No final de Julho de 1945, fui convocado para me apresentar ao Regimento Utsunomiya no dia 15 de Agosto, até às treze horas.
Procurei imediatamente Meishu-Sama e Lhe comuniquei o fato. Ele disse: “Você não pode ir.”
Sabia que a apresentação era obrigatória e, sem alternativa, afirmei categoricamente: “Mas eu tenho que ir!”
“Você vai se apresentar, mas não terá o que fazer”, explicou-me Meishu-Sama.
Como estávamos em guerra, não entendi bem o que Ele quis dizer com isso. Assim, no dia 15 de Agosto, por volta do meio-dia, passei na casa de um amigo antes de me apresentar ao Regimento de Utsunomiya. Encontrei-o, estático, de frente ao ridio. Intrigado, perguntei-lhe o que se passava. “O Imperador acabou de anunciar o fim da guerra”, respondeu. Meio confuso, apresentei-me ao quartel do regimento, cumprindo a determinação, mas lá me informaram que, como a guerra havia terminado, não era mais necessária a minha apresentação.
Dessa forma, logo que regressei, procurei Meishu-Sama, que exclamou: “Está vendo? Você não foi necessário.”
Meishu-Sama sempre afirmava: “Há um profundo significado em tudo o que digo ou faço.” Essas palavras jamais tocaram tão profundamente o meu coração como naquele dia.
Um ministro