Costuma dizer-se que os poetas famosos compõem apenas dois ou três poemas por mês, mas Meishu-Sama compunha facilmente salmos e poemas de face moral, líricos, bucólicos e de amor. Enfim, Ele escrevia poesias magníficas, de todos os tipos, sem qualquer dificuldade, ditando-as prazerosamente. Além disso, Ele dizia: “Posso compor quantos poemas Eu quiser”, sem se prender à quantidade ou ao tempo, o que me surpreendia.
Creio que foi alguns meses antes da perseguição religiosa que se verificou em Maio de 1950, que Ele compôs, em menos de uma hora, quarenta e seis poemas cujo tema era “A grande purificação”. Embora este fosse um ato costumeiro, era impossível não ficar espantado com o Seu trabalho sobre-humano. Dedicava anotando as Suas palavras, que jorravam ininterruptamente, umas após outras, como a água que brota de uma mina. Cada poema era composto em aproximadamente um minuto.
Um servidor
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 2