Sou membro e dedico como Encarregada do Grupo Terra e das Experiências de Fé, nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2006, por intermédio da minha mãe.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja, foram doenças constantes.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das práticas básicas orientadas.
No ano lectivo 2023/2024, eu cobria as despesas da Universidade com os valores recebidos da Caixa Social, referente aos anos de trabalho do meu pai, falecido em Setembro de 2023. Porém, quando estes valores foram cortados após completar um ano, surgiu a dificuldade de dar continuidade à liquidação da propina, o que consequentemente levou-me a ficar com dívidas na Universidade e, posteriormente, a não realizar quatro provas finais.
Fiquei muito em baixo por causa dessa situação pois, os meses passavam e eu não sabia como liquidaria aquela dívida, de modos a poder fazer a confirmação para o ano lectivo actual e realizar as provas das quatro cadeiras.
No princípio, ficava revoltada por passar os meus dias em casa, sem saber quando seria o regresso às aulas; depois de partilhar a situação com a responsável da Unidade, surgiu em mim a seguinte reflexão: “será que essa dificuldade em voltar a estudar, não é uma oportunidade para poder empenhar-me mais na Obra Divina, e Servir mais a Deus e Meishu-Sama?” Alguns dias depois, passei a empenhar-me mais, fazendo escala com uma irmã para abrirmos a Unidade Religiosa; realizava os cultos matinais, saindo apenas no período da tarde e por estar quase sempre com a falta de donativos, decidi passar a participar da Oração aos Antepassados no Johrei Center do Mirú, mesmo sem valores para o táxi. Ia e voltava a pé, isso durante dois meses, Dezembro e Janeiro.
Certo dia, após sair do plantão, recebi o telefonema de uma prima, a questionar sobre a minha situação na Universidade e o que faltava para eu voltar às aulas. Expliquei-lhe que estava com dívidas de um valor bastante considerável, mas ela não se preocupou com isso, dizendo-me que pagaria toda a dívida, faria a transferência dos valores para a confirmação da matrícula e propinas em falta e que seria a responsável pelo meu 4.º ano completo, assim que o próximo ano lectivo começasse. Fiquei muito feliz e emocionada, estava incrédula com aquelas palavras. No dia seguinte, dirigi-me à Unidade e agradeci profundamente ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama por essa graça. Tão logo cheguei à casa, entrei no meu WhatsApp e vi a mensagem de uma outra prima, que dizia o seguinte: “prima, faça o orçamento de quanto precisas para poder começar um negócio e envia-me o total, para eu a partir de hoje, passar a transferir mensalmente esse valor e assim conseguires ajudar em casa e pagar as tuas contas”; irmãos eu chorei de felicidade, corri para mostrar a mensagem à minha mãe e aos meus irmãos, que juntos, ficaram também muito felizes. Horas depois de ter feito o orçamento, enviei mas com um certo receio porque o valor não era tão baixo. Expliquei que mensalmente não seria aquele valor, pelo facto de eu não possuir ainda todos os materiais de pastelaria de que precisava para alavancar com as encomendas e vendas diárias na porta de casa. A minha prima não questionou, apenas pediu-me para que não falhasse e não tivesse receio em deixar uma mensagem, caso o negócio estivesse a enfraquecer, para ela reforçar os valores. Fiquei bastante agradecida e comprometi-me em honrar com o nosso compromisso.
Na última semana do mês de Janeiro, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, recebi a transferência de ambas as primas, uma relacionada aos valores da universidade e a outra, ao negócio. Dizer que a minha mãe e a minha irmã, também receberam o mesmo valor para poderem fazer os seus negócios.
Dois dias depois, materializei um donativo especial de gratidão, o meu dízimo e o donativo de Construção do Solo Sagrado.
Na mesma semana, fui à Universidade regularizar a minha situação e hoje encontro-me a estudar normalmente, graças a Deus.
Realizei as compras para o negócio e passei a fazer bolas de berlim para vender em casa, fora que as encomendas não paravam; no terceiro mês, isto em Março, fiquei com apego e não materializei os meus donativos correctamente. Na semana seguinte, as contas não batiam certo, sempre que chegasse à casa, o dinheiro das vendas não estava certo e as bolas de berlim desapareciam do recipiente mesmo com o meu sobrinho a controlar. O stock de materiais também terminou antes do tempo previsto. No princípio, cheguei a pensar que o meu sobrinho estava a mexer no dinheiro, mas depois reflecti no que estava em falta e dirigi-me ao retrato de Meishu-Sama com um donativo, pedindo perdão pelo meu egoísmo e apego.
No dia seguinte, recebi a ligação da minha prima, a dizer que estava preocupada porque eu não estava a postar regularmente as publicidades do negócio no WhatsApp. Na verdade, eu cheguei a ficar com vergonha de pedir outro valor tão cedo, visto que ainda não estávamos no final do mês de Abril. Mas ela relembrou-me de que, se estivesse a precisar, para não exitar e assim concordei. De momento faço algumas encomendas com o pouco material que restou e só após algumas semanas, penso em deixar outra mensagem para fazermos a reposição do Stock.
Certo dia, do mês de Abril, a minha mãe, irmãs e eu, estávamos a preparar-nos para apagar as velas do meu sobrinho, também afilhado, com os seus pais, na cidade. No entanto, estava eu a confeccionar o seu bolo de aniversário, quando um dos meus sobrinhos chamou por mim, a dizer que a mamã estava com muita dor na coluna e o pé havia prendido, não conseguia mover-se, chegando ao ponto do meu irmão carregá-la ao colo até ao meu quarto, porque ela chorava de tanta dor. Pedi que a deitasse enquanto eu terminava de fazer rapidamente a massa do bolo e, para o meu espanto, a tigela onde tinha a mistura de açúcar e ovo, caiu repentinamente e o pico da batedeira saltou no meu rosto. Fiquei muito admirada, pois, desde que comecei a fazer bolos, nunca passei por tal situação. Lá arranjei a batedeira, levantei a tigela e do pouco que restava, com a minha teimosia, dei continuidade com o batedor de claras, mas o objecto partiu-se em minhas mãos. Parei o que estava a fazer e apercebi-me que aquela situação era uma advertência dos meus Antepassados, dirigi-me ao quarto e fui ao retrato pedir perdão. Peguei a cadeira e comecei a ministrar Johrei à minha mãe, encaminhando toda aquela dor, junto com o auto-exame da fé. Depois de 30 minutos de Johrei, adormeceu. Levantei-me e dei continuidade ao bolo. De salientar que a minha mãe já não estava com vontade de sair naquele dia.
Passado uma hora, levantou-se da cama e começou a caminhar como se nada tivesse acontecido minutos antes e disse que estava bem para poder sair. Graças a Deus tudo passou, dirigi-me ao retrato e agradeci ao Supremo Deus e Messias Meishu-Sama por me terem utilizado como instrumento naquele momento.
Ocorrências vivenciadas:
– Ganhei a permissão de dedicar como encarregada do Grupo Terra na minha Unidade;
– Passei a ter maior interação com os jovens, ganhando a permissão de ser ouvida por eles;
– Uma frequentadora que estava afastada, após realizar uma visita em sua casa, despertou e dirigiu-se à Unidade sozinha, manifestando o desejo de começar a participar das actividades e cultos nos locais de maior luz; outra frequentadora também despertou, e graças a Deus, passou a participar dos desafios matinais, antes de ir ao seu local de trabalho; como consequência, o seu marido que se encontrava detido, graças a Deus foi solto e hoje encontra-se a trabalhar no Namibe.
Com esta experiência de fé, aprendi que devemos dar a devida importância às práticas básicas da fé Messiânica, não menosprezando a força do Johrei em momento algum, levando o amor às outras pessoas e que quando Deus nos concede uma graça, devemos saber agradecer à altura, pois o apego faz-nos cair na ingratidão.
Com a permissão de Deus e Meishu-Sama, cuido de uma casa de membro e uma de frequentador, tenho a horta caseira e faço os meus donativos correctamente.
O meu compromisso, é de aprofundar na directriz do momento, com o objectivo de formar mais jovens e despertá-los para servir nesta grande Obra de Salvação.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho.
Muito obrigada!
