Sou membro e dedico como encarregada da Liturgia nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica, por intermédio de uma irmã membro da nossa Igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças e conflitos, que após colocar em prática as orientações recebidas, tudo foi ultrapassado.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o apego e o empenho nas dedicações.
Há algum tempo a esta parte, fui orientada a que, antes de ir trabalhar, passasse na Nave para colocar as oferendas do culto matinal; graças a Deus, recebi essa orientação com muita gratidão, que passei a praticar.
No mês de Abril, ao passar pela Nave, isso numa quarta-feira, depois de dedicar, ao sair, fui chamada pela orientadora que disse: “Marcelina, na liturgia temos falta de dedicantes, faça um esforço e fique para preparar as oferendas”. Confesso que isso caiu-me mal, porque já havia 2 dias que eu não ia trabalhar.
Fiquei aborrecida e lamuriava dizendo: “Se eu soubesse, não devia passar na Unidade! Ela não sabe que eu trabalho?” Mesmo dizendo que faltei 2 dias, nem com isso fui liberada. No final, tive de ficar todo o dia.
No dia seguinte, quando cheguei ao local de trabalho, para o meu espanto, a patroa recebeu-me com muita satisfação, dizendo que estava muito preocupada comigo e pensou que eu estivesse doente.
Ouvindo aquelas palavras, ganhei força e tudo de negativo que eu sentia, passou. É de realçar que, cheguei a pensar que a senhora iria despedir-me. Com isso agradeci, sendo orientada a ministrar Johrei em casa. Como em minha casa tem vindo muitas crianças, passei a ministrar-lhes Johrei.
Com 2 semanas de prática, recebi a minha irmã com 2 crianças. A mesma não tinha aonde ficar e devido ao seu comportamento, foi abandonada pelos irmãos. Quando a vi, pensei: “Meu Deus, sou mãe solteira, não tenho apoio do pai das minhas filhas, como vou aguentar mais três pessoas?”
Isso estava a causar-me sofrimento, liguei para os nossos irmãos afim de a receberem, mas estes apenas disseram: “Estamos cansados com ela, aguenta ainda um pouco”.
Fui ter com a orientadora e relatei o que estava a acontecer. Esta orientou-me a agradecer, ministrando-lhe Johrei e a vê-la como uma pessoa que veio à busca de salvação.Graças a Deus, a minha irmã já está a frequentar a igreja.
No dia 12 de Maio, passei na Nave e fui trabalhar. Ao chegar ao serviço, para o meu espanto, a patroa despediu-me sem nenhuma justificação, alegando que naquele momento não iriam precisar dos meus serviços.
Voltei para a Unidade muito triste, mas mesmo assim agradeci com um donativo.
Fui orientada a intensificar com a ministração de Johrei na vizinhança, a cuidar de casas, plantão na Nave, atendimento e distribuição de flores.
Graças a Deus, passadas duas semanas de cumprimento, obtive os seguintes resultados:
– O pai das minhas filhas, pediu o número de conta para passar a depositar a mesada das crianças. Pediu ainda a documentação dos filhos para inserir no quadro do serviço devido a alguns bónus que a empresa oferece.
– Em casa, o número de crianças que vêm receber Johrei varia de 8 a 12.
– A mudança em mim foi o desapego. Antes pensava muito na dificuldade de alimentação por falta de emprego, hoje, fico feliz em dedicar. Sinto que Deus fez acontecer a purificação para que eu me empenhasse mais na salvação das outras pessoas.
– A minha filha que há dois anos foi pedida, está a viver com a sogra, coisa que deixou os familiares com receio de conflitos,visto que ela tinha apenas 18 anos. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, ela foi agraciada pelo marido com uma nova residência e os sogros estão a comprar o enxoval para ela.
Aprendi que, nada acontece por acaso e que quando recebemos as orientações e as colocamos em prática, as coisas mudam ao nosso redor e ganhamos força de dedicar.
O meu compromisso, é de me empenhar mais na salvação das pessoas, levando o Johrei a todas as famílias.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
