“…Meishu-Sama é o Salvador da humanidade e que…”

4 de Março, 2026

“…Meishu-Sama é o Salvador da humanidade e que…”

MARCELO JUSTINO MARQUES
JOHREI CENTER DO CABOLOMBO
NORTE-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou frequentador desta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2017, por intermédio de um vizinho que é membro desta Igreja.

O que me levou a conhecê-la foi a doença, Contudo, assim que recuperei, decidi deixar de frequentar, retomando à minha rotina anterior. Pensava que, por já estar recuperado, não havia mais necessidade de continuar a ir à Igreja nem de perseverar na fé.

No início, quando fui encaminhado pelo referido vizinho, participei de um culto. Entretanto, sempre que me voltassem a convidar, eu respondia que estava ocupado. Trabalhava durante um longo período de Segunda a Domingo, acreditando que estava a fazer o correcto. Naquela época, eu era hipertenso e, para conseguir dormir, dependia de comprimidos, tomando um pela manhã e outro à noite, antes de dormir.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o longo período de sofrimento que vivi e a ingratidão a Deus e Meishu-Sama.

No dia 19 de Fevereiro de 2025, enquanto trabalhava, comecei a sentir de forma repentina, fortes vertigens. Inicialmente tentei suportar, mas os sintomas intensificaram-se, ao ponto de eu decidir falar com o meu chefe e pedir dispensa.

Foi a partir daquele momento que sofri um AVC, que afetou fortemente o lado esquerdo do meu corpo.

Os meus colegas precisaram levar-me até à minha residência, deixando a minha viatura no local de trabalho.

Já em casa e vendo-me num beco sem saída, a minha esposa contactou o nosso vizinho, que anteriormente me havia encaminhado à Igreja e juntamente com outros familiares também membros, foram prestar-me assistência com o Johrei, durante três dias consecutivos.

No terceiro dia, o meu vizinho levou-me até à Unidade Religiosa, para receber assistência dos demais irmãos, que estenderam um pano no chão, onde permaneci durante toda a manhã recebendo Johrei.

O meu estado era bastante delicado: eu não conseguia falar, andar, nem mesmo sentar-me sozinho.

Para utilizar a sanita, precisava ser amparado pela minha esposa e pelo meu filho mais velho. Passei a usar fraldas descartáveis e quem cuidava de mim era a minha esposa.

Para chamar alguém quando precisasse de ajuda, utilizava um pau, que batia no chão, para que percebessem que eu necessitava de algo. Apenas conseguia mover o braço direito, o que me permitia fazer alguns gestos, pois os restantes membros estavam paralisados.

No quarto dia, fui levado a uma Clínica privada, onde o médico diagnosticou-me um AVC isquémico (derrame cerebral). As consultas e os medicamentos eram muito caros. Ao comunicar a situação no meu local de trabalho, inicialmente assumiram todas as despesas e solicitaram que enviássemos as receitas e faturas.

Contudo, posteriormente informaram-nos que não poderiam continuar a custear os gastos, alegando que a doença não havia sido consequência de um acidente de trabalho pois, se tivesse ocorrido em serviço, assumiriam integralmente as despesas.

Foi então que, a minha esposa conversou comigo sobre a nossa situação; como tínhamos três viaturas, decidimos vender uma para suprir as necessidades mais urgentes. Ela tomou a iniciativa de vender o seu carro. Após a venda, começámos a custear as consultas e as medicações prescritas.

Contudo, o valor obtido não foi suficiente, pois as despesas médicas eram muito elevadas. Diante disso, tivemos de vender a segunda viatura, ficando apenas com um carro, que permanece ao nosso serviço até hoje.

Mesmo assim, o montante arrecadado não foi o suficiente para cobrir todas as despesas. Tivemos ainda de vender o cadeirão e o computador de casa, para continuar a fazer face aos custos, totalizando em despesas o valor de 3.410.000 Kz (Três milhões, quatrocentos e dez mil kwanzas).
Importa realçar que, antes mesmo de eu adoecer, já tínhamos sofrido prejuízos significativos: um carro novo que era utilizado para o serviço de táxi e uma motorizada destinada à mesma atividade, roubados pelos respetivos motoristas, avaliados num total de 14.750.000 Kz (Catorze milhões, setecentos e cinquenta mil kwanzas).

Antes, quando eu tinha saúde, isto é, quando estava bem de vida, eu não dava atenção à minha família e nem os amigos, devido ao excessivo tempo de trabalho. Durante esse período difícil, senti profundamente a ausência de muitos amigos. Não recebi visitas e nem apoio por parte da minha família, nem mesmo do meu irmão, a quem anteriormente ajudei a obter a carta de condução e a encontrar um emprego. Essa situação entristeceu-me muito.

Por outro lado, a família da minha esposa manteve-se presente, oferecendo apoio e contribuições sempre que possível.

Passei três meses acamado, sem conseguir realizar qualquer actividade, totalmente dependente dos cuidados da minha esposa.

Foi nesse estado de sofrimento, que o meu vizinho demonstrou grande paciência e dedicação. Todos os dias, ajudava-me a levantar, colocava-me no seu carro e levava-me até à Unidade Religiosa para receber assistência. Após o término, conduzia-me novamente até à casa. Esse cuidado manteve-se diariamente.

Após cerca de dois meses a receber assistência, comecei a notar pequenas melhorias no meu estado de saúde.

Desta vez, porém, quando comecei a sentir-me melhor, fui orientado pelo superior, para as práticas básicas da fé, que aos poucos, fui cumprindo.
Eu, que antes não conseguia andar, atualmente já consigo sair do Bairro Patriota até à Sede Central para assistir o culto e regressar à casa a pé.

Em conversa com o massagista que acompanhava a minha recuperação, ele afirmou que a minha evolução estava melhor do que a de outros pacientes sob os seus cuidados. Disse também, que eu não deveria percorrer longas distâncias. No entanto, mesmo tendo o valor do táxi no bolso, continuo a ir a pé, porque me sinto bem ao caminhar e percebo que isso tem contribuído para a minha melhoria.

Recordo-me de que, quando comecei a andar pela primeira vez, todos em casa ficaram assustados e sem acreditar. No primeiro dia, levantei-me sem que ninguém estivesse presente. Tentei dar alguns passos, mas caí, provocando uma inflamação na coxa esquerda. Na segunda tentativa, consegui levantar-me novamente e caminhar até à casa do meu vizinho. Ao ver-me de pé à sua porta, ele não acreditava no que estava a ver. Perguntou quem me tinha ajudado a chegar até ali e eu respondi que tinha ido sozinho.

Hoje, já consigo mover a maioria dos meus membros, andar e realizar as minhas necessidades sem ajuda, algo que antes me era impossível. Para dormir, já não tomo medicamentos e mesmo assim, tenho noites tranquilas e reparadoras.

Em agradecimento pela vida salva, materializei um donativo especial de gratidão, encaminhei a família de casa, nomeadamente a esposa e dois filhos e todos estão a frequentar. Abri uuma casa onde tem uma menina com trombose e que já encaminhei. Também tenho feito encaminhamento à porta da Igreja.

Realçar, que tenho feito todos os donativos correctamente.

Aprendi com esta experiência de fé, que Meishu-Sama é o Salvador da humanidade e que aquele que segue o Seu caminho e cumpre as práticas orientadas, jamais será abandonado.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer e servir nesta maravilhosa Obra de Salvação.

Muito obrigado!

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