O facto a seguir aconteceu num certo dia, quando Meishu-Sama ia começar a caligrafar. Um de nós deveria dizer-lhe o número de “Ohikari” e de Imagens da Luz Divina a serem caligrafados. Ao acabarmos de cumprimentá-lo, o rádio ficou fora de sintonia. O encarregado do relatório foi ajustá-lo e não comunicou a Meishu-Sama o que havia para ser feito.
Meishu-Sama colocou o pincel na vasilha de tinta e se posicionou para começar a escrever. Uma vez que não recebera nenhuma comunicação, ficou esperando. Como, ainda assim, ninguém lhe fazia o relatório, ele nos chamou a atenção: “O que aconteceu? O que vou escrever?”
O encarregado do relatório justificou-se: “Desculpe-me, mas como eu não conseguia tirar a interferência do rádio…” Antes que terminasse de falar, Meishu-Sama o advertiu: “Eu estou perguntando o que vou escrever. O que você pretende, deixando de lado o que é importante e me fazendo esperar? Se pensa dessa forma, você não poderá mais fazer esta dedicação!”
Naturalmente, nós, que estávamos perto, não escapamos da advertência: “E vocês, por que ficam aí calados, olhando?”
Uma outra pessoa que estava junto e ainda não sabia como fazer o relatório, fora perdoada. No meu caso, embora eu soubesse como proceder, Meishu-Sama deve ter sido condescendente comigo talvez por eu ainda ser um novato.
Então, durante aproximadamente vinte minutos, ele nos orientou: “Vocês precisam aprender a conversar com qualquer pessoa pois, do contrário, não poderão ser chamados de homens modernos. Enfim, pessoas que não sabem falar são também sem iniciativa e não progridem.” Disse também: “Os fiéis da Igreja Messiânica Mundial devem conhecer um pouco de tudo e ter sua própria opinião.” E continuou: “Negligenciar o relatório significa negligenciar o servir.”
Assim, naquele dia, a dedicação foi suspensa e Meishu-Sama retirou-se. A pessoa que faltou com o relatório e foi advertida, não foi perdoada por ter atrapalhado a Obra Divina e, durante cinquenta dias, ficou impedida de dedicar.
Um servidor
Reminiscências Sobre Meishu-Sama