Sou membro e dedico como Encarregada do Sector de Experiências de Fé nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2018, por intermédio de um missionário.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: doença, pobreza e conflito, que com o cumprimento das práticas básicas orientadas tudo foi ultrapassado, tornando-me membro, para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a desobediência no cumprimento da minha missão.
No mês de Setembro do ano passado, fui enfraquecendo nas minhas dedicações, deixei de escrever as experiências de fé, passando a dedicar com os jovens. Certo dia, fui lamuriando no meu íntimo, dizendo: “meu Deus, eu não sei falar bom português, com tanta gente intelectual na Igreja, a responsável escolheu-me logo a mim, para cumprir esta missão tão difícil? Não vou conseguir”!
Meses depois, ao conversar com a responsável, expliquei-lhe sobre esta situação dizendo: “mãe, a partir de hoje, vou desapegar-me da área das experiências de fé, apenas vou auxiliar o Grupo Terra”. Como ela quis saber quem iria assumir aquela tarefa, expliquei-lhe que havia 4 jovens que já dedicavam nesse sentido. Após ter terminado a conversa, dirigimo-nos ao Altar, renunciando a missão que me foi dada pelos meus Antepassados e renovei a dedicação com os jovens. Porém, após ter desistido da tarefa, comecei a ter conflitos no lar com o esposo e as crianças. Meu esposo irritava-se facilmente, chegando ao ponto de marcar uma reunião familiar, algo que me deixou bastante admirada, dentro de mim fui dizendo: “Meishu-Sama, desde que estou com ele há 15 anos, nunca havia acontecido isto, será que é manifestação dos meus Antepassados?” Depois de terminada a reunião, reconciliámo-nos, com isto materializei um donativo de agradecimento. Todavia, a purificação foi aumentando. No mês de Outubro, comecei a purificar com fortes dores pelo corpo todo, sentindo como se dentro do meu organismo tivesse brasas de fogo e um bicho subindo do baixo-ventre até ao peito; as dores intensificavam-se às 2horas da manhã, impossibilitando-me de ter um sono tranquilo. Porém, fui à consulta, fiz vários exames médicos, mas sem êxito. A minha família, vendo o meu estado a agravar-se, levaram-me a um curandeiro, depois de muita insistência, pois eu não queria. Porém, antes tirei o Sagrado Ohikari do pescoço e deixei em casa. Fiz o ritual, a seguir o curandeiro disse que, o que eu tinha era tala e tratou-me. Ao regressar à casa, encontrei a minha filha mais velha a purificar com febres altas. Como eu tinha o meu corpo coberto de medicamentos tradicionais, não coloquei o Sagrado Ohikari no pescoço. Durante os 5 dias do tratamento, não ia à Igreja. Certo dia, a caminho da casa do curandeiro à busca do medicamento, ao passar em direcção a uma igreja, questionei-me dizendo: “porquê que estou a sujeitar-me a este tratamento tradicional, se sou eu quem escrevo as várias experiências de fé, ouvindo os sofrimentos dos fiéis e as transformações que têm surgido através dos milagres que Meishu-Sama tem operado? Em seguida pedi a Meishu-Sama que me guiasse à casa de uma missionária para orientar-me. Graças a Deus, encontrei-a em casa e aflita como me encontrava, fui explicando-lhe todo o sofrimento, escorrendo lágrimas pelos olhos; ela orientou-me a voltar a dedicar na área das experiências de fé, a pedir perdão aos Antepassados, pela grande falha cometida e a receber bastante Johrei.
Ao regressar à casa, as minhas filhas perguntaram-me: “mãe, onde está o medicamento que foste buscar no curandeiro?” Tendo eu respondido que a partir daquele momento, iria renovar as minhas dedicações e receber bastante Johrei; minutos depois, a minha filha incorporou dizendo: “Estás a purificar porque abandonaste a tua missão de escrever as experiências de fé e deixaste de cultuar os Antepassados”. Admirada com a incorporação, dirigi-me ao altar de Meishu-sama, com sinceridade reconhecendo as minhas falhas em todas as dedicações. Depois, fui à Igreja, recebi bastante Johrei, tendo nessa mesma noite dormido tranquilamente.
No mês de Novembro passado, peregrinei à Sede Central, onde assisti o culto anual às almas dos Antepassados. Após isso, tudo o que me assolava passou e a paz voltou a reinar no seio familiar. Reassumi a tarefa de encarregada do sector de experiências de fé e como gratidão, materializei um donativo especial.
Com esta experiência aprendi que, a dedicação deve ser feita com sinceridade e sem vacilar; aprendi ainda que, na verdade, Meishu-Sama é o Messias há muito esperado pela humanidade.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
