, rádio, peça de tecido africano, etc., e o caso estava sob a investigação da polícia. Orei junto com ela e entregamos esse problema de roubo nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama. Semanas depois, ela descobriu a pista, denunciou o caso à polícia e durante o interrogatório conseguiu-se localizar o assaltante. Nesse momento, o processo corre seus termos, aguardando que os bens roubados venham a ser recuperados.

Aprendi que quando enfrentamos um problema devemos reflectir, buscar ajuda do orientador, e nos esforçarmos para colocar a orientação em prática. Aprendi ainda, que na realidade, o Johrei é a base principal da nossa igreja!

Actualmente lidero uma rede de salvação composta de 9 membros. Estamos a cuidar de 10 casas, sendo 3 de membros, 2 de frequentadores internos e 5 de frequentadores externos.

O meu compromisso é esforçar-me cada vez mais para não voltar a cair na ingratidão e ter a permissão de servir na Obra Divina de forma mais activa, contribuindo assim para a mudança na vida de outras pessoas.

Agradeço ao Supremo Deus e Messias Meishu-Sama, por me despertarem por meio desta repurificação que permitiu assumir o compromisso de fazer o melhor possível para ser útil à Deus, fazendo felizes as outras pessoas!

Muito obrigada!

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