“…devemos sempre em qualquer situação, materializar a…”

31 de Março, 2026

“…devemos sempre em qualquer situação, materializar a…”

KELSON CATERÇA JANUÁRIO FEIO
NÚCLEO DE JOHREI DO KALUNDO
NORTE-SUL
CUANZA-SUL
ANGOLA

Tenho 19 anos de idade, resido no Chingo e dedico como auxiliar de Comunicação e Imagem do Sector Jovem.

Conheci a Igreja Messiânica em 2017, por intermédio da minha avó materna.

Apesar de eu ter conhecido a Igreja na fase da adolescência, aparentemente por curiosidade, posteriormente, passei a ser acompanhado pela família de um missionário, que me incentivava a juntar-me ao Grupo Jovem da Igreja Messiânica e a participar das actividades religiosas; percebi que tinha amizades com má influência isto porque, até aos dias de hoje eles bebem, fumam, assaltam ou seja, ao cair da noite, eles se preparam como se estivessem a colaborar numa empresa por regime de turno pois, fazem assaltos, mas antes eles fumam e se embriagam.

Com a participação nas actividades religiosas, agendadas pelo grupo jovem como: campanhas de limpeza, implementação de hortas, marchas de assistências religiosas, viagens missionárias, esses amigos por si só se distanciaram de mim e hoje sinto-me diferente visto que, para além de ser salvo das amizades tóxicas, melhorei, atraindo amigos que me ajudam de forma positiva na minha convivência social, no processo de ensino e aprendizagem, bem como melhorei a minha capacidade de assimilação, facto que me fez deixar para trás as constantes reprovações.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a importância de materializar o donativo de gratidão nos momentos de desespero e a dedicação sincera.

No dia 17 de Maio do ano passado, enquanto ia participar de uma actividade escolar, (jornadas científicas) um de meus amigos entrou pela janela do meu quarto, tirando o meu cartão multicaixa, extraindo da minha conta um valor monetário de 50.000 Kz. Fiquei bastante triste, visto fazer parte de valores reservados para a aquisição de equipamentos de aulas práticas e liquidação de propinas em atraso, pois correria o risco de não fazer as provas. Enquanto me preparava para descansar, uma missionária ligou-me, reforçando o convite que me havia feito no sentido de estar na festa do seu aniversário. Posto no local da festa, me isolei, o que não é o habitual nos momentos de festas. O Líder ao tomar conhecimento da situação, orientou-me a agradecer, materializando um donativo de gratidão, me conscientizando ainda que, o respectivo valor teria desaparecido com fins de cumprir missão; esta orientação, para mim não tinha cabimento, criando-me revolta, assim como nos outros irmãos que estavam no local do convívio. “Que exagero é este? O outro lhe roubam 50.000 Kz e o líder orienta para agradecer? Não, não! … Assim foi o comentário dos demais.

Dois dias depois, isto é no dia 19, fui contactar a direção do Banco, no sentido de me mostrarem o indivíduo que roubou-me o cartão. Me foi informado, que o cartão foi usado no ATM do Banco em causa e, que para se ter acesso às imagens, era necessária uma autorização dos serviços de investigação criminal. No dia 20, ao expor a minha preocupação a esses serviços, alguém questionou-me: já agradeceste? Espantada, concentrei-me e apercebendo-me de que o senhor em serviço era um irmão nosso, que concluiu: ” vá agradecer, é que para nós messiânicos, nos é orientado a agradecer em qualquer circunstância, visto ser manifestação dos nossos Antepassados”. Outro colega em serviço também reforçou ” isso é verdade, apesar de eu não ser messiânico, agradeço”. Ao regressar à casa, lembrei-me da orientação do Líder. Depois, materializei um donativo de gratidão, com o intuito de entregar tudo aos cuidados de Deus e Meishu-Sama.

Certo dia, ao entrar no quarto de um dos meus vizinhos para colocar o meu telefone na carga, deparei-me com um comprovativo de movimentos do ATM, que ao perguntar-lhe de quem era, respondeu-me de forma precipitada para que eu não mexesse, dizendo que era do seu pai.

Em Junho, enquanto cumpríamos mais uma agenda de dedicações, com o fim de nos prepararmos para o Intercâmbio Regional e Culto Nacional de Jovens, de regresso, fui ter com o mesmo vizinho, no sentido de receber algo que estava com ele; ao retirar o referido artigo, novamente me veio uma intuição de ver no bolso e, me deparo com o meu cartão multicaixa que, justificou ter encontrado na via pública. Ao comunicar ao Líder, este levou-me ao Altar para agradecer. Depois seguimos para a casa do jovem.

Durante o diálogo com a sua mãe, explicou-se que o caso já estava com as autoridades superiores. A mãe sugeriu para que no dia seguinte contactássemos o tio do menino que é advogado e, na mesma noite materializei novamente um donativo de gratidão. No encontro com o tio, o menino revelou que havia assaltado o meu quarto, entrando pela janela, pegou o cartão multicaixa. De imediato o tio ligou para o pai do jovem e juntos fomos aos serviço de investigação criminal, onde o pai do menino assinou um termo de responsabilidade no sentido de devolver os valores em duas prestações. No dia combinado para o pagamento da primeira prestação, o senhor pagou-me todo o valor em uma única prestação, facto que me deixou admirada. Agradeci profundamente e, 90% dos valores foi adicionado ao meu donativo de outorga.

Aprendi uma vez mais que, Meishu-Sama é o Messias esperado pela humanidade e que devemos sempre em qualquer situação, materializar a nossa gratidão.

Faço dízimo, donativo de gratidão diária, donativo de construção do Solo Sagrado, tenho a horta caseira e me comprometo em acompanhar e a cuidar de outras pessoas, participando regularmente das actividades agendadas pela Igreja.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigado!

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