Sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Terra.
Conheci a Igreja Messiânica em 22 de Novembro de 2003, por intermédio da minha mãe.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento, foram os constantes problemas de saúde que a minha mãe enfrentava, após a morte do meu pai, tais como: maus sonhos, homens noturnos e insónia.
Por forma a dar solução a todos estes problemas, frequentamos diversas casas de quimbandas, curandeiros e igrejas espíritas, gastando avultadas somas em dinheiro sem nenhuma solução.
Depois da mãe ter conhecido a Igreja, com o cumprimento das práticas básicas, todo esse sofrimento foi ultrapassado. Para agradecer, tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.
Após ter-me separado do meu esposo, pedi-lhe uma mesada para o sustento da filha; foi assim que ele, sem o meu consentimento, resolveu tirar-me a menina, passando ela a viver com a tia, irmã do pai. Havia muito desentendimento entre nós, pois não deixavam a menina ir à minha casa, mesmo em momentos de férias. Isso levou-me a criar ódio por ele, com o pensamento de levá-lo a tribunal; felizmente, não cheguei a fazer isso, aconselhada pela minha mãe que me disse para agradecer a purificação com um donativo, entregando tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama.
Sempre tive pouca sorte para arranjar emprego; depois dos 18 anos, quando fosse concorrer nos Concursos Públicos nunca tinha êxitos, mesmo tendo nota positiva para ser selecionada e isto era abrangente, pois mesmo trabalhando no Sector Privado, quando a empresa decidisse diminuir o número de funcionários, o meu nome não escapava e automaticamente era despedida.
Não conseguia ter um relacionamento sério, talvez por causa da minha arrogância. Entretanto, a minha vida era totalmente dependente dos amigos, pois eram eles que me apoiavam em termos de alimentação, carregamento da ZAP, saldo do telemóvel etc., quando a minha mãe não me pudesse ajudar.
O meu filho mais velho, vivia com a avó paterna e com as tias em Luanda. Eu sempre recebia informações de que ele estava no mau caminho, pois a vida dele era de festas, discotecas, bebidas alcoólicas e mulheres. Como agravante, ele estava a namorar uma jovem que já tinha seu esposo; por muitas vezes foi advertido, mas infelizmente, não aceitava os conselhos de ninguém. Certo dia, o esposo da namorada o encontrou em sua casa; este chamou seu grupo e começaram a brigar. No mesmo instante, eu estava na preparação do Culto dos Jovens, quando recebi uma ligação, dizendo para orar muito pelo meu filho, pois ele estava sendo agredido pelo esposo da namorada e seus amigos, que estavam com facas, pedras e garrafas. Eu preocupada e aflita, sem forças, comecei a chorar. Um líder jovem e alguns irmãos, vendo a minha preocupação, levaram-me ao Altar, todos solidarizaram-se comigo, tiraram o que cada um tinha no bolso, juntamos com o meu donativo, oramos e agradecemos a purificação e a angústia.
Depois de alguns minutos, ligaram novamente dizendo que, tão logo tentaram espetar a faca no peito do meu filho, a faca caiu das mãos do adversário e o filho conseguiu fugir. Eles pensaram que o filho tivesse fugido para a casa da sua avó; o grupo foi até lá, estragaram o portão e danificaram muitas coisas, obrigando as pessoas a fugirem de casa, poupando as suas vidas. Dia seguinte, o pai dele quando chegou do serviço, foi procurar o causador dos danos e seu grupo, pediu que reparassem tudo quanto haviam danificado em casa da sua mãe. Sem hesitar, eles assumiram os danos, repararam e tudo voltou à normalidade. Só que mesmo assim, o filho continuava a namorar a jovem. Um dia, sua tia ao fazer a limpeza, encontrou um saco de liamba no seu quarto, automaticamente ligou para a avó que na altura encontrava-se na Província de Malange; descontente com a notícia, a avó ordenou para que o neto saísse definitivamente da sua casa, pois, ela não queria mais viver com um neto que levava aquele tipo de vida. O filho foi para a casa do seu pai, mas infelizmente, a madrasta não o aceitou, passando a viver na rua. Quando me apercebi da situação, fiquei muito triste e desesperada. Ele chegou a trabalhar num bar, onde dormia; quando chegasse a altura de receber o salário, o dono vinha com desculpas de que desapareceu valores e vasilhas, para não pagar; alimentava-se muito mal e por conta disso ficou muito doente.
Fui pedir orientação ao ministro que me orientou o seguinte: a fazer donativo de agradecimento pela purificação, sentir a dor das pessoas, orar a favor de mulheres com o mesmo sofrimento, fazer o Sorei-Saishi, realizar os cultos dos abortos, limpar o banheiro, pedir perdão e dizer que sou culpada de todo o meu sofrimento, fazer uma lista com o nome de todos os homens com quem já me relacionei, com donativo para cada um deles, pedindo perdão e ficar um ano ou mais, sem ter ninguém. Confesso-vos que a princípio tudo pareceu-me impossível, mas, graças a Deus, cumpri com a orientação. Posteriormente, eu e o pai do meu filho conversamos e concluímos que ele fosse para o internato na Província do Huambo e que seu pai pagasse 70.000,00 mensalmente. Dias depois, foi para o Huambo, fez o teste e foi selecionado. Mais tarde, regressou para criar-se condições para a sua sobrevivência lá. Para o meu espanto, quando faltavam sensivelmente duas semanas para ele partir, o pai voltou a ligar, dizendo que ele não iria mais, pois que chegou à conclusão que não conseguiria pagar as mensalidades. Triste e desesperada, comecei a lamuriar. A minha mãe acalmou-me e disse-me: “já que o miúdo não irá mais para o Huambo, de preferência que fique mesmo cá no Sumbe”.
Depois fiz uma reflexão de como estava a dedicar na missão Divina, percebendo que devia participar firmemente dos desafios e cumprir com o meu plantão, orar para as mulheres que estavam com os mesmos sofrimentos e sentir a dor dos outros tal como o ministro me tivera orientado. Feito isto, comecei a ver as coisas a mudarem na minha vida.
O meu filho pediu-me que eu lhe desse um valor para começar a vender alguma coisa, disse a ele que não tinha. No dia seguinte, disse-me, como a mamã não tem, então estou a ir procurar dinheiro para vender. Dentro de mim pensei, será que está a ir roubar? À tardinha, por volta das 15 horas, apareceu em casa com a minha mãe, trouxeram um saco que continha 1 kl de farinha, 1 pacote de salsicha, ovo e outros ingredientes. A mãe disse-me, o miúdo tem vontade de vender você não o ajuda porquê? Manti-me calada, mas dentro de mim dizia, a mãe tem razão. A princípio ele começou com 1 kl e dava-me todos os dias 1.500,00 Kz onde tirava 500,00 para o meu táxi quando fosse fazer prova na faculdade e 1.000,00 para alimentação em casa. Também tirava o dízimo e a construção em nome dele, depois, ele disse-me, mamã, arranja dinheiro de meio kilo de farinha e seus ingredientes para passar a vender para si, vou passar a levar rissóis de um kilo e meio para nos ajudar em casa. Fiquei bastante alegre. Ao longo das suas vendas apareciam clientes que gostavam dos rissóis e pediam o contacto para fornecermos por encomenda, por sua vez, ele dava o meu contacto. Assim que ligavam ele dizia-me, mamã faz e leva é para si. Certa vez, no bar onde passava com os rissóis, o dono gostou e disse-lhe que levasse 60 rissóis, sendo 10 para a conta do bar e 50 equivalente a 5.000,00 Kz para nós diariamente. Assim sendo, aumentamos na qualidade dos ingredientes e tirava sempre o dízimo, o donativo de construção e o donativo de gratidão diária.
Certo dia, o dono do bar disse que os clientes estavam a gostar muito, por isso, pediu que eu passasse a levar 115 rissóis, sendo 15 para o bar e 100 equivalente a 10.000,00 Kz para nós diariamente. Numa Terça-feira, após ter cumprido o meu plantão, pedi a uma missionária que me acompanhasse para bater a porta de algumas escolas afim de pedir se podíamos lhes fornecer rissóis. No mesmo dia, andamos muito a pé, Graças a Deus conseguimos ir a uma escola, que por sorte, fomos aceites. Como o trabalho aumentou, houve necessidade de contratarmos alguém que nos pudesse ajudar a confecionar e a fornecer pagando semanalmente.
Hoje, o comportamento do meu filho mudou, eu e ele formamos uma dupla, somos fornecedores de rissóis em bares e escolas e recebemos encomendas. Organizamos o nosso grupo e para melhor sermos identificados, mandamos timbrar T-shirts com o nosso nome. Actualmente, já consigo sustentar os meus filhos sem sobressaltos. Hoje a minha filha também está a viver comigo.
Com esta experiência de fé, aprendi mais uma vez que Meishu-Sama é sem dúvidas o Messias esperado por toda a humanidade e que devemos cumprir com as orientações dos nossos superiores e fazermos uma revisão de como vai a nossa dedicação, porque às vezes pensamos que Deus distanciou-se de nós, muito pelo contrário, nós é que nos distanciamos Dele.
O meu compromisso, é de dedicar com toda a firmeza na Obra Divina. Faço dízimo, donativo de construção e diário. Encaminhei 10 pessoas, das quais 4 são membros.
Cuido de 12 casas com 8 frequentadores.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da Salvação!
Muito obrigada!
