“…quando cumprimos com as orientações superiores, muita coisa…”

17 de Novembro, 2025

“…quando cumprimos com as orientações superiores, muita coisa…”

ROSA DA CONCEIÇÃO LUÍS CITA
NÚCLEO DE JOHREI AMARO TATI
NORTE-SUL
CABINDA
ANGOLA

Sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Lua.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial em 2009, por intermédio da senhora Teresa Buanga Mingas Pitra, missionária da  igreja.

Os motivos que me levaram a frequentar a igreja foram: doença.

Constantemente sentia fortes dores de cabeça. Fiz vários tratamentos nos hospitais, inclusive fui à Ponta Negra duas vezes, gastando avultadas somas em dinheiro, mas sem solução.

Na igreja, fui recebida pelo plantonista que, depois de me ouvir atentamente, orientou-me a cumprir com as práticas básicas da fé. Apesar das dúvidas no princípio, cumpri todas as orientações.

Três meses depois, as dores passaram completamente. Com isso, fiz um donativo especial e também me tornei membro, para melhor servir na Obra da Salvação.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a obediência no cumprimento das orientações recebidas e o plantão.

Depois da minha filha terminar o ensino médio, ela queria se especializar na área da saúde, no curso de Fisioterapia. Porém, como na província não existe este curso, teria de viajar para Luanda ou para outra província. Sem dinheiro para viajar e sem lugar para viver, ficou sem estudar. E, aproximando-se o início de um novo ano letivo, o desespero de não voltar a estudar começou a tomar conta de nós, pois também não tínhamos garantia de conseguir pagar as despesas de uma universidade privada.

Além disso, eu estava preocupada com as despesas escolares dos outros três filhos.

Para além dessas dificuldades financeiras, na igreja eu já não conseguia cuidar de ninguém, nem cumprir o plantão.

Com essas e outras dificuldades, conversei com a Responsável, que me orientou a renovar o meu compromisso, começando por fazer os donativos corretamente, participar dos desafios de oração na unidade, fazer plantão, encaminhar pessoas e cuidar de casas.
Também fui orientada a dar vida aos meus filhos (que são todos membros) e juntos ministrarmos bastante Johrei.

Sem perder tempo, escolhi um dia da semana no qual passei a fazer plantão desde a abertura até ao fecho das atividades.

Todos nós, em casa, passamos a participar ativamente nos cultos e nas marchas de Johrei. Os filhos enquadraram-se no Grupo Terra, e uma das filhas passou a dedicar na Locução.

Agora, semanalmente, realizo visitas entre 1 a 4 casas, entre membros e frequentadores, onde faço vivências da  flor, leitura de ensinamentos e ministração de Johrei.

De lá para cá, passei a fazer os meus donativos corretamente, com o sentimento de agradecer por tudo.

Aos domingos, passei a chegar mais cedo para participar na preparação do culto.

Com essas dedicações, vivenciei muitas mudanças, que passo a relatar:

1 –  Confesso que tinha muito medo de deixar a minha filha viver noutra província sem alguém da família por perto. Mas, quando me empenhei em praticar as orientações, desapeguei-me e entreguei tudo nas mãos de deus e do Messias Meishu-Sama.

Incentivei a filha a fazer alguns cursos, para não passar o ano sem fazer nada. Logo no início, uma colega do curso partilhou que iria para Luanda estudar. A minha filha explicou-lhe que também tinha esse desejo, mas que tinha dificuldades sobre onde viver.

A colega (que se tornou amiga) pediu que eu falasse com os pais dela para que pudessem ir juntas. Para nossa grande surpresa, quando conversei com os pais da colega, o pai era nosso amigo!

Assim, tudo se resolveu com harmonia. Graças a Deus, as duas já estão em Luanda, passaram nos exames de acesso e está tudo confirmado para o início das aulas.

Não tive dúvidas de que foi graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

2 –  Estou a cuidar de uma frequentadora que já não tinha forças para dedicar e reclamava de dores constantes no corpo. Passou a receber bastante Johrei, fiz vivência de flor na casa dela e ela ganhou forças. Também passou a distribuir flores na vizinhança.

Com isso, as dores desapareceram e ela encaminhou uma vizinha, que já está a ser atendida na unidade. Juntas, estamos a cuidar desta frequentadora.

 

3 –  Da minha parte, o meu esposo, que há muito tempo deixou de me apoiar financeiramente e nem ajudava com os filhos, trabalhava noutra província e só vivia de promessas. Eu resolvia muitas coisas sozinha.

Nos últimos dois meses, quando comecei a me empenhar mais nas dedicações, ele ligou para saber como estávamos e, para minha surpresa, enviou dinheiro para o material escolar dos filhos, saldo para o meu telefone e, ao saber da viagem da igreja, enviou o valor para comprar a passagem para eu participar no Culto Anual às Almas dos Antepassados, no dia 2 de Novembro do ano em curso

Atualmente, cuido de 5 casas (2 de membros e 3 de frequentadores) num total de 7 pessoas. Tenho-me aprofundado na ministração de Johrei, na flor de luz e na horta caseira.

Aprendi que, quando cumprimos com as orientações superiores, muita coisa muda na nossa vida e na nossa família.

O meu compromisso é aprofundar cada vez mais na dor e no sofrimento das outras pessoas.

A todos que ouviram o meu relato de fé, muito obrigada.

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