Não me lembro da data mas, certa vez, derrubei o Ohikari. Coloquei-o, sem passar o cordão pelo pescoço, e saí. De volta para casa, ao tirar a camisa, ele caiu no chão.
Fui à Igreja, perguntei ao ministro como deveria proceder e ele me disse: “Solicite a Meishu-Sama a reconsagração.” Assim, fui conduzido à sua presença. Fiquei surpreso e tremi ao ver que meu Ohikari estava a seu lado sobre a mesa. Na verdade, havia dois Ohikari. Aparentemente, além de mim, outro fiel lhe solicitara a reconsagração. “De quem é este?”, perguntou Meishu-Sama. Eu permaneci quieto e cabisbaixo. Então, com as duas mãos, ele levou meu Ohikari até à altura do rosto. Após concentrar-se cerca de um minuto, soprou-o. Estava terminada a reconsagração. Aliviado, recebi o Ohikari respeitosamente. Em seguida, perguntou: “E este, de quem é?” A outra pessoa presente, que tinha a qualificação de ministro, em voz baixa, respondeu: “É meu.” Então, Meishu-Sama chamou sua atenção com severidade: “O que é isso? Uma pessoa que ocupa uma posição como a sua!” Senti como se a repreensão estivesse sendo dirigida a mim também. Amedrontado pensei: “Puxa! Como ele é rigoroso!”
Mais tarde, fiquei pensando no motivo de eu não ter sido advertido. Cheguei à conclusão de que, talvez, fosse por Meishu-Sama saber que eu era um fiel ainda recente. Depois desse acontecimento, tenho tomado o máximo de cuidado no manuseio do Ohikari.
Um pintor