“…cumprir as orientações dos nossos superiores com muita…”

8 de Maio, 2025

“…cumprir as orientações dos nossos superiores com muita…”

NEIZE ANITA PEDRO RAÚL CONSTANTINO
JOHREI CENTER DO LARGO DO COLÉGIO ANGOLANO
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Sou membro e dedico como auxiliar do Sector  de Saúde Pública nesta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2005, por intermédio da minha tia.

O motivo do meu encaminhamento, foi a doença da minha mãe, que sofria com problemas mentais. Após a minha tia levar-nos à  Igreja e termos cumprido as práticas basicas da Igreja, em pouco tempo, o problema passou. Em gesto de gratidão, no mesmo ano, eu e a minha mãe nos tornamos membros, para melhor servirmos nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a difusão no local de serviço e o encaminhamento.

Segundo as orientações traçadas pelos nossos superiores, que consistia em levar as práticas básicas da Igreja ao local de trabalho, em 2015, criei o sonem de passar a levar a flor. No princípio, sentia muita vergonha e para não ser vista, colocava a flor num saco preto, esperava a hora que os pacientes e os meus colegas estivessem a dormir, aproveitava colocá-las nas bancas dos pacientes, em algumas secções e na recepção. Ao amanhecer, eles perguntavam quem as tinha lá posto, porém, eu nada respondia. Continuei até que, com o tempo perdi a vergonha e passei a confeccionar todas as semanas o arranjo da recepção. Tempos depois, notei que quando colocasse, o arranjo desaparecia.

Foi assim que, decidi procurar no jardim para ver se encontrava pelo menos os copos, mas sem êxito. Certa vez, ao deixar a flor, tão logo me retirei do local, dialogando com um colega, ao virar para a recepção, vi uma jovem estagiária com as flores nas mãos, perguntei-lhe porque as levava e se sabia quem as lá colocava. Respondeu-me que as levava para a sua casa e que antes de as colocar no quarto, primeiramente fazia limpeza e que, desde que começou a fazer isso, o problema dos maus sonhos e pesadelos que tinha,  passou; depois perguntou-me: “mana, mas quem tem colocado a flor não é a direcção do hospital?” Respondi-lhe que era eu que as lá colocava. A seguir perguntei-lhe se já ouviu falar sobre a Igreja Messiânica, respondendo-me que não. Dessa forma, aprimorei-lhe sobre o poder do Messias Meishu-Sama. Ela, pensando que estivesse a pecar, pediu-me desculpas.

Passado um mês, ela apareceu com o seu tio para fazer consulta, assim que me viu, pediu-me  para levar a flor e eu disse-lhe para levar todas as vezes que ela quisesse. Assim que ela terminou o estágio, recebeu a graça de conseguir emprego no hospital.

No ano passado, recebi na minha secção, um menino de 7 anos de idade, residente no município do Cubal, que havia engolido uma moeda; um mês depois, começou a ter tosse seca, sua família pensando que alguém estivesse a fazer-lhe mal, recorreram a tratamentos tradicionais sem êxito. Inconformados, foram ao hospital, onde, após feitas as análises, diagnosticaram-lhe tuberculose. À medida que fazia a medicação, seu quadro clínico piorava. O seu pai, decidiu deslocar-se até ao hospital geral de Benguela, aonde depois de uma radiografia, detectou-se um corpo estranho no seu organismo. De seguida, apareceu uma doutora que fez uma pequena cirurgia, mas não conseguiu retirar o objecto, por estar muito próximo ao pulmão. Nesse mesmo dia, fez-se  um relatório  para que no dia seguinte, fosse transferido para Luanda. Porém, assim que recebi o turno, acomodei-o e dei a medicação, mas no meu íntimo algo me dizia que precisava dar-lhe assistência. Sendo assim, fiz a oração das 21 horas e fui ter com o pai dele e pedi permissão.  Depois de uma hora, procurei saber se o pai professava alguma igreja e se fazia o  dízimo, respondeu-me que só ia à igreja de vez em quando e que não fazia  dízimo. Aprimorei-lhe em relação aos donativos e pedi que materializasse um donativo para agradecer a situação do menino, ele não vacilou. Deu 500 Kz, fizemos oração e orientei-lhe a levar na sua igreja; ministrei Johrei no menino durante 3 horas e fui dando assistência religiosa também aos outros pacientes. No dia seguinte, ao entregar o turno, a doutora apareceu com o relatório, dizendo  que estava tudo preparado para ser transferido para Luanda. Prestes a sair, surpreendentemente, voltou a orientar que se fizesse nova radiografia. Depois de feita, a doutora disse ao pai do menino que o levasse na posição horizontal como se fosse bebé, porque a moeda havia subido para a garganta. Imediatamente, fizeram-lhe uma pequena cirurgia e retiraram-lhe a moeda. O pai do menino muito feliz, disse-me “eu acredito que isso aconteceu graças ao poder da oração, por favor, leve esse donativo à sua igreja” fiquei muito feliz.

Relativamente ao encaminhamento, este ano ao realizar a marcha de distribuição de flores dirigida aos meus vizinhos, conheci uma jovem que tinha um semblante muito triste e ela ao receber a flor, pediu para conhecer a Igreja. Ao falar com o responsável, ela disse que não sentia mais vontade de viver. Relatou que quando ainda era criança, sua família ficou totalmente destruída, pois o pai matou a sua mãe com uma catana e está a cumprir pena na cadeia. Este triste episódio, levava-lhe várias vezes a cometer tentativa de suicídio. O responsável orientou-a a receber bastante Johrei, a participar do desafio de oração, a fazer o donativo diário e a dedicar no Sanguetsu. O responsável também orientou-me a agradecer diariamente com donativo em nome dos Antepassados da jovem, dirigido ao Solo Sagrado.

Depois de algumas semanas de frequência, ela incorporou alguns espíritos de seus familiares bastante revoltados. No dia seguinte, apareceu na minha casa a chorar, dizendo-me que perdeu o emprego, que estava a ser  despejada da casa de renda, lamentava porque não sabia como iria sustentar a filha! Fui com ela ao Altar, fizemos oração de agradecimento e ministrei-lhe Johrei.

A mudança não se fez esperar, pois no dia seguinte, apareceu alguém em sua casa, dizendo que o seu patrão mandou-a voltar a trabalhar; ela veio ter comigo, dizendo que não queria voltar. Agradecemos, conversei com ela, esclarecendo que precisava voltar, visto que ela tinha despesas para suportar, mas não aceitou. Depois de alguns dias, o seu patrão e a esposa apareceram em sua casa pedindo para que ela voltasse a trabalhar, pois consideravam-lhe como uma  filha, justificando que não haviam percebido o porquê do seu despedimento.

Depois, preparei dois arranjos de flores e orientei-a a levar ao seu patrão que, assim que teve contacto com elas, mandou deitá-las fora, mas ela não o fez. Após ter rejeitado, seu patrão, voltou novamente a olhar para a flor dizendo: “essa flor é muito bonita, passe a trazê-la mais vezes, coloque-as no balcão para dar as boas vindas aos clientes, que vamos arranjar um vaso para elas.

No mesmo dia, ao chegar à casa explicaram-lhe que a proprietária da casa apareceu exigindo o valor do aluguer, mas que depois, resolveu deixá-la ficar por mais 2 meses sem pagar. Ela bastante admirada, veio ter comigo toda feliz dizendo: “mana, não tenho como agradecer, afinal orar é muito bom”; depois, pegou num donativo e fomos materializar  a gratidão.

Uma instituição comovida com a situação, passou a dar-lhe bens alimentares mensalmente.

O pai da filha dela que por motivo de distúrbio mental seus familiares há dois anos atrás levaram-lhe para Luanda, este ano ele pesquisou a prima da jovem nas redes sociais, pediu o contacto da mesma, ligou-lhe dizendo que não lhe esqueceu, quer reatar a relação e passou a enviar mesada para a filha. Ela agradecida, materializou um donativo de gratidão.

Aprendi que, devemos cumprir as orientações dos nossos superiores com muita responsabilidade, pois que, todas as pessoas que chegam até nós com algum sofrimento, é sinal de que temos afinidade com aquela situação; devemos cuidá-la com muito amor, pois a felicidade dela se reflectirá em nós.

O meu compromisso, é de continuar a aprofundar na difusão no meu local de trabalho e no encaminhamento principalmente dos meus vizinhos. Faço dízimos, participo do donativo de construção mensal e o donativo diário.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e  aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

 

Muito obrigada!

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