A umidade relativa do ar é de extrema importância para a conservação das obras de arte. Por isso, nós, os servidores do Museu de Arte de Hakone, diariamente, pela manhã e à noite, medíamos a umidade do recinto.
Certo dia, Meishu-Sama veio ao museu e perguntou: “Qual é a umidade relativa do ar neste momento?” Como fazia cerca de uma hora que eu havia olhado o medidor, respondi-lhe: “É de pouco mais de setenta por cento”. Ele disse: “Está errado.”
Fui verificar e, de facto, havia uma diferença de três a cinco por cento. Uma diferença tão pequena assim é difícil de ser percebida, mas Meishu-Sama sabia perfeitamente que a minha resposta não estava certa. Na hora, pensei: “A sensibilidade de Meishu-Sama é muito aguçada.”
Mais do que isso: só agora vejo o quanto Meishu-Sama se preocupava com a influência da umidade sobre as obras de arte.
Um servidor do Museu de Arte
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 5