Tenho 43 anos de idade, resido no Bairro do Mira-Mar, sou membro e dedico como auxiliar do sector do Sanguetsu e do Saiten desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2019, por intermédio de uma frequentadora.
Os motivos do meu encaminhamento, foram: doenças, pobreza e conflitos.
Quanto à doença, sofri de problemas de tuberculose, dor de estômago, maus sonhos, problemas de homem noturno, aquecimento no baixo-ventre e sentia os pés gelados. Quando tivesse pesadelos com o homem noturno, ao despertar, sentia-me descomposta e constrangida. Para agravar a situação, os meus filhos estavam sempre doentes. Frequentei hospitais, onde foi minimizando os problemas da tuberculose e dores de estômago. Também frequentei casas de tratamentos tradicionais, onde diziam que alguém me estava a fazer mal. Dizer que em todas as minhas gestações para não perder o bebê, tinha que ficar internada nas casas de santas até ter o bebé.
Essa situação começou a causar conflitos no seio da família do meu esposo, pois os meus cunhados diziam: “esta não é a esposa ideal para o nosso irmão, porque mulher de verdade, é aquela que goza de boa saúde, não é esta que fica constantemente a correr em fumaças”.
Entrei em frustração e desespero, comecei a fazer ciúmes do meu marido, que chegava tarde por causa da natureza do seu serviço; havia dias em que aparecia em casa às 23 horas e, eu toda enciumada, não perguntava nada, apenas abria a porta da garagem e trancava-lhe ali mesmo, tendo ele que passar a noite na garagem. Houve um dia em que ele me disse, que já não sabia se a casa era ou não dele.
De forma nenhuma eu mudei de comportamento, até que um dia, ele passou a dormir fora de casa. Havia vezes que, eu ficava sem dormir, aguardando por ele até às 5 horas da manhã. Algum tempo depois, comecei a ter problemas cardíacos, chegando a pesar 30 Kg, pedindo a Deus que me levasse.
Foi nesse estado de sofrimento, que fui encaminhada; recebida pelo plantonista, relatei todo o meu sofrimento e depois orientou-me as práticas básicas da nossa Igreja, que um mês depois, os problemas foram se amenizando, nomeadamente a minha doença e a das minhas filhas.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a obediência no cumprimento das orientações superiores.
Em 2020, após me tornar membro, mesmo ouvindo constantemente os aprimoramentos do nosso ministro e dos responsáveis em se fazer a leitura diária dos ensinamentos em casa e o autoexame da fé, eu não conseguia ultrapassar o problema dos ciúmes; como o marido continuava a dormir fora de casa, deixei de cuidá-lo, não cozinhava e não cuidava mais da sua roupa, passando essa responsabilidade às minhas filhas.
No mês de Novembro do ano passado, a minha mãe partiu para o mundo espiritual; nessa fase, fiquei muito fragilizada visto que ela era a minha melhor amiga. Diante de tanto sofrimento, perdi forças para agradecer, o vazio tomou conta de mim, passei a sentir muita preguiça e deixei de ir à Igreja; também fiquei três meses sem limpar o retrato de Meishu-Sama, deixei de manter a flor de luz em casa; para agravar, não consegui realizar os cultos de 10, 20 e 30 dias do espírito da minha mãe.
Na Igreja, os irmãos preocupados com a minha ausência, me tentavam contactar, mas sem sucesso.
Passado algum tempo, eu e as minhas filhas começamos a purificar. Eu voltei a sentir muita quentura no baixo-ventre, calafrio e os pés gelados, mas, nem assim despertava. Depois de alguns dias, em casa, do nada incorporei; comecei a girar por todos os cantos da casa, limpei o retrato de Meishu-Sama e depois de algumas horas, o vice responsável apareceu com uma missionária, entrevistou-me e no final, orientou-me a realizar os dois últimos cultos da minha mãe, que ainda estavam dentro dos 50 dias de falecimento.
Nessa mesma semana, fui à Igreja mas sem ânimo; certa vez, quando estávamos prestes a dormir, reclamei com o meu esposo sobre o seu comportamento e ele simplesmente partiu para a agressão física, batendo-me. Passei quase toda a noite a chorar, caindo num sono profundo; sonhei com os meus Antepassados numa jaula, diante de um fogo com chamas muito ardentes onde gritavam e gemiam, mas não se queimavam; depois acordei assustada, voltando a dormir; dessa vez, sonhei que estava a flutuar por cima da água e ao passar, cruzei com uma sombra que aparentava ser uma divindade, as pessoas diziam, “olha o Deus está a passar”! Quando cheguei ao meu destino, vi ali pessoas vestidas de roupas de cor branca e ao despertar, entendi que precisava salvar os meus Antepassados.
Foi nesse período que, a Responsável Provincial do Sanguetsu ligou-me, a convidar-me para fazer o curso do nível intermediário de Sanguetsu. Respondi-lhe de forma positiva, mas eu não aparecia nas aulas; preocupada, ela pacientemente, foi insistindo até que apareci na Igreja, onde fui entrevistada, abrindo o meu coração; no final, orientou-me a que, na hora de confecionar os arranjos, mentalizasse toda a purificação que eu estava a atravessar, levando luz às raízes mais profundas, ligadas aos meus sofrimentos. À medida que fui trabalhando com a flor, comecei a enxergar o meu esposo de forma diferente; passei a preocupar-me mais com ele, cuidando das suas refeições e da sua roupa, mudando também a minha maneira de falar. Vendo a minha mudança, ele que há anos não se preocupava em mobilar a casa, já na reta final do curso, comprou um cadeirão de sala. Certa vez, ele desabafou dizendo que anteriormente, já não me via mais como mulher, mas sim como empregada, o que lhe mantinha em casa eram apenas os nossos filhos. Ouvindo isso, agradeci com um donativo especial.
Depois, fiz também o curso no nível avançado. À medida que fui participando das aulas, fui ganhando mais ânimo e motivação; quando chegamos na reta final, para minha surpresa, o meu marido comprou mais um cadeirão maior para a sala principal, um televisor plasma e deu-me 150.000 Kz para a compra de roupa para as filhas.
Ao concluir o curso, certo dia ouvi a voz de um Antepassado que disse: “muito obrigada, nós agora estamos salvos”. Eu que anteriormente tinha muita dificuldade para fazer o Sorei-Saishi da minha mãe, também ouvi a voz dela agradecendo dizendo o seguinte: “minha filha, muito obrigada, agora estou na luz, me perdoa porque enquanto estive no plano material, chegastes a me encaminhar à Igreja mas eu não entendi porque estava presa na minha igreja, agora que estou aqui, consigo enxergar as coisas com mais clareza, agora podes fazer o meu Sorei-Saishi. De seguida, ouvi uma voz masculina dizendo: “ agora vamos te largar, nós entramos há muito tempo na tua vida, fomos nós que causamos as doenças e o conflito no seu lar, já não iremos aparecer mais nos teus sonhos, agora vais ser feliz com o teu marido”. Ouvindo isso, fiquei muito feliz e agradeci com um donativo.
Hoje, o meu esposo tornou-se numa outra pessoa, estando mais próximo da família. Para minha grande alegria, as minhas filhas tornaram-se frequentadoras da nossa Igreja. Reconheço, que parte dos meus sofrimentos, deveu-se às minhas perturbações espirituais e negligência, foi como se eu estivesse parada no tempo. Vivo com o meu esposo há 26 anos, sempre foi muito amoroso, procurou investir em mim à medida que a nossa vida foi evoluindo, mas, deixei de estudar, ele comprou-me um carro, mas eu nunca me interessei em tirar a carta de condução, preferindo ter um motorista para apoio das crianças e eu andava a pé ou de moto táxi. Ele recebia críticas dos amigos, quando me viam a fazer compras na praça de moto-táxi. As minhas cunhadas que aproveitaram formar-se com o apoio do meu esposo, com o tempo, passaram a ser elas a assessorá-lo na sua empresa.
Portanto, com essa experiência aprendi que, a flor não só transforma a atmosfera espiritual do nosso lar, mas também nos permite evoluir, enxergar nosso interior, como também melhora as relações interpessoais com todos que temos afinidade.
Entretanto, apelo às pessoas, para se inscreverem na Academia Kado Sanguetsu, para aprofundarem nesta coluna da salvação.
O meu compromisso, é continuar a cumprir com todas as práticas básicas orientadas. Encaminhei mais de 50 pessoas à fé, faço dízimo, donativo diário, de construção e tenho a horta caseira.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
