Sou membro e dedico como auxiliar do Sector de Comunicação e Imagem, nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2021, por intermédio de uma missionária.
Os motivos do meu encaminhamento à fé messiânica, foram maus sonhos. Em 2021, quando estava concebida, por várias vezes sonhava que estava no cemitério a pegar um bebé sem vida. Certa vez, quando eu passava pela rua, a minha vizinha mandou-me chamar e começou a ministrar-me Johrei, tendo naquela noite, dormido tranquilamente. No dia seguinte muito cedo, voltei para lá para receber Johrei e dois meses depois, ela convidou-me a conhecer a Igreja. Fui recebida por uma missionária que orientou-me as práticas básicas da fé, que cumpri sem dificuldades. Dei à luz e por ironia do destino, ele partiu para o mundo espiritual; os irmãos da Igreja, cuidaram de mim com muito amor e carinho, ministrando-me bastante Johrei. Isto ajudou-me a reflectir e a agradecer por Deus ter-me dado a oportunidade de continuar neste mundo material. Com isso, no mesmo ano tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a reflexão profunda.
Na fase da minha outorga, quando fui entrevistada pelo superior, ao perguntar sobre o meu pai, comecei a chorar, explicando-lhe que o meu pai abandonou a minha mãe em 2002 com quatro filhas menores, eu tinha na altura 7 anos de idade e a minha irmã cassula com apenas 2 ; a minha mãe era a segunda esposa e ele desapareceu sem dar satisfação a ninguém. Em 2005, os familiares declararam óbito e colocaram luto na primeira esposa. A minha mãe na altura, dependia totalmente do meu pai; ele deixou-nos a viver numa casa que havia pago apenas 50%. Sem ela ter condições para liquidar o restante valor, depois de o proprietário receber a casa, fomos viver para a casa da minha avó materna no Município do Lobito. Minha mãe para nos sustentar, começou a vender quissángua na estação e trabalhava na lavra da minha avó. Depois de algum tempo, conseguiu emprego; nós andávamos de casa em casa dos familiares; tão logo começou a receber o salário, o nosso sofrimento diminuiu, ela começou a custear os nossos estudos.
Em 2013, nos apercebemos de que o meu pai estava em vida e quando perguntasse à minha mãe sobre o seu paradeiro, ela não respondia, aumentando ainda mais a minha tristeza.
Porém, após explicar a situação ao ministro, este disse-me: tenha fé, um dia o teu pai vai aparecer e é você quem o irá buscar!
No entanto, a minha irmã mais velha da parte de pai, quando estava prestes a casar, resolveu procurá-lo, localizando-o na Província do Bié, forneceu-me o terminal telefónico dele e começamos a nos comunicar.
Certa vez, o ministro procurou saber se já o tinha encontrado, respondi-lhe que apenas falávamos por telefone. Sendo assim, orientou-me a materializar um donativo de construção do Templo Messiânico em nome dele, fazer o dízimo e o donativo diário. Fui cumprindo e sempre que me dirigisse ao Altar, entregava toda a tristeza nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama. Como resultado, este ano ganhei a graça de conseguir um emprego e para aumentar ainda mais a minha felicidade, o meu pai apareceu, foi diretamente para a casa da primeira esposa, que de tanto susto, ela teve uma crise e foi parar ao hospital, rapidamente minha irmã levou-lhe para sua casa. No dia 19 de Março, um dos meus irmãos, publicou na rede social uma fotografia com ele, de imediato liguei deu-me a localização, eu e a minha irmã fomos para lá. Assim que nos encontramos, abracei-lhe e começamos a chorar, ao ver a minha irmã disse que ela era muito doente não pensava que iria sobreviver. Pediu perdão, justificando que tinha desaparecido em busca de melhores condições de vida, mas que depois teve um acidente, partiu as pernas sendo o único sobrevivente naquela viatura.
Acabou por ficar com a senhora que cuidou dele e têm 3 filhos, como ele era um doutor prestigiado, abriu uma clínica, sua vida corria a mil maravilhas; com o passar do tempo, ele apanhou trombose, deixou de trabalhar, a clínica foi vandalizada, começou a passar por necessidades. Dali decidiu vir a Benguela e pedir ajuda aos filhos, mas não foi bem recebido, portanto ele decidiu voltar para o Bié. Certa vez, quando ele andava pela rua, um jovem ofereceu-lhe a flor e ministrou-lhe Johrei, dali ele lembrou-se em ligar-me, disse que estava a passar por muitas dificuldades, ligava para os meus irmãos mais velhos pedindo ajuda, mas o ignoravam, seu problema de saúde estava cada vez pior, mas não queria morrer sem voltar a ver-nos e pedir perdão. Porém sem dizer nada à minha mãe, no dia seguinte, enviei-lhe 30.000Kz, liguei-lhe dizendo o seguinte: “pai o meu salário não é muito, mas estou a dar-lhe este valor de coração”. Ele disse: minha filha muito obrigado, antes que eu morra preciso te agradecer pessoalmente e te pedir perdão.
Comecei a chorar, fui à Igreja e materializei um donativo. Certo dia do mês Julho, quando eu me preparava para ir ao noivado da minha amiga, vi o meu telefone com 7 chamadas perdidas, retomei a ligação e senhora que atendeu disse que eu fosse a busca do meu pai, pois que ele estava a chegar a Benguela. Rapidamente pedi boleia e fui à estação buscá-lo. Assim que cheguei, mesmo ele estando sujo, abracei-lhe fortemente, apoiou-se em mim e coloquei-o no carro. Fiquei a pensar: onde o levaria? Na primeira esposa, não seria possível porque já havia apanhado crise. Comecei a fazer oração, depois liguei para a minha mãe, pedindo que o acolhesse pelo menos por um dia, mas antes orientei-a que fosse ao meu quarto pegar o folheto de oração e ficasse a ler várias vezes perante a imagem de Meishu-Sama até que eu chegasse. De realçar que ela não professa a nossa Igreja. Assim que chegamos, encontrei-a a fazer a oração, ela olhou para o meu pai sem dizer nada e lhe abraçou. Depois cozinhei para o meu pai, como ele não conseguia tomar banho sozinho, não tinha forças suficientes nos membros superiores e inferiores; já estava há duas semanas sem tomar banho, pedi à minha mãe que lhe desse banho, ela primeiramente lacrimejou, depois lembrou-se dos momentos felizes que passaram juntos, deu-lhe banho e colocou-o à mesa.
Depois ele disse-me: filha, não tenho nada, mas vou dar-te algo de coração, oferecendo-me uma bíblia sagrada, eu também lhe ofereci um livro de oração e orientei-o a ler várias vezes. No dia seguinte, minha mãe acordou por volta das 4 horas da madrugada e lavou toda a roupa dele; depois contratei uma senhora que passou a fazer-lhe massagem. Numa quarta feira, levei-o à Igreja, assistiu o culto de elevação espiritual dos Antepassados, no domingo voltei a levá-lo, foi entrevistado pelo responsável, que lhe orientou a não abandonar os filhos pequenos que deixou no Bié para não passarem pelo mesmo sofrimento que eu passei. Dias depois, os meus irmãos mais velhos levaram-lhe para a casa da mãe deles. Entretanto, no dia 6 de Agosto, ele foi à minha casa a pé visitar-me.
Uma das minhas irmãs que também encaminhei à Igreja, foi abandonada pelo nosso pai quando estava no ventre da sua mãe, ela sentia muito ódio dele. Quando lhe liguei informando-lhe sobre o seu aparecimento, ela ficou revoltada, disse-me para nunca mais lhe ligar e desligou o telefone. Porém, passei a orar em nome dela e materializei um donativo especial. Como resultado, ela descongelou o seu coração, visitou o pai dando-lhe um abraço caloroso e ofereceu-lhe alguns mantimentos. Portanto, ele pediu-nos perdão, meus irmãos estão a criar condições para ele voltar para a Província do Bié, para cuidar da sua nova família.
Contudo, aprendi que devemos cumprir as orientações dos nossos superiores. Devemos abrir os nossos corações, por mais sofrimentos que os nossos progenitores nos fizeram passar, devemos perdoá-los só assim é que alcançaremos a felicidade.
Encaminhei mais de 5 pessoas à Igreja. Faço os donativos correctamente e tenho a horta caseira.
O meu compromisso, é de continuar a estender a corda de salvação às outras pessoas.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
