“…encaminhar o maior número possível de pessoas no…”

1 de Março, 2026

“…encaminhar o maior número possível de pessoas no…”

EDUARDA NECUNDI MENDONÇA
JOHREI CENTER DA GRAÇA
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Sou membro, tenho 61 anos de idade, sou natural do Balombo, resido em Benguela no Bairro da Graça e dedico como Encarregada da Limpeza no Sector de Saúde Pública.

Conheci a Igreja Messiânica em 2004, por intermédio de um missionário.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: doença, pobreza e conflito. Sofri de crises depressivas, tonturas, fraqueza, pesadelo e mortes constantes na família.

Venho de uma denominação religiosa, onde levava uma vida fervorosa, mas que apesar disso, padecia de muitos sofrimentos, pois tive que largar tudo, entrei em tratamentos hospitalares e tradicionais, internada em casas de quimbandas, em que quase fiquei maluca, não reconhecia os meus filhos, gastando avultadas somas em dinheiro e bens materiais mas sem solução. Durante 8 anos, os meus filhos padeciam de muitos sofrimentos, onde cada um apresentava uma patologia diferente: o primeiro sofria com inflamações nas junções dos ossos, o segundo padecia de 4 feridas crônicas nas pernas que durou 7 anos, o terceiro durante um acidente, partiu o maxilar do lado direito que o levou durante 1 ano a alimentar-se à base de uma palhinha, o quarto também tinha uma ferida crônica que durou 3 anos, o quinto sofria com desmaios constantes e para piorar, todos eles eram mal vistos e acusados de gatunos. Todo esse sofrimento começou desde a partida do meu esposo para o mundo espiritual. Após conhecer a Igreja e de cumprir com as orientações básicas da fé, tudo passou significativamente.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a obediência e a humildade no cumprimento das orientações superiores.

Há 20 anos, mesmo sendo membro, arrastava um grande sofrimento carregado de ódio e raiva, porque nunca tinha perdoado o facto de ser acusada de bruxa pela família do meu falecido esposo, morte causada por acidente de viação no Morro do Chingo, na Província do Cuanza Sul, pois diziam que eu o matei para ficar com todos o bens.

Passei a viver em casa de renda, num total de 12 casas e com muita dificuldade nos pagamentos das propinas dos filhos; já na idade adulta, os filhos contraíam matrimónio e em pouco tempo separavam-se dos parceiros; também havia o problema do uso excessivo de bebidas alcoólicas, conflitos fortes no seio familiar, a ponto de só nos encontrarmos apenas nos óbitos.

Em 2020, numa das entrevistas com o superior, tive a oportunidade e a permissão de abrir o meu coração falando dos meus problemas, partindo das minhas origens, às práticas do passado e às crenças.

Contei que o meu pai tinha 6 mulheres e que muitas delas eram forçadas a casar com ele e outras eram tiradas dos seus maridos, para ficar com ele, o que aconteceu com a minha mãe, já casada; o meu pai, na altura chefe de região, enviou o seu marido para uma missão e de regresso, o mesmo já a encontrou com 2 filhos e grávida do meu pai. Dizer que o meu pai é de origem Nguanguela, compravam e vendiam escravos nos imigrantes e faziam troca em Catete, juntos com os seus tios na altura os reis Ekwikwui no Bailundo. Já a minha mãe, é de origem Cabo-Verdiana; a sua bisavô vinda de Cabo-Verde, com a intenção de imigrar para a Inglaterra, foi impedida no Porto do Lobito e enviada para o Cuanza Sul, para o fabrico de óleo de palma e nas plantações de abacaxi na região do Seles e Wacukungo. O superior orientou-me a fazer um donativo de esforço máximo dirigido à Construção do Templo Messiânico, como pedido de perdão às duas linhagens e as linhagens dos casamentos que tive, para brotar a salvação dos Antepassados em cada manifestação que eu e os meus familiares estamos a passar, mas como a raiva e o ódio falavam mais alto dentro de mim, cumpri a orientação simplesmente na forma.

Mais tarde, o meu filho, teve a permissão de relatar o sofrimento que atravessava da desunião familiar que tinha comigo, porque nunca aceitei a sua actual esposa como nora e só ia à sua casa quando estivesse doente; ele foi orientado a fazer um donativo de esforço máximo de pedido de perdão aos Antepassados presos naquele sofrimento. De igual modo, eu também fui orientada a fazer um donativo de esforço máximo de pedido de perdão aos Antepassados presos na minha vida conjugal, na vida dos meus filhos e aos Antepassados da minha nora.

Mudanças:

– Depois de 13 anos de conflitos e afastamento, nos reconciliamos e hoje vivemos em plena harmonia.

– Passei a melhor quadra festiva da minha vida junto com toda minha família: filhos, noras, netos, sobrinhos e outros convidados dos meus filhos em minha casa Durante uma semana , isto é de 23 de Dezembro a 4 de Janeiro de 2026, foi um momento de muita emoção e satisfação.

– Foram outorgados 3 netos, no Culto Anual dos Antepassados.

– O meu filho que estava desempregado há 2 anos, três dias depois de materializar o esforço máximo, recebeu um telefonema de um colega para levar os seus documentos e começou a trabalhar.

Faço dízimo e outros donativos, encaminhei várias pessoas à fé, das quais, 58 tornaram-se membros, tenho a horta caseira e cuido de 5 casas num total de 28 pessoas.

Comprometo-me em despertar e a encaminhar o maior número possível de pessoas no cumprimento da sua missão, para este maravilhoso caminho da salvação.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

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