Sou membro e dedico como Assistente do Grupo Sol.
Conheci a Igreja Messiânica no dia 23 de novembro de 2011, por meio de um vizinho, que também é membro da nossa Igreja.
O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi a doença. Sofri durante três anos com uma infecção na boca, que começou com feridas nos lábios, causando sangramentos constantes. Essa situação me impedia de me alimentar e para conseguir falar, precisava cobrir a boca com um pano. Não suportava tanto sofrimento, pois, devido à dor e ao sangramento, não conseguia dormir.
Passei a me apoiar no uso de bebidas alcoólicas, comecei com cerveja e, com o tempo, passei para bebidas mais fortes, como whisky e só assim conseguia dormir.
Certo dia, ao comprar a bebida na casa do meu vizinho, ao aperceber-se do meu estado de saúde, ele me disse que conhecia um lugar ideal para resolver o meu problema. Convidou-me para ir à Igreja e no dia seguinte, lá fomos nós.
Fui atendido pelo responsável da respectiva Unidade que, por sinal eu já conhecia. Havíamos convivido na província de Benguela e eu sabia que ele era militar e também professor. Ao ver a sua mão levantada, pensei comigo: “Isto é uma brincadeira… O que essa mão vai fazer”? Este orientou-me a receber Johrei diariamente.
Como eu vivia no bairro Bié, passei a frequentar o Johrei Center do Cabolombo, onde fui acolhido, ouvido e orientado a dedicar na lixeira, por 30 dias. A princípio, reclamei e pensei: “O responsável não está a pensar direito… vai me mandar dedicar na lixeira?” No entanto, graças a Deus, nasceu em mim um sentimento de experimentar e cumprir essa orientação com alegria e gratidão.
Ao terminar os 30 dias de dedicação, tive um sonho com os meus pais, que já se encontram no mundo espiritual; minha mãe me deu três chapadas e me repreendeu por eu dormir de barriga para baixo, dizendo que aquele era o último aviso, que eu deveria dormir de barriga para cima, para estar atento aos sonhos e mensagens espirituais que ela pudesse trazer em futuras visitas. Logo em seguida, ela passou sua mão esquerda na minha boca e meu pai passou a mão direita.
Dois dias após esse sonho, ao acordar, fiquei surpreso: o lenço que usava para cobrir a boca por causa do sangramento estava seco; corri para o espelho e, para minha surpresa, estava completamente curado. As feridas haviam desaparecido, e meus lábios estavam normais. Chegava ao fim, um sofrimento de três anos.
Em gratidão por essa enorme graça, materializei um donativo. Na mesma semana, consegui um emprego e, com o primeiro salário, materializei meu donativo de ingresso na fé e o donativo de outorga, tornando-me membro da Igreja Messiânica, para melhor servir na Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a leitura diária dos ensinamentos, o cumprimento regular do plantão e a prática dos donativos.
Em 2022, certa vez, enquanto estava no trabalho, passei muito mal. Sentia dores na coluna, na bexiga, na barriga e estava com prisão de ventre durante quinze dias. Ao sair do serviço, fui ao hospital, onde fui diagnosticado com infecção urinária e febre tifoide. Comprei os medicamentos indicados pelo médico, mas, à medida que fazia a medicação meu estado só piorava.
Três dias depois, recebi a visita do responsável em minha casa, que ministrou-me Johrei durante 40 minutos. Dias depois, a situação piorou, fiquei acamado e recebi a visita de uma missionária que, com a ajuda de outras irmãs, levaram-me ao hospital, onde fui atendido imediatamente e o médico perguntou há quantos dias estava naquela situação, ao que respondi que há 15 dias; vendo o fio no meu pescoço, perguntou se eu pertencia à Igreja Messiânica e respondi que sim.
Em seguida, o médico disse: “tens muita sorte pois, atendendo os dias que ficaste neste estado, já estarias morto”. Em seguida, colocou uma argália, retirou 2 litros de urina e mandou-me marcar consultas até solucionar o problema. O mesmo orientou-me a ir para casa, já com a argália. Esta situação deixou-me desesperado e caí na ingratidão, deixando de dedicar e de ir à Igreja. Graças a Deus, dias depois, lembrei-me do ensinamento de Meishu-Sama, no livro A Outra Face da Doença e A Saúde Revelada por Deus, que fala da toxina urinária. Aprofundava sempre na leitura diária, chegando a ler o ensinamento por duas horas. As consultas não pararam, passava por muitas dificuldades no hospital para troca da argália. Este processo era repetido quinzenalmente.
Muitas vezes, o hospital não tinha material, sendo eu obrigado a comprar. Passado algum tempo voltei a dedicar. Cumpria com o plantão regularmente, fazia os donativos e a leitura diária dos ensinamentos de Meishu-Sama não parou. Para o meu espanto, as dores foram diminuindo consideravelmente.
Realço que ainda estava a usar o saco coletor, em Janeiro do corrente ano; certo dia, enquanto trabalhava, deparei-me com dois senhores Cubanos, que perguntaram-me se eu estava bem, tendo eu respondido que sim, mas como insistiram na pergunta, disse que não, pois que estava com infecção urinária, há algum tempo com algália e o saco coletor. Um deles perguntou se me podia observar e entramos num quarto. Ao ver-me, o mesmo começou a sorrir e depois disse que o saco coletor estava a fechar o ar; com essa situação, estava sujeito a desenvolver uma doença na próstata. Se assim acontecesse, sofreria uma intervenção cirúrgica, disse também que esse procedimento tem levado muitas pessoas à morte. Orientou-me a usar o saco coletor apenas de noite, ou quando estivesse muito distante do quarto de banho. Disse que, durante o dia, podia usar apenas a algália, retirando a tampa do saco coletor e assim o fiz, passando a sentir-me mais aliviado.
Dias depois, com a ajuda de uma irmã, marcamos a consulta, onde indicaram alguns exames por fazer, passando outra receita; quinze dias depois, voltei ao hospital para trocar o saco coletor; no mesmo dia, sonhei com três pessoas de cor branca, que colocaram-me no meio. Um deles, o que estava à minha frente, pediu para o outro senhor retirar a minha algália. Ele começou a sorrir, dizendo que não tiraria. Com isso, o outro senhor puxou a algália e despertei do sono. Constatei que não estava mais com a algália. Fiquei muito assustado pois, quando é retirada a algália, cria um grande desconforto, muita dor e não consigo urinar. Fiquei aborrecido, ao pensar na possibilidade de voltar ao hospital pois, não tinha dinheiro de táxi para me locomover. Logo, pensei: se tiver que morrer, que assim seja, não vou mais ao hospital. Para o meu espanto, dia seguinte, consegui urinar sem dor, mesmo com a ausência da algália. As dores passaram e já consigo andar de moto, coisa que não podia, devido à minha condição de saúde.
Para agradecer a tamanha graça, materializei um donativo especial de gratidão. Dias depois, ao urinar, saiu uma bola preta de sangue e, até aos dia de hoje, estou totalmente curado. O sofrimento que eu passava foi ultrapassado.
Como gratidão, materializei um donativo de esforço máximo, pois não há palavras que traduzam a minha eterna gratidão.
Aprendi com esta experiência de fé, que devemos ler constantemente os ensinamentos de Meishu Sama, pois desperta a natureza Divina do homem.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de pertencer a este maravilhoso caminho da salvação.
Meus agradecimentos são extensivos a todos os irmãos que não pouparam esforços, me ajudando no momento de dor e sofrimento.
Muito obrigado!
