Dedico nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em Março de 2005, por intermédio de uma colega, na altura frequentadora.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: doença, nomeadamente depressão, vontade de suicídio e conflitos conjugais que, com o cumprimento das práticas básicas orientadas, tudo foi ultrapassado.
Durante esses 19 anos de frequência à Igreja, em vários momentos, tive dúvidas, perguntando-me se estava ou não no caminho certo e se a minha dedicação contribuía de facto, para a salvação ou não dos meus Ancestrais e Antepassados.
Hoje, gostaria de compartilhar com os irmãos mais uma experiência, sobre o cumprimento das orientações que nos são passadas pelos superiores, relacionada com a prática dos donativos.
Sendo funcionária pública, fui abrangida pela implementação da Tabela Salarial Única, onde por via disso, do meu salário foi reduzido mais de 20%, fazendo com que eu deixasse de fazer os donativos correctamente. Incomodada com essa situação que muito me afligia, solicitei a orientação do responsável, que me ouviu atentamente e de entre várias, recebi a orientação que devia fazer o dízimo e o donativo de construção, tendo em conta, o valor bruto do meu salário e não o líquido a receber, colocando assim, a materialização da gratidão na ordem correcta, tendo em conta os anos de membro e a minha área de dedicação.
De seguida, fomos ao Altar fazer a oração de pedido de perdão ao Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, assumindo este novo compromisso. Tenho a salientar que sempre fiz o dízimo e o donativo de construção daquela forma. Confesso que por isso não recebi a orientação de bom grado, o que me fez refletir, durante algum tempo, porém, tentei pô-la em prática.
No segundo mês que pus em prática a referida orientação, o salário foi reposto, depois de passado um ano e meio com o salário reduzido.
Na sequência, como preparação para o Culto Anual às Almas dos nossos Ancestrais e Antepassados, o responsável voltou a orientar-me, que devia preparar um donativo especial alusivo a esse culto. Devo realçar que sempre fiz um donativo que, a meu ver, estava de bom tamanho. Fiquei séptica e pensei cá comigo: “vou proceder assim como sempre fiz”.
Na véspera da realização do culto, tomei a decisão de fazer diferente e preparei um donativo realmente especial, muito diferente do que vinha fazendo durantes estes últimos 19 anos. Confesso que experimentei uma sensação diferente e uma enorme alegria invadiu o meu coração. No dia da realização do culto, enquanto dedicava na preparação do mesmo, senti uma paz muito grande. A sensação foi de que este ano, o culto foi muito melhor, comparado aos anteriores.
Todos os dias da semana, tenho me encontrado com uma prima, que é neta do meu saudoso avô paterno, com quem vivi durante alguns anos. No dia 18 de Novembro de 2024, durante o nosso encontro, muito alegre, deu-me um abraço e muito feliz disse: “Tia, como ela carinhosamente me trata, hoje mesmo, quando estava a descansar, tive um sonho muito lindo e com um significado profundo. Sonhei que estávamos na casa de um dos nossos tios na África do Sul, numa festa muito grande, onde estavam todos os netos do nosso avô, incluindo os que já passaram para o mundo espiritual e era um ambiente de confraternização e celebração e estávamos todos muito alegres”. Ela, ainda acrescentou o seguinte: “eu queria que tu fosses a primeira pessoa a ouvir sobre este sonho”.
Confesso que essa informação, deixou-me incrédula e ao mesmo tempo experimentei uma felicidade indiscritível.
A outra graça, que recebi, na véspera da realização do Culto Anual às Almas dos nossos Antepassados, foi a descoberta da minha verdadeira origem, isto é, o verdadeiro apelido da minha avó, mãe do meu pai. Durante todos estes anos que estou na fé messiânica, estive a cultuar, uma linhagem que eu achava que fosse a verdadeira, mas afinal não era.
No meu local de trabalho, como prática da difusão do Belo e sendo aluna da Academia Kado Sanguetsu, mantenho sempre uma Ikebana no meu espaço e mais recentemente, por orientação superior, passei também, a deixar um arranjo na receção, distribuo flores de luz pelos guardas de segurança do edifício e pelos transeuntes que por ali passam e dedico, todos os dias, na limpeza do banheiro.
Tenho um casal de filhos, que apesar de serem membros e dedicantes em uma outra Unidade da Igreja Messiânica, eu os oriento a fazerem o dízimo de todo o valor que lhes chega às mãos e falo sobre a importância de dedicar e de participar dos cultos, sempre que possível.
Tenho a acrescentar que tenho mais um casal de filhos, que ainda não são membros e vivem na África do Sul e sempre que recebo a notícia de uma purificação por parte destes, materializo constantemente um donativo de gratidão; falo com eles sobre a importância de receberem Johrei na Unidade; reencaminho os ensinamentos de Meishu-Sama para o seu estudo, procuro mostrar a importância de buscarem Deus em qualquer situação que estejam a enfrentar e peço, sempre ao responsável, para que lhes dê assistência quando ele se desloca àquele País.
Com este acontecimento tive a resposta que tanto queria e aprendi, que de facto a nossa dedicação, também transmite luz aos nossos Ancestrais e Antepassados e proporciona-lhes uma condição melhor e que eles participam connosco em nossas dedicações e nós somos realmente a soma de todos eles.
O meu compromisso, é de continuar a dedicar, fazendo o meu melhor para a construção do paraíso na terra, através das práticas básicas da fé messiânica.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
