Tenho 70 anos de idade, sou missionário e dedico como Encarregado de uma Rede de Salvação.
Conheci a Igreja Messiânica em 2004, por intermédio da minha esposa, em memória.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento, foi a doença da minha esposa, causada por um acidente de viação, que originou a quebra da bacia; para a solução do sofrimento dela, percorremos vários hospitais, obedecendo aos critérios médicos e gastando avultadas somas em dinheiro, mas não obtivemos os resultados desejados.
Foi neste quadro de sofrimento, que a sua tia, que já era membro da nossa igreja, compadecida com o sofrimento da sobrinha, convidou-a a frequentar a igreja; no desespero, ela não vacilou e começou a frequentar. Uma vez que sou motorista de profissão, nessa altura me encontrava em serviço na Província do Uíge; de regresso a Luanda, me deparei com flores nos aposentos da casa, admirado reclamei dizendo: “de onde vieram estas flores que colocaste aqui em casa e qual é o seu objetivo”? Aí, a esposa respondeu que eram da Igreja Messiânica; a seguir retruquei: “você anda muito! Se morreres ninguém me deita culpa e nem a tua família vem ter comigo… se ainda no hospital te deram alta sem você ficar melhor, é nessa igreja que você vai melhorar”?
Notando o meu desespero, ela disse: foi a tia Antonica que através dos milagres que lá ocorrem, convidou-me para frequentar; desde que comecei a receber Johrei, tenho notado mudanças significativas no meu estado de saúde. Com esta explicação, despertei, decidindo pesquisar a religião, pensando que nela havia algum mistério.
Na Unidade Religiosa, fui recebido pelo plantonista, que na sua entrevista procurou saber de mim, se eu não estava a enfrentar nenhum problema, ao que respondi que o único problema que carregava era a doença da minha mulher e que de resto estava tudo bem.
De acordo com a minha resposta, o plantonista decidiu ir mais a fundo comigo, onde sem querer abri o meu coração dizendo que apenas tinha restrições de alguns alimentos devido ao problema de oxiúros, vulgarmente chamado de maculo e problemas de tensão alta.
A partir daquela data, eu também comecei a frequentar; passado um ano de frequência, a mulher melhorou consideravelmente e os meus problemas também foram ultrapassados, motivo pelo qual, nasceu o sentimento de nos tornarmos membros para melhor servir na Obra Divina como gratidão a Deus pelas graças recebidas.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a obediência no cumprimento das orientações superiores, no sentido de expandir a obra do Messias Meishu Sama através da agricultura natural.
Tenho um terreno na Província do Bengo, onde estou a fazer lavoura, a alguns quilómetros do bairro e em conversa com o meu superior, fui orientado a fazer uma horta, no quintal da casa, no sentido de incentivar o método da agricultura natural como nos ensina Meishu Sama.
Quando preparava a terra dos canteiros, duas vizinhas se aproximaram, querendo saber o que eu estava a fazer; eu disse o seguinte: “Estou a fazer uma horta caseira, para semear mudas de couve, quiabo, gindungo, alho e flores”; elas começaram a dar gargalhadas achando que eu era um louco, alegando que esses productos deviam ser cultivados na lavra e não em pequenas hortas no quintal de casa.
Como tenho conhecimentos e experiência com a agricultura natural, dei-lhes uma breve explicação, sobre como é feito o cultivo dos produtos, sem o uso de estercos de animais, adubos químicos, na qual existe uma grande desvantagem para a saúde do ser humano, quando o objetivo da agricultura natural tem como benefício, restabelecer a saúde do ser humano, sendo necessário à sua implementação nos nossos lares.
Depois de alguns dias, regressei a Luanda, onde fiquei durante um mês; quando regressei, logo que as vizinhas me viram a chegar, com gesto de respeito e humildade chamaram-me: “papa Víctor, nós estávamos a zombar de ti atoa, pensávamos que a horta não iria desenvolver, mas nos enganamos! Na tua ausência, temos roubado os produtos da tua horta, estamos com vergonha vais nos desculpar do fundo do coração, pela forma que nos comportamos quando fazias a horta; de facto os produtos são tão saborosos que nem aqueles que cultivamos nas nossas lavras”. Assim, as duas pediram que eu fizesse também nas suas casas.
Para além do meu trabalho de campo, tive a permissão de abrir 4 casas, que tenho dado assistência com Johrei; em uma das casas, tive a permissão de vivenciar a seguinte ocorrência:
Uma senhora que tinha o filho a purificar há 3 dias com hepatite avançada, tinha dificuldades para se alimentar; ministrei-lhe Johrei cerca de 4 horas, começou a vomitar líquido de cor verde e amarela; depois de alguns minutos, tomou banho e pediu comida. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, está bem. Os pais admirados e felizes, agradeceram muito, por eu ter levado o Johrei à sua família.
Com esta experiência de fé, aprendi mais uma vez que, nós messiânicos, somos na verdade, instrumentos para a salvação da humanidade.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigado!
