Foi-me permitido servir na anotação dos Ensinamentos ditados por Meishu-Sama durante cerca de quatro anos. Durante este período, ficava admirado com o facto de saber todos os kanji (ideogramas japoneses) que precisava de escrever. Na verdade, não é que os conhecesse, no entanto, escrevia natural e rapidamente, como se os meus dedos estivessem a ser comandados.
No dia seguinte, Meishu-Sama corrigia o texto que eu tinha anotado e devolvia-mo para o passar a limpo. Nestas ocasiões, diversas vezes, espantava-me ao observar o texto: “Nossa! Como é que eu soube este ideograma tão difícil?!” Como este facto se repetia com frequência, acabei por cair na tola ilusão e cheguei a pensar: “Até que não sou assim tão mau! Tornei-me bastante inteligente!”
Um dia, agradeci a Meishu-Sama dizendo: “Como eu trabalhava numa companhia de aviação, ramo totalmente alheio ao que faço agora, estava preocupado se conseguiria desenvolver tão importante servir. Hoje, tenho a permissão de desempenhá-lo com alegria e sem nenhuma dificuldade! É um mistério… Mesmo assim, muito obrigado por ter me permitido ficar tão inteligente!”
Acabando com toda a minha arrogância, Meishu-Sama orientou-me: “Não é que você tenha ficado inteligente. Você está servindo como minha caneta. Portanto, é como se Eu mesmo estivesse a escrever. É por isso que você consegue escrever com facilidade. ”
Um Servidor
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 2