“…a nossa missão e o servir, não dependem apenas de nós, mas sim…”

11 de Novembro, 2025

“…a nossa missão e o servir, não dependem apenas de nós, mas sim…”

DIMANDA LUHAME DOMINGOS
JOHREI CENTER DO CAMAMA
NORTE-SUL
LUANDA
ANGOLA

sou missionária e dedico como responsável desta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2006, por intermédio de uma menina, que  naquela época, com apenas 5 anos de idade, já usava o Shoko.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: doenças, conflitos conjugais e miséria.

Em 2003, partiu para o mundo espiritual, o meu padrasto, que sempre fez o grande papel de pai, desde os meus 2 anos de idade, dando-me todo o seu amor. Com a sua morte, os familiares queriam apoderar-se da casa como de costume, deixando os filhos na rua, junto com a mãe.

Tivemos um encontro familiar, onde nos foi comunicado o assunto; eu, no meio dos familiares, retruquei aonde ficariam as crianças, porque desde cedo, que eu ouvia o meu pai dizer, que ele já não pertencia a esta tradição de usufruir dos bens da família, porque jamais tivera feito isso. Portanto, no meu caso, não irei deixar os meus filhos na rua e caso isso aconteça, eu irei  aparecer para a pessoa que ficar com a minha casa! Os tios, ao ouvirem isso,  visto que sou enteada, humilharam-me dizendo: “sua bastarda, aqui você não terá espaço” e em seguida, mandaram-me para fora. O meu irmão também reclamou, porque naquela época, ele já tinha mulher e filhos que lá viviam.

Com isso, fomos ameaçados pelos tios, que fizeram promessas. Desde aquele dia, passamos a viver um inferno naquele lugar; o meu irmão batia nas irmãs sem piedade,  quando eu fosse pedir explicações sobre tal atitude, rebelava-se contra mim. Foi assim que, deixei de frequentar a casa, arrendando o meu próprio espaço.

Desde o dia em que me mudei, passei a sonhar com o pai, onde aparecia muito triste e revoltado; havia vezes em que, sentada na cama, eu sentia a sua presença, mas ele não mostrava o rosto e dizia: “Dimanda, faça alguma coisa, os meus filhos estão a sofrer, ora por favor”! Eu respondia que já estava a orar; realçar que, naquela época, todos nós éramos cristãos.

Com tanta pressão, decidi ir ter com a minha mãe dizendo: “mãe, o teu marido é bruxo, não me deixa em paz, vê lá o que vocês andaram a fazer”…

Ela aconselhou-me a desrespeitá-lo verbalmente, assim que aparecesse. Como de hábito, fiquei a sua espera, só que não apareceu.

No segundo dia, assim que senti a sua presença, levantei-me e comecei a ofendê-lo com nomes feios;  no final, virou-se para mim e disse: “hoje, tu não estás a entender o que eu quero de ti, mas depois  vais-me agradecer. Eu te criei desde os dois anos e hoje vou te matar? Já sou bruxo? Desculpa, mas não virei mais”.

Com esta minha atitude, durante dois anos, vivi com muito sofrimento, até ao ponto de não ter dinheiro para arrendar uma casa e para piorar, a doença também se fez presente. Mesmo trabalhando, não via o dinheiro, porque só acabava nos medicamentos, até que, a minha filha naquela época, com 10 anos de idade, contraiu corrimento vaginal com mau cheiro, trocando de 5 a 6 pensos diários, que por conta disso, foi retirada da escola.

Naquela época, eu trabalhava num centro infantil, aonde conheci uma menina e nos apegamos muito. Tempos depois, apareceu uma proposta de trabalho com melhores condições e mudei de emprego. A menina depois, já não queria mais ir para a creche, por eu já lá não estar. A mãe pediu que eu conversasse com ela, porque na nova creche, os preços eram muito altos e nem com isso a menina aceitou.

Sem alternativa, a mãe colocou a filha na nova creche. Num belo dia, a menina encontrou-me a chorar e procurou saber o que eu tinha. Foi insistente dizendo: “tia, diz-me só porque estás a chorar… andas muito triste, vou te ajudar”. Admirada, disse-lhe: como me vais ajudar? Com a idade que tens, não vais entender, mesmo eu explicando. Mesmo assim, ela queria saber.

Foi assim que, abri o meu coração com a  menina, contando-Ihe todo o meu sofrimento; ela ouviu-me atentamente e disse: vou te ajudar. Eu estou numa igreja que cura doenças. Ao ouvi-la, pus-me a sorrir, ignorando. Em seguida, levantou a mão e começou a ministrar-me Johrei e fez a oração, prometendo que iria aparecer em minha casa com a sua mãe. No mesmo dia, por  volta das 18h, ela apareceu com a mãe e ministraram Johrei na minha filha.

Quanto a mim neguei, dizendo que quem estava doente era a minha filha. De realçar, que estávamos a girar os hospitais há mais de 03 meses sem solução. Com muito amor e paciência, elas faziam assistência diariamente em casa.

Depois de alguns dias, passaram a levá-la ao Johrei Center do Morro Bento aonde passava todo o dia. Com apenas um mês, o corrimento diminuiu, admirada procurei saber da menina, se para além do Johrei o que mais os irmãos faziam; ela disse que era apenas o levantar das mãos.

Depois de 3 meses, o corrimento passou; assustada com o milagre, decidi conhecer a Igreja. Vim  à Sede Central, onde ao ouvir a experiência de fé de uma irmā, fiquei aborrecida, achando muita mentira na experiência, pois ela  relatou que havia ultrapassado com o Johrei, a doença do século XXI. Saí daqui, muito revoltada.

A caminho de casa já no carro, comecei a ouvir muitas vozes, onde pude reconhecer a voz do meu padrasto, que estava muito feliz e disse: “ fica mesmo aí…hoje estamos muito felizes por teres pisado aquele lugar. Por favor, lá terás a salvação dos nossos sofrimentos”. Em seguida, a avô paterna dos meus filhos disse: “fui eu quem criei a purificação da menina, foi o caminho que eu vi para chegarem até aqui. Estou a sofrer aqui no mundo espiritual, devido a uma dívida contraída pelo meu filho. Eu e a minha sobrinha, morremos no vosso lugar”. Procurei saber o porquê, e ela começou a explicar que o pai dos meus filhos fizera um pacto de magia para obter dinheiro, mas eu como mulher, tinha de aceitar; fez tantas tentativas, dando-me alimentos como carne de porco, mas meus pais impediram-me de comer. Foi assim que, de tanta pressão do curandeiro, teve de sacrificar a mãe e a irmã.

Quanto a mim, nos separamos, então o espírito pediu que as salvássemos, porque estavam prezas na terra, agradeceu e foi. Quando recuperei do transe, contaram-me tudo, mesmo com dúvidas passei a frequentar a Igreja.

Após 6 meses, o meu pai apareceu novamente pedindo que eu fosse buscar a luz e sem entender, fui ao orientador que me explicou que se tratava do Ohikari. Como eu tinha valores guardado para a compra de um terreno, decidi apenas tirar o donativo da Outorga só para mim. Este meu pensamento, deixou o meu pai aborrecido, que novamente veio e disse: “faz donativo para duas pessoas, sendo você e a sua filha”; pus-me a reclamar, não posso fazer isso, estou a guardar para comprar terreno, ele respondeu: “ se não fizeres, vais perder tudo o que tens, onde está a tua gratidão por tudo que Deus fez por ti”?

Ao ouvir aquilo, decidi materializar a Outorga para as duas, tendo assim, começado a expansão na família.

Passo a relatar algumas mudanças vivenciadas:

Com a limpeza e a entrada da flor na casa do meu pai, os meus irmãos se harmonizaram e os meus tios abandonaram a ideia de ficar com a casa; muitos deles, já partiram para o mundo espiritual.

A minha terceira irmã, que padecia com febres altas e sentia sangue a correr no meio das veias saindo dos dedos da mão, recorreu a vários tratamentos sem solução. Foi orientada pela sua empregada, a procurar a Igreja Messiânica, mas que não aceitava a doutrina a ponto de bater a sobrinha que lhe ministrou Johrei, agora como vou lhe procurar? Os dias foram passando e a dor aumentava, até que ganhou coragem e foi ao meu encontro. Levei-a à Igreja, onde em reflexão, contou que havia feito um aborto, porque tinha o sonho de fazer filho com um homem branco, mas como engravidou de um negro, recusou tê-lo.

Foi-lhe orientado com urgência o Sorei-Saishi, porque aquela manifestação do sangue era o pedido de socorro, ou seja, a salvação do espírito abortado; realçar que, havia feito isso há mais de dois anos.

Após esse tempo, ela encontrou o homem branco e  já estava a viver com ela mas, tinha problemas para engravidar.

A orientação de ser membro para então ter acesso ao Sorei-Saishi, não lhe caíu bem, a ponto de negar categoricamente. Devido a essa negação, no mesmo dia, o marido foi retirado sem motivo algum de Luanda para Portugal e a purificação naquela noite acelerou, fazendo ela uma paragem de tanta dor. Diante dessa situação, ficamos desesperados, fui ao Altar agradecer a situação e pedi em oração ao Messias Meishu-Sama que trouxesse por favor a minha irmã de volta, porque senão eu teria problemas com a família, visto que eu já não usava medicamentos, apenas só lhe ministrava Johrei. De repente, a respiração voltou, mas muito funda.

Foi aí que, ela decidiu se tornar membro. Passou a participar das aulas, foi Outorgada e depois foi feito o Sorei-Saishi. Na mesma semana, o marido voltou para Luanda e em seguida casaram-se,  hoje têm 3 filhos e vivem em Portugal.

A 4ª irmã, que vivia conflitos com o marido, ao refugiar-se em minha casa, foi encaminhada à Igreja em pouco tempo, com o seu filho. Nosso mano caçula, na época com 14 anos de idade, purificou com doença, a mãe pediu que eu cuidasse dele; sem demoras, em vez de levá-lo ao hospital, passamos a ir à Igreja e com o tempo, foi outorgado.

Hoje, toda a minha família recebe Johrei, mesmo aqueles que pertencem a outra religião. Somos um total de 11 membros, dos quais, 2 estão a servir integralmente na Obra Divina.

Aprendi que, a nossa missão e o servir, não dependem apenas de nós, mas sim, do mundo espiritual, aonde somos escolhidos pelos nossos Antepassados e que o encaminhamento começa na família.

O meu compromisso, é de me tornar cada vez mais útil no servir, para o cumprimento da minha missão em prol da salvação das minhas linhagens e das pessoas com quem tenho afinidade.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, a permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

A minha eterna gratidão, vai para a minha rainha salvadora, ontem uma criança, hoje jovem com 23 anos de idade, Lisseth Gomes da Conceição, que um dia me falou da Igreja.

Muito obrigada!

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