Tenho 40 anos de idade, resido em Benguela no Bairro Seta Antiga, sou membro e dedico como Encarregado das Experiências de Fé.
Conheci a Igreja Messiânica em 2008, por intermédio do meu primo, também membro; por falta de compreensão, deixei de frequentar, tendo retornado em 2010, numa altura em que eu estava a passar por sérias dificuldades financeiras.
Havia participado do Concurso de Admissão para o Ministério da Educação e mesmo depois de receber a Guia de Marcha e de ter assinado o Termo de início de funções, fiquei 2 anos sem salários, tudo por causa de um erro no sistema de processamento de salários e na alturaeu estava a estudar num Instituto Superior Privado e tinha que pagar propinas mensalmente.
Uma vez que pertenço a uma instituição público-privada, recebia um subsídio na razão de 29.100 Kz, de onde tirava a propina mensal de 18.600Kz, assim como o transporte de Benguela para o Lobito diariamente, os trabalhos em grupo e outras despesas anexas. Enquanto isso, ia dedicando e pensava que o assunto do dízimo e demais donativos a mim não me diziam respeito.
Quando menos esperava, a responsável chamou-me e orientou-me a fazer o dízimo e eu dentro de mim dizia: “a senhora não está a ver que o dinheiro que recebo é pouco e já não chega para mim?”. Entretanto, fui obediente no cumprimento da orientação. Para minha surpresa, no mês seguinte, um colega muito chegado a mim, comprou uma viatura e a partir dali eu já não me preocupava mais com o táxi. Assim, tomei a firme decisão de cumprir com as orientações.
Três meses depois, quando eu menos esperava, um amigo que trabalha na Direcção Provincial da Educação, ligou para mim, dizendo que os meus salários de 2 anos haviam sido depositados. Como gratidão, materializei o dízimo e o donativo de construção, em função do valor total que eu havia recebido.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a força da flor.
Eu fiz a minha formação superior em Moçambique e já visitei mais nove países, sendo seis do continente Africano, um do continente Asiático e dois países do continente Americano. Pese embora me considere cidadão do mundo, não me preocupava com o belo, não me importava com a aparência; irritava-me com facilidade e muita coisa à minha volta estava fora da ordem.
No final do mês de Março do corrente ano, fruto do desejo de confeccionar flores para oferecer principalmente aos jovens que têm causado incómodo no bairro onde vivo, tomei a firme decisão de participar do curso básico de Ikebana da Academia Kado Sanguetsu, entretanto sem saber como seria na prática, uma vez que trabalho numa escola que funciona em regime de internato e a escala de trabalho varia sempre.
Quando manifestei esta preocupação à Monitora do Sanguetsu, ela com a sua forma peculiar disse: “Tudo na vida é questão de permissão, não se preocupe com a escala de trabalho, Deus cuida de tudo”. No primeiro dia do Curso eu estava de folga e participei sem constrangimentos; no segundo dia, enquanto me preparava para ir trabalhar, para minha surpresa, o meu chefe ligou para mim, dizendo que havia uma falha no plano semanal e que seria um outro colega a trabalhar e não eu.
Os demais dias, fui conciliando o trabalho e o curso e para minha surpresa, terminei o Curso Básico de Sanguetsu sem ter faltado um dia sequer. O Curso para mim foi uma verdadeira escola; aprendi que a missão da flor é transformar o ser da pessoa, tornando-a mais simpática e que o nosso grande mestre é a natureza. Milagres vivenciados: – No fim de cada sessão do Curso, levávamos para casa as flores que confecionávamos, ornamentava a minha casa e os meus filhos se mostravam muito felizes. –
Na participação deste Curso, ganhei uma paz interior e também ganhei consciência de que vestir-se bem, dirigir-se aos outros com boas palavras, também fazem parte do belo. – Certo dia, enquanto eu dava aula, um aluno perguntou: qual é a igreja do professor? Eu respondi: sou da Igreja Messiânica e disse: a Igreja das flores! E porquê que o Professor não traz flores para nós? Naquele momento eu me toquei e percebi que tinha que fazer distribuição de flores no local de trabalho.
– O meu filho de 9 anos ainda faz xixi na cama e eu gritava com ele e o comparava com a mais pequena que não faz xixi na cama. Quando partilhei o facto com a Monitora do Sanguetsu, ela simplesmente me disse que eu não fizesse comparações entre uma e outra criança, uma vez que cada um nasce neste mundo com uma missão específica e bem definida, que o fazer xixi na cama é uma purificação que a seu tempo vai passar, simplesmente ministre Johrei e leia os Ensinamento do Messias Meishu-Sama.
Também tive um diálogo com o meu filho, em que disse a ele que o amava muito e encaminhamos a Deus e Meishu-Sama aquela purificação. Pus em prática a orientação e para minha surpresa, no primeiro dia não fez xixi e foi alternando, dia sim, dia não. – No terceiro dia do Curso, aprendemos que o belo também é cada detalhe no seu lugar, vestir-se bem, ter a casa limpa e harmonia no lar.
Nisso, tive o sónen de fazer uma limpeza profunda em nossa casa. Para minha surpresa, encontrei a minha mulher e as crianças a fazerem limpeza e eu simplesmente me integrei no ambiente e nos desapegamos de muitos objectos que estavam partidos, como: bacias, baldes, tabuleiros e estendal móvel.
Antes, no momento das refeições, a minha mulher e eu ficávamos numa mesa e as crianças em uma outra mesa pequena; com a participação no curso, ganhei a permissão de comprar uma mesa de seis lugares onde todos nós ficamos em família, no momento das refeições, sendo uma grande diferença para melhor.
Aprendi que, Meishu-Sama está no comando de tudo.
Faço dízimo e donativo de construção, encaminhei 8 pessoas e cuido de duas casas.
O meu compromisso, é de continuar a dedicar para participar da Campanha de Formação do Paraíso por meio das Flores.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por me conduzirem a este maravilhoso caminho da salvação.
Muito Obrigado!
