Uma vez, quando estava a preparar a tinta para os trabalhos de caligrafia, Meishu-Sama disse-me: “Se conseguir prepará-la no ponto certo, já poderá ser considerado um perito.” Mas isso não é tão fácil como se pensa.
Só de mergulhar o pincel, Meishu-Sama conseguia perceber a densidade da tinta-carvão e dizia “está ótimo” ou “está um pouco rala.” Quando estava densa, pedia água quente e, quando rala, mais tinta-carvão. Fazia-o de acordo com o que Ele dizia, no entanto, muitas vezes, ficava apreensivo, pensando: “Será que a tinta não ficará fraca ou demasiado forte?” No entanto, quando Meishu-Sama dizia “já chega”, infalivelmente, a tinta estava no ponto ideal. Era espantoso ver como Ele não errava.
Meishu-Sama ensinou-nos: “O ideal é atingir a densidade certa. Vocês não a conseguem porque tendem sempre ao extremismo.” Presumo que, através destas palavras, Ele nos estava a ensinar a ser obedientes.
Um servidor