“…só com o empenho sincero dentro da Obra Divina, é que…”

29 de Outubro, 2025

“…só com o empenho sincero dentro da Obra Divina, é que…”

BEATRIZ DO NASCIMENTO PEREIRA
JOHREI CENTER DE PRAIA MELÃO
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Tenho 62 anos de idade, sou membro, resido na comunidade de Ribeira Peixe e dedico nesta Unidade.

Conheci a Igreja Messianica em 2014, por intermédio de uma missionária.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram : doenças e dificuldades financeiras. Eu sofria de insónia, dores nos dedos e nas articulações.

O meu inferno começou, quando o meu negócio já não ia bem ; eu não conseguia dormir à noite,  devido às dores que sentia pelo corpo todo.

Com o objectivo de encontrar solução para esses problemas, recorri aos curandeiros, consultas em hospitais e mesmo ingerindo vários medicamentos, não obtinha solução. Foi nesse quadro de sofrimento que certo dia, ao sair de casa, com o objectivo de ir a mais uma casa de curandeiro, no sa de curandeiro, qusultas meqaquele dia, Meishu-Sama utilizou uma irmã desta Igreja, para me conduzir até Ele.

Assim que cheguei, fui recebida pelo plantonista que depois de me ouvir atentamente, orientou-me a receber no mínimo 10 Johrei por dia, colocar e manter a flor de luz em casa, limpar a Nave e a casa de banho.

Colocando em prática essas orientações, um mês depois, tudo se amenizou e para manifestar a minha gratidão, tornei-me membro com o sentimento de também servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o meu despertar para peregrinar à Sede Central de África em Angola e participar do Culto Anual às Almas dos nossos queridos Antepassados.

Há algum tempo a esta parte, venho ouvindo as experiências de fé dos irmãos que já peregrinaram e as orientações motivadoras dos superiores para o efeito, mas nunca me senti motivada para esta importante missão.

O tempo foi passando e só neste ano, é que despertei para esta dedicação e a sua importância para a nossa elevação espiritual, decidindo inscrever-me para peregrinar à Sede Central, a fim de participar do Culto Anual às Almas dos nossos Antepassados.

Entretanto, como sabem, para peregrinarmos, a preparação espiritual e material constituem caminhos para ganharmos merecimento de o fazer;, comecei a participar de algumas sessões de orações e encontros, tendo em conta a distância que me separa do local onde vivo e a cidade capital.

A minha actividade de sustentabilidade económica, é de pequenos negócios de produtos alimentares que faço na comunidade de Ribeira Peixe. Após inscrever-me para esta peregrinação, os fluxos das vendas começaram a decair, com a diminuição dos clientes que iam à minha loja e as mercadorias deixaram de ter saídas como era habitual e o pouco que conseguisse arrecadar, só dava para a alimentação diária.

Perante esta situação, entrei em estado de preocupação com uma tristeza a invadir-me  a vida no dia-a-dia e o pensamento me cobrando de que, logo agora que decidi peregrinar, é que a afluência de clientes começou a decair e num momento em que necessito de mais dinheiro e ficava me perguntando porquê?! Essas perguntas, levaram-me a uma reflexão profunda, acabando por chorar, desanimada. Instantes depois, adormeci e naquele preciso momento, veio-me em sonho o meu marido que se encontra no mundo espiritual há 10 anos.

Nesse sonho, eu estava sentada a chorar e ele ao chegar do trabalho, vendo-me assim, perguntou: o que te aconteceu? Estás a choras, porquê? Respondi: o meu negócio deixou de ter saídas e eu que inscrevi-me para participar da caravana, como vou ter dinheiro para custear as despesas com essa baixa de negócio? Ele retorquindo disse: “você ficou preguiçosa demais e quer peregrinar? Ficar sentada sem fazer nada, como é que o dinheiro vai vir? Eu tenho dinheiro para te dar, mas precisas voltar a trabalhar para Deus e Meishu-Sama, levando flores e orações para as pessoas, como fazias. Só assim, é que te vou dar dinheiro para peregrinar”. Ao despertar do sono, agradeci a Deus e a Meishu-Sama por ter utilizado o meu marido para me dar este recado. Assim, assumindo praticar a orientação, no dia seguinte comecei a trabalhar, colhendo flores a partir do local onde faço os negócios e saíndo para a rua, andando de casa em casa, fui oferecendo as flores e ministrando Johrei às pessoas. Continuando a fazer esta dedicação diariamente, num dia dessas marchas, uma pessoa a quem eu  ofereci a flor, disse-me o seguinte: “Ché, você está aqui com Johrei e fica a esconder Ele, para a gente? Você não podia esconder Johrei?! O Johrei não é coisa que se esconde, viu”. Para aumentar mais a minha alegria, a mesma surpreendeu-me dizendo: “A partir de hoje, eu vou ter contigo em sua casa, para receber Johrei e andarmos nas casas das pessoas”.

Feliz, agradeci a Deus e a Meishu-Sama, por ter usado o meu falecido marido para me despertar através daquela mensagem e ainda enviar alguém para também fazer parte do cumprimento da tarefa de expandir a Luz da Salvação naquela comunidade, como seus instrumentos.

Com o cumprimento dessa tarefa, ganhei vida e a alegria voltou a ser a minha companheira no dia-a-dia, ao voltar a ver movimentação dos clientes na minha loja e os produtos alimentares que comercializo a terem saída. Com essas movimentações, obtive rendimentos e rapidamente consegui ganhar merecimento para reunir condições financeiras no sentido de comprar o bilhete de passagem e seguidamente, obter o valor das despesas terrestres.

Neste momento, encontro-me na Sede Central de África, a desfrutar desta peregrinação com os meus queridos Ancestrais e Antepassados; foi graças à minha tomada de decisão de peregrinar e o meu empenho com a dedicação no local de trabalho.

Aprendi que, só com o empenho sincero dentro da Obra Divina, é que ganhamos o merecimento dos nossos Antepassados que se encontram no mundo espiritual, para abrirem as portas para a obtenção daquilo que precisamos para a nossa evolução na fé.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de também estar a fazer parte deste caminho da salvação.

Muito obrigada!

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