“…Meishu-Sama é verdadeiramente o Messias esperado…”

8 de Janeiro, 2026

“…Meishu-Sama é verdadeiramente o Messias esperado…”

RAIMUNDO SIPATA NANGUYA KACHIPUI
JOHREI CENTER DO HUAMBO
CENTRO-SUL
HUAMBO
ANGOLA

Sou candidato à outorga.

Conheci a Igreja Messiânica em 2007, em Luanda, por intermédio dos meus pais. Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças, pobreza e conflitos familiares.

Em 2004, o meu pai adoeceu gravemente numa das aldeias do Andulo. Após a sua recuperação, dois meses depois, surgiram conflitos com os meus avós paternos, que foram expulsos da aldeia, sob acusação de feitiçaria. Já na cidade, a minha avó entrou em uma grande purificação. O seu estado agravou-se de tal forma, que o hospital já nada podia fazer.

Na tentativa desesperada de salvá-la, o meu pai recorreu a quimbandas, mas, infelizmente, a minha avó veio a falecer em 2005.
Em 2007, foi a vez da minha mãe, entrar numa purificação ainda mais intensa. Grávida, foi diagnosticada com tuberculose pulmonar e os médicos afirmaram haver um tumor maligno nos pulmões, aconselhando-nos a prepararmo-nos para o pior.
Mais uma vez, na dor e no desespero, o meu pai recorreu a um quimbandeiro na aldeia do Chilesso, que exigiu que a minha mãe se alimentasse exclusivamente de ratos e ervas. Fui obrigado a abandonar os estudos para cuidar da minha mãe, enquanto o meu pai trabalhava para pagar o quimbandeiro.

Permanecemos lá cerca de três meses, sem qualquer melhoria, pelo contrário, o estado dela agravava-se a cada dia.

A minha mãe deu à luz a minha irmã, mas uma semana depois, fomos a outro quimbandeiro, onde permanecemos sete dias e a minha irmã acabou por falecer. Sem ambulância disponível, o meu pai foi obrigado a transportar o corpo da minha irmã às minhas costas, enquanto conduzia uma motorizada, pois a minha mãe já era considerada moribunda (paciente com sinais de morte). Regressámos à casa, enterrámos a criança e a dor tomou conta da família.

Um tio que vivia em Luanda, aconselhou o meu pai a levar a minha mãe para a capital, onde havia hospitais de referência. Passámos por vários hospitais, mas não houve melhorias.

Foi então que, uma vizinha informou ao meu tio sobre uma Igreja que curava pessoas. Sem mais esperanças, levaram a minha mãe à Igreja, onde fomos recebidos pelo responsável da Unidade que, ao ver o estado crítico da minha mãe, orientou-nos a:

• Agradecer a purificação
• Dedicar na nave e no banheiro
• Receber bastante Johrei.

Cumprimos todas as orientações, apesar das muitas dificuldades. A minha mãe perseverou, recebeu muito Johrei e, em pouco tempo, recuperou milagrosamente.

O meu tio ligou ao meu pai, que estava no Andulo. O meu pai perguntou:
“Cunhado, vou buscar os meus filhos?” E o meu tio respondeu: “Vem sozinho”.

O meu pai viajou, convencido de que vinha buscar os filhos porque a esposa teria falecido. Porém, ao chegar a Luanda, foi a minha própria mãe quem abriu o portão; ele ficou profundamente admirado. Nesse mesmo dia, conheceu a Igreja e nunca mais se afastou.

Em 2015, enquanto estava na escola, comecei a sentir fortes dores de cabeça, dores abdominais e enjoos. Ao regressar à casa, a minha mãe pensou que fosse apenas fome. As dores aumentaram ao longo do dia, até que fui encontrado inconsciente no chão, rodeado de vómitos com sangue.

Fui levado de urgência ao hospital, onde o médico informou ao meu pai que eu tinha apendicite e hérnia inguinal, necessitando de cirurgia imediata, sob risco de morte.

No município do Andulo, não havia condições cirúrgicas. Foi necessária a transferência urgente para o Hospital Provincial do Bié, no Cuito, a cerca de 140 km; não havia ambulância disponível, o meu pai conseguiu uma do Hospital Missionário do Chilesso, mas sem combustível. Mesmo assim, ele assumiu o custo e seguimos viagem. Durante o trajeto, recebi oito bolsas de soro.

Cheguei ao hospital como caso de emergência. Às 21 horas, estava no pré-operatório pronto para ser operado. Contudo, surgiram dificuldades: ora estava presente o cirurgião sem o anestesista, ora o anestesista sem o cirurgião; enquanto isso, eu sofria intensamente.

O meu pai saiu para procurar os médicos, deixando-me sozinho. Foi então que vi um médico alto, negro, com cabelos e barba brancas, que entrou na sala e perguntou se eu era o Raimundo vindo do Andulo. Respondi que sim. Ele perguntou como eu me sentia e disse:
“Vai passar.”

Retirou uma ampola do bolso da bata, aplicou-me na veia, sentou-se ao meu lado e começou a ler um livro. Não compreendi o que lia, mas comecei a sentir muito frio e perdi os sentidos. Despertei às 6 horas da manhã, rodeado de médicos, todos prontos para a cirurgia. No entanto, encontraram na bancada, um medicamento que ninguém reconhecia. Perguntaram ao meu pai, que disse não ter comprado nada. Eu descrevi o médico que me aplicou a injeção, mas os profissionais afirmaram que não existia nenhum médico com aquelas características no hospital.

As câmaras de vigilância não registaram ninguém a entrar na sala. O SIC foi chamado para investigar.
Após novos exames, os médicos constataram que a doença havia desaparecido. Não havia mais necessidade de cirurgia. Fiquei sete dias em observação e recebi alta médica. Nunca mais senti aquelas dores.

Apesar de tamanho milagre, não reconheci nem agradeci naquele momento.

Em 2018, vim para o Huambo para estudar e, afastado de Deus, envolvi-me com álcool, cigarros e uma vida desregrada. Perdi a paz, quase perdi o emprego e passei de melhor aluno para um dos piores, chegando a reprovar.

As minhas irmãs, ao verem a minha situação, trouxeram-me novamente à Igreja. Num domingo, após o Culto de Jovens, recebi Johrei e flores. Naquela noite, consegui dormir sem beber nem fumar.
Hoje estou há quase cinco meses sem consumir álcool ou cigarros.

Atualmente vivo feliz, em harmonia, frequento a Igreja, faço parte do Grupo Terra, voltei a ser o melhor aluno da sala e no trabalho recebi Menção Honrosa como um dos melhores profissionais do ano.
O livro que comecei a escrever em 2022, foi concluído em apenas um mês.

Assim, assumi o compromisso de me tornar membro, para melhor servir na Obra Divina. Participo na distribuição de flores e encaminhei três pessoas, das quais, duas são frequentadoras.

Com este milagre, aprendi que Meishu-Sama é verdadeiramente o Messias esperado pela Humanidade.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigado!

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