Sou frequentadora, dedico como encarregada das experiências de fé e como locutora.
Conheci a Igreja Messiânica desde o meu nascimento, por intermédio dos meus familiares, membros da nossa igreja.
Após ter ingressado no ensino médio, passei a dedicar-me intensamente aos estudos, facto que incomodava bastante alguns colegas da minha turma, levando alguns deles a desenvolverem comportamentos negativos e bastante estranhos para comigo. Porém com a dedicação, houve mudanças significativas no comportamento desses meus colegas.
A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com o reenquadramento na unidade e a proteção divina.
O instituto onde estudava ficava muito próximo da unidade religiosa da Vila Nova. Todos os dias, ao ir e voltar da escola, passava pela unidade, mas não conseguia entrar para fazer uma simples oração. Não entrava por falta de vontade, pois mentalizava que, como a minha avó estava sempre na igreja, todos nós, em casa, já estávamos protegidos. Assim, fui-me desvinculando totalmente da igreja.
Certo dia, ao ir para o colégio, decidi entrar na nave antes de chegar à escola. Ao entrar, encontrei algumas mamás do Sanguetsu, cumprimentei-as e, em seguida, perguntaram-me o motivo de eu não estar mais a frequentar a unidade. Respondi que estava com pouco tempo. Como já estava perto do horário de entrada na escola, uma delas disse-me: “Para não te atrasares, faz apenas uma oração e leva esta flor contigo!”. E entregou-me uma flor de luz. Pensei em recusar, pois tinha vergonha de dizer às minhas colegas que era messiânica. No entanto, para não criar mais conversa, aceitei a flor e segui para a escola.
Ao chegar, de forma inconsciente, coloquei a flor na carteira de uma colega que ainda não tinha chegado, sem imaginar que isso seria motivo de desentendimento. “Quando ela chegou, eu encontrava-me fora da sala. Entrou, dirigiu-se à carteira e, sem cumprimentar ninguém, perguntou em tom alto: “Quem colocou esta coisa na minha carteira? É melhor tirar daqui, não gosto de testes como estes. Estão a provocar-me para me conhecer melhor ou o quê?”. Ao entrar na sala, ouvi o que ela tinha dito por outras colegas e assumi que tinha sido eu quem tinha trazido a flor. Ela pediu que eu retirasse a flor e disse que, numa próxima vez, evitasse situações como aquela.
No decorrer da aula, com a flor já na minha carteira, algo muito estranho começou a acontecer com ela. Pedia várias vezes para sair da sala, sem motivo aparente. Foram inúmeras saídas, até que a professora começou a questionar, mas ela não conseguia dar uma resposta concreta.
Na última vez em que tentou sair, começou a chorar, dizendo que não conseguia mover os pés nem respirar. A professora pediu que chamássemos o pai dela, que, por sinal, era um dos seguranças da escola. Questionado se a filha já apresentara sintomas semelhantes, ele respondeu que também estava surpreso, pois nunca tinha presenciado tal situação.
Ao chegar em casa, contei tudo à minha avó. Ela orientou-me a passar a dedicar com mais frequência. Passados alguns dias, comecei a purificar com muita intensidade. Fazia consultas, mas sem êxito. Passei a faltar às aulas, porém, como era delegada e tinha notas excelentes, quando comecei a sentir-me melhor e fui à escola com a intenção de justificar as faltas, não encontrei nenhuma registada facto que muito me surpreendeu.
Ao regressar para casa, encontrei a mesma colega, que disse-me: “Eu consigo levar as pegadas de muitas pessoas todos os dias, mas quando tentei recolher as tuas, naquele dia, não havia pó algum no sítio onde tinha colocado!”.
Naquele momento, compreendi o motivo da purificação intensa que estava a viver. Era realmente muita purificação. Na altura, a mamã fez um esforço máximo e orou a dizendo: “Meishu-Sama”, já tentei de tudo. De agora em diante, entrego a minha filha nas Tuas mãos, e que, seja negativo ou positivo, seja feita a tua vontade!”. Passei a receber muito Johrei todos os dias, lia bastante os Ensinamentos, o que permitiu que começasse a melhorar significativamente. Dias depois, já recuperada, voltei a frequentar o C.A.
Compreendi que cada um de nós precisa da sua própria proteção espiritual, do seu saldo em dedicação. Entendendo também a importância em materializar os nossos donativos de gratidão.
O meu compromisso é continuar a dedicar para ganhar a permissão de receber o Sagrado Ohikari.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
A todos que atentamente ouviram o meu relato de fé, muito obrigada.
