“…Meishu-Sama está no comando de tudo…”

17 de Maio, 2025

“…Meishu-Sama está no comando de tudo…”

DOMINGOS BEMBUA GUILHERME CAÚLA
JOHREI CENTER DO CAVACO
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Tenho 40 anos de idade e resido em Benguela no Bairro Seta Antiga. Sou membro desde 22 Novembro de 2011 e dedico como Encarregado das Experiências de Fé nesta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2008, por intermédio do meu primo, membro desta Igreja; por falta de compreensão, deixei de frequentar, tendo retornado em 2010, numa altura em que estava a passar por sérias dificuldades financeiras.

Eu havia participado de um concurso de admissão para um determinado Ministério  e mesmo depois de receber a guia de marcha e de ter assinado o termo de início de funções, fiquei 2 anos sem salários, tudo porque houve um erro no sistema de processamento dos mesmos.

Uma vez que a formação que fiz em Moçambique de 2007 a 2009 era do nível de bacharel, tive a necessidade de concluir a licenciatura cá em Angola, isto é, no Instituto Superior Católico, onde fui aceite e para o efeito, tinha que pagar propinas mensalmente. Uma vez que pertenço a uma instituição público-privada, recebia um subsídio na razão de 29.100 Kz, de onde tirava a propina mensal de 18.600 Kz, assim como o transporte de Benguela para Lobito diariamente, os trabalhos em grupo e outras despesas anexas. Enquanto isso, ia dedicando e pensava que o assunto do dízimo e demais donativos, a mim não diziam respeito. Quando eu menos esperava, a responsável chamou-me e orientou-me a fazer o dízimo e eu dentro de mim dizia: “a sra. não está a ver que o dinheiro que recebo é pouco e já não chega para mim?”. Entretanto, fui obediente no cumprimento da orientação. Para minha surpresa, no mês seguinte um colega muito chegado a mim, comprou um carro e eu já não me preocupava com o táxi.

Tomei a firme decisão de cumprir com as orientações e três meses depois, quando eu menos esperava, um amigo ligou para mim, dizendo que os meus salários de 2 anos, haviam sido depositados. Como gratidão, materializei o dízimo e o donativo de construção, em função do valor total que eu havia recebido.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a força da flor.

Pese embora eu me considere um cidadão do mundo, não me preocupava com o belo. Não me importava com a aparência, me irritava com facilidade e muita coisa à minha volta estava fora da ordem.

No final do mês de Março do corrente ano, fruto do desejo de confeccionar flores para oferecer principalmente aos jovens que têm causado incómodo ao bairro onde vivo, tomei a firme decisão de participar do curso básico da Academia Kado Sanguetsu, entretanto sem saber como seria na prática, uma vez que trabalho numa escola que funciona em regime de internato e a escala de trabalho vária sempre. Quando manifestei esta preocupação à monitora do Sanguetsu, esta com a sua forma peculiar disse: “Tudo na vida é permissão, não se preocupe com a escala de trabalho, Deus cuida de tudo”.

No primeiro dia do curso, como eu estava de folga, participei sem constrangimentos; no segundo dia, enquanto me preparava para ir trabalhar, para  minha surpresa, o meu chefe ligou para mim dizendo que havia uma falha no plano semanal e que seria outro colega a trabalhar e não eu. Os demais dias, fui conciliando o trabalho e o curso e para  minha surpresa, terminei o Curso Básico de Sanguetsu  sem ter faltado um dia sequer, onde aprendi que, a missão da flor é transformar o ser da pessoa, tornando-a mais simpática e que o nosso grande mestre é a natureza.

Milagres vivenciados:

– No fim de cada sessão do curso, levávamos para casa as flores que confeccionávamos, ornamentava a minha casa, deixando a minha família feliz.

– Ganhei uma paz interior e também ganhei consciência de que vestir-se bem, dirigir boas palavras aos outros, também faz parte do belo.

– Certo dia, enquanto eu dava aula, um aluno perguntou: qual é a Igreja do professor? Eu respondi: sou da Igreja Messiânica Mundial e disse: a Igreja das flores! E porquê que o Professor não traz flores para nós? Naquele momento, eu me toquei e percebi que precisava de fazer distribuição de flores no local de trabalho.

– O meu menino de 9 anos, faz xixi na cama e eu gritava com ele e o comparava com as mais pequenas que não fazem xixi na cama. Quando partilhei o facto com a irmã  durante a aula, ela simplesmente me disse: “não faça comparações entre uma e outra criança, uma vez que cada um nasce neste mundo com uma missão específica e bem definida. O fazer xixi na cama é uma purificação que a seu tempo vai passar, simplesmente ministre Johrei e leia os Ensinamentos do Messias Meishu-Sama”. Também tive um dialogo com o meu filho, em que disse a ele que o amava muito e  encaminhamos a Deus e Meishu-Sama aquela purificação. Pus em prática a orientação e para a minha surpresa, no primeiro dia não fez xixi e foi alternando, dia sim dia não.

– No terceiro dia do Curso aprendemos que o belo também é colocar cada detalhe no seu lugar, vestir-se bem, ter a casa limpa e harmonia no lar. Nisso, tive o sónen de fazer uma limpeza profunda em nossa casa. Para minha surpresa, encontrei minha mulher e as crianças a fazerem limpeza e eu simplesmente me integrei no ambiente e nos desapegamos de muitos objectos que estavam partidos, como: bacias, baldes, tabuleiros e estendal móvel.

– Antes, no momento das refeições, minha mulher e eu ficávamos numa mesa e as crianças na outra mesa pequena, com a participação no curso, ganhei a permissão de comprar uma mesa de seis lugares onde todos nós ficamos em família, no momento das refeições. É uma mudança de 360º graus.

Aprendi que Meishu-Sama está no comando de tudo.

Faço dízimo e donativo de construção. Com a permissão de Deus e Meishu-Sama,  encaminhei 8 pessoas e cuido de duas casas.

O meu compromisso, é continuar a dedicar para participar da campanha de formação do paraíso por meio das flores.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por me conduzirem a este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigado!

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