“…aquilo que à primeira vista parece ruim, pode…”

24 de Abril, 2025

“…aquilo que à primeira vista parece ruim, pode…”

AURORA SEBASTIÃO BENTO CORREIA
JOHREI CENTER DO LUBANGO
NORTE-SUL
HUÍLA
ANGOLA

Tenho 32 anos de idade, sou membro e dedico como encarregada das experiências de fé desta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2005, por intermédio do meu pai.

A doença, foi o motivo que me levou a conhecer esta Igreja.

Por vários anos, eu sofri de uma doença muito estranha, isto é,  descamação nos pés; essa situação me deixava muito triste e desconfortável, porque eu não conseguia calçar nenhum sapato. O meu pai, vendo o meu estado, decidiu trazer-me à Igreja.

Fui recebida pelo plantonista que, depois de me ouvir  atentamente, orientou-me as práticas básicas que cumpri sem dificuldades e em poucos dias, comecei a notar melhorias significativas.

Como gratidão, tornei-me membro para melhor servir à Obra Divina, salvando as outras pessoas.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.

A certa altura da minha vida, passei a viver em casas de renda e, isso sempre me causava um grande sofrimento, pois que, não era nada fácil. A primeira casa em que eu e a minha família fomos viver, ficava numa área bem localizada, mas dentro do quintal, não era nada agradável para se estar. Vivemos lá durante algum tempo, enquanto procurávamos outra residência.

Nos primeiros dias, tudo estava a correr normalmente, até eu me aperceber de que os filhos da dona da casa estavam a furtar os nossos pertences, nomeadamente: roupas, utensílios de cozinha, detergentes e bacias; sempre que deixássemos qualquer coisa fora de casa e entrássemos, não encontrávamos mais. Isso deixava-me muito triste, mas mesmo assim, eu não perguntava nada a ninguém; certa vez, fui observando os donos do quintal, enquanto faziam os seus trabalhos de casa,  quando de facto notei,  que foram eles que tiraram os nossos pertences, pois, eu reconheci tudo o que havia desaparecido. Ainda assim, não questionei e deixei eles ficarem com o que nos haviam roubado.

Quando chegasse o momento de acarrectar água, era um grande problema, pois, a dona do quintal, assim que a água começasse a jorrar, ela metia um balde enorme que ficava por muito tempo na torneira e não conseguíamos aproveitar água. De realçar que, ela fazia isso quase sempre e dizia que era a dona e ela seria sempre a primeira a encher o seu balde.

Para termos água, tínhamos que tirar das outras casas ou acordar de madrugada, isto às 3h da manhã para acarrectar água.Tempos depois, conseguimos uma outra residência, Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, onde fomos muito bem recebidos. Passados alguns dias, presenciamos um conflito entre a dona do quintal e seus filhos, que  não foi nada agradavél de se ver. No dia seguinte, vieram pedir-nos desculpas pelos transtornos causados e nós simplesmente compreendemos a situação.

Esses conflitos começaram a ser constantes, pois afinal, eles faziam o uso excessivo de bebidas alcóolicas e todas as noites era um caos total, chegando ao ponto de não conseguirmos dormir por causa do barulho.

Eu, baixei a minha cabeça e comecei a reflectir o que o Messias Meishu-Sama estava a querer mostrar-nos, pois que em todas as casas que  alugássemos, encontrávamos sempre conflitos. Era nessas alturas, que me lembrava de algumas palestras proferidas pelo nosso Ministro da província da Huila, quando dizia que, não devemos fugir dos problemas mas sim  recebê-los com gratidão e encaminhá-los ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, para serem purificados e salvos. Ainda, dizia também com toda a fé, que não devemos nos preocupar com a construção da nossa casa, porque quem participa da construção do Solo Sagrado, naturalmente vai conseguir construir a sua própria casa.

Depois de reflectir seriamente sobre essas sábias palavras, coloquei em prática sem falhar, fazendo correctamente os meus dízimos e donativos de construção do Solo Sagrado.

Poucos dias depois, como uma boa parte da nossa obra já estava feita, conversei com o meu esposo, no sentido de nos mudarmos e melhorarmos a nossa casa; com o tempo, milagrosamente, o meu esposo aceitou a minha proposta, criou as mínimas condições e conseguimos nos mudar.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, o sofrimento de viver em casa de renda acabou. Hoje, temos a nossa própria torneira, embora a água só passe duas vezes por semana, vivemos uma paz interior muito forte.

Faço dízimo, donativo de construção, tenho a horta caseira e cuido de duas pessoas.

Com essa experiência de fé, aprendi que Meishu-Sama é na verdade, o Messias esperado por toda a humanidade. Aprendi ainda que, aquilo que à primeira vista parece ruim, pode no final, trazer algo bom ou uma situação melhor.

Muito obrigada!

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