Ο seguinte fato ocorreu em abril de 1952, durante a viagem missionária de Meishu- Sama à cidade de Kyoto. Na época, eu estava repurificando de tuberculose e encontrava-me muito debilitado.
Meishu-Sama chegaria ao Restaurante Alaska, no Edificio Asahi, em Kyoto, no fim da tarde, mas houve um atraso. Minha incumbência era conduzi-lo até à porta do elevador, o que me deixava muito apreensivo.
O carro de Meishu-Sama finalmente chegou. Abri a porta e fui conduzindo-o ao local determinado. Após dois ou três passos, virei-me e vi que Nidai-Sama andava um pouco atrás. Então, parei para esperá-la.
Na hora, nada aconteceu, mas logo depois fui chamado à presença de Meishu-Sama, que se encontrava na sala de descanso. Uma senhora, visivelmente preocupada, veio correndo me chamar: “O que aconteceu? Ele está muito bravo!” Surpreso, respondi: “Não fiz nada”. “De qualquer modo, assim que entrar na sala de descanso, peça desculpas”, disse-me ela. Desse modo, ao chegar diante de Meishu- Sama, mesmo sem saber por quê, pedi perdão. Então, ele me disse: “Você ainda não sabe quem eu realmente sou.” Eu continuava sem entender. Depois, percebi repentinamente do que se tratava e procurei me justificar.
Em seguida, ele continuou: “Ela é minha esposa. Quem é mais importante: eu ou ela? Se não sabe quem eu sou, sua vida corre risco. Você não sabe ainda quem é Deus!”
Arrependido, supliquei pelo seu perdão diversas vezes.
Depois disso houve um jantar mas, em lágrimas, não consegui comer.
Um chefe de Igreja
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 5