“Não sendo Deus, o ser humano não deve julgar levianamente o bem e o mal do próximo” (Nidai-Sama)

“Não sendo Deus, o ser humano não deve julgar levianamente o bem e o mal do próximo” (Nidai-Sama)

Há um ensinamento no Ofudesaki da religião Oomoto que fala sobre reforma e reconstrução: “A reforma e a reconstrução que se processam atualmente, constituem uma grande peça de teatro na qual há dois papéis: o do bem e o do mal.” Realmente, isso está dito de uma forma muito interessante. Vou falar um pouco a esse respeito.

Existem vários papéis. Todavia, não há o papel do mal, e sim a parte daquilo que aparenta ser mal. Aí é que reside a dificuldade. Para o ser humano pode parecer um mal, mas para Deus não o é. Há casos, também, em que para o ser humano parece ser um bem, mas para Deus é mal. Em função disso, o ser humano não sabe se tal pessoa é boa ou má. Eu mesmo procuro agir assim. Quando alguém diz “Aquele sujeito é mau”, eu penso: “Ele deve ter uma missão para com Deus.” E, de facto, ele realiza um trabalho surpreendente. Visto que o ser humano só vê a aparência e não consegue conhecer o interior, ele acaba determinando as coisas superficialmente. Isso é perigoso. Deus consegue ver tanto o conteúdo quanto a alma [da pessoa]. Já o ser humano nada sabe sobre isso.

Coletânea de Ensinamentos, vol. 9, 15 de abril de 1952

O Pão Nosso de Cada Dia, vol. 2

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