Sou frequentadora e dedico na unidade acima citada. Conheci a Igreja Messiânica em 2023 por intermédio da irmã Florência Aline Mendes Gaspar Elias, membro desta igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram conflitos familiares e dívidas.
Após o falecimento da minha mãe, eu e as minhas irmãs começámos a ter desentendimentos por causa da casa onde ela vivia, pois não sabíamos quem deveria ficar com o imóvel. A minha irmã mais nova alegava que deveria ficar com a casa, já que eu e a outra irmã já tínhamos casa própria. Isso gerou desavenças e deixámos de falar. Ainda assim, arrendei parte da casa da nossa mãe e instalei-me na outra parte, enquanto a minha irmã mais nova saiu. Este conflito acabou por afastar-me das minhas irmãs e causou grande desunião familiar.
Depois de relatar à irmã Florência tudo o que estava a acontecer, ela encaminhou-me à Igreja Messiânica. No entanto, por falta de compreensão, desisti. Meses depois, os conflitos intensificaram-se e eu acabei sufocada por dívidas que não conseguia imaginar como pagar. Além das discussões e de já ter arrendado tanto a casa da minha mãe como a minha própria, o meu tio — irmão da minha mãe — apareceu dizendo que era o verdadeiro dono da casa, apresentando documentos em seu nome e iniciando um processo na justiça contra mim. Recebi um prazo de 15 dias para abandonar o imóvel. Como o inquilino já tinha pago a renda, teria de devolver-lhe o dinheiro, mas eu não tinha condições de o fazer. Também não poderia voltar para a minha própria casa porque também estava arrendada, e do mesmo modo não tinha como reembolsar o inquilino. Assim, acumulei dívidas tanto com os inquilinos como com o tribunal.
A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com o cumprimento das orientações dos nossos superiores.
Por não estar a trabalhar, vi-me num beco sem saída para pagar as dívidas. Mais uma vez, a irmã Florência incentivou-me a voltar para a Igreja Messiânica e a pôr em prática as orientações. Desta vez, não hesitei. Passei a frequentar regularmente a igreja, assumi o meu plantão, comecei a receber Johrei todos os dias, mantive a flor de luz em casa, assisti aos cultos, cultuei os antepassados, dediquei no banheiro e, especialmente, passei a peregrinar aos locais de maior luz.
Sempre que peregrinava ao Solo Sagrado ou ao Polo do Bom Jesus, ao regressar a casa recebia uma graça. Da primeira vez, eu estava muito abatida pelas dificuldades financeiras; não fazia ideia de onde tirar dinheiro para resolver as situações de casa. Três dias depois, o meu filho recebeu uma chamada pedindo que fosse ao banco verificar a sua conta, pois o governo estava a pagar um subsídio estudantil destinado às meninas, mas que também abrangeu os rapazes. Ele duvidou, pois não era ainda o período previsto para o pagamento, mas fomos verificar. Para nossa surpresa, o subsídio tinha caído e ele foi beneficiado. Esse valor ajudou-nos bastante.
Durante um culto da Ministra Sara, onde se falava da necessidade de fazermos o curso de agricultura natural, uma missionária incentivou-me a participar. Mesmo sem dinheiro, participei e concluí o curso de um mês.
Noutra ida ao Solo Sagrado, recebi uma chamada da minha irmã — aquela que não falava comigo — dizendo que precisávamos conversar, pois não fazia sentido continuarmos separadas. Pedimos para marcar um dia para nos entendermos.
Consegui vender a minha casa por um valor que me permitiu pagar todas as dívidas e arrendar um lugar digno para mim e para os meus filhos. O relacionamento com eles também melhorou muito, assim como o relacionamento entre nós, irmãos. Tenho estado mais positiva para resolver os problemas e tenho notado mudanças significativas na minha vida. O meu filho mais velho, que estava desempregado há anos, enviava currículos mas nunca era chamado; entretanto, poucos dias depois de eu começar a dedicar, foi chamado em dois sítios e hoje já está empregado.
Com todas essas graças recebidas, aprendi que as práticas básicas retiram o ser humano de sofrimentos que nem imaginamos ter solução. Como forma de gratidão, pretendo tornar-me membro no Culto do Natalício de Meishu-Sama, para melhor servir na Obra Divina.
Faço o meu plantão, encaminho pessoas à porta da unidade e participo das atividades diárias.
A todos que atentamente ouviram o meu relato de fé, o meu muito obrigada.
