O que apreendi nesta viagem missionária é que a Obra do Messias ultrapassou o limite da minha visão! Para alcançá-lo é preciso voltar a minha Inocência da fé.
Ao tentar levar os responsáveis e membros a praticarem a difusão eu próprio acabei recuando ao meu ponto de partida! A essência! A inocência da fé.
Gostaria de recuar no tempo! Na génese da minha formação.
Após ter iniciado a difusão no Kikolo aos 26 de Setembro de 1998 no município de Cacuaco, com apenas 9 meses de membro, durante 1 ano havia formado apenas 2 membros ao passo que a unidade mais próximas de mim em aproximadamente dois anos haviam formado 200 membros.
Na 1ª visita do Reverendo Francisco apesar de me ter esforçado havia conseguido reunir apenas duas pessoas comigo três entre eles a minha irmã. Quando a comitiva do Reverendo Francisco chegou tomei um calafrio no estômago para agravar meu quadro eles estavam a sair do Johrei Center da Cimangola onde mais de 300 fiéis o haviam recepcionado num ambiente de muita alegria e euforia. Estávamos no ano de 1999.
Por três vezes o reverendo Francisco repetiu a mesma pergunta. “Cláudio isto é mesmo um Núcleo de Johrei? Tininha isto é mesmo um Núcleo de Johrei? E o Sensei respondia sim Reverendo isto é um Núcleo de Johrei. Naquele instante fui tomado de uma profunda
vergonha!
Não estava a conseguir fazer expansão, havia comprometido os meus superiores.
Durante a oração e o Johrei eu sentia como se estivesse a flutuar! Era a minha 1ª vez a receber em minha casa e no Núcleo de Johrei o Reverendo Francisco.
No final ele olhou para os meus olhos e me disse: Filho aqui não é fácil fazer difusão! Se em outros lugares estiverem a fazer 10 orações você aqui faz dez vezes mais. Todo seu esforço precisará ser 10 vezes mais do que em outros lugares incluindo a distribuição de flores.
Após este cenário meus superiores não me criticaram! Não me censuraram! Pelo contrário, ganhei a graça de ser amparado com mais amor.
O reverendo Cláudio incluiu o Núcleo do Kikolo na sua programação semanal.
Todas as 4ª feiras eu recebia o Sensei Cláudio em casa.
Na 1ª Quarta-feira preparei as flores e comuniquei aos meus vizinhos.
Até ele chegar ninguém se aproximou de casa.
Quando chegou fomos fazer oração e enquanto eu preparava as cadeiras para ele se sentar, olhou para mim e disse: “Leva as cadeiras lá para fora no quintal que dá acesso a rua debaixo da árvore”.
Naquele instante gelei, o medo aflorou. Mas obedeci!
Após arrumar as cadeiras o Sensei pegou na bandeja tirou algumas flores e foi a rua encaminhou três pessoas neste instante acomodei as pessoas para eu também ministrar Johrei! O Sensei olhou para mim e disse estes são a meus 1ª vez vou atendê-los vá encaminhar os seus. Fui a rua por mais que tentava ninguém vinha, neste dia encaminhei poucas pessoas, o nervosismo tomava conta de mim só de abordar alguém que se oferecia em me ouvir a convidar para vir receber Johrei, as perguntas me deixavam apavorado.
Assim toda a semana ele voltava na Quarta-feira, apesar de ser orientado a tirar as cadeiras para fora todos os dias, não fazia por vergonha apenas no dia em que o reverendo vinha. Nos demais dias com as cadeiras na nave recebia 3 frequentadores por dia.
apenas na 4ª feira chegava uma frequência de mais de 60 pessoas era realizado encaminhamento com distribuição de flores. O engraçado é que os meus vizinhos assim que o Reverendo chegava eles vinham sentar para receber Johrei.
Eu olhava impávido sem entender e muitas vezes eu pensava “O que ele tem que atrai as pessoas? Será porque vem de carro? Será por ter uma cor clara? Será porque tem uma envergadura que de longe todos o vejam. Mas no final entendia o que diferenciava era o amor e o objectivo. Eu fazia por fazer não tinha nem convicção nem crença alguma que aquele trabalho salvaria as pessoas.
Que aquela dedicação poderia mudar o destino das pessoas e do nosso bairro, que na altura era extremamente violento. Com assaltos brutais que chegavam a matar ou a violarem mulheres. Havia muitos lugares de venda de bebidas alcoólicas caseira como caporroto e quimbombo, casas de curandeiros. Dormíamos com sons de batuques de casas espíritas. Para agravar aconteciam acidentes frequentes com muitas mortes. Haviam carros que despistavam e atropelavam acima de 20 pessoas.
Neste período o Kikolo era um dos bairros com maior concentração de deslocados pós-guerra. Não havia saneamento básico, electricidade da rede pública, não tínhamos uma escola do ensino médio nem universidade. Não tínhamos transporte público.
Foi em meio deste cenário que me formei. Entre o caos existencial e que tudo se transformaria se cumprisse com rigor as orientações assentes nos ensinamentos do Messias Meishu-Sama.
Este foi o meu melhor período de fé porque fui formado ainda quando era muito inocente de tudo, apenas fazia o que me orientavam nada sabia, tudo eram novas descobertas diárias.
Com este acompanhamento consegui crescer.
Após quase dois anos, isto em meados de 2001 voltei a receber o Reverendo Francisco na Unidade. Já havíamos mudado para as instalações do irmão Jonas. Neste dia estavam mais de trezentas pessoas. Neste ano havíamos formados 76 membros. A nave estava lotada. O coral o recepcionou com cânticos. O
Reverendo Francisco no altar voltou a perguntar novamente! Cláudio este é o Núcleo que visitei que só havia 3 pessoas? E o Sensei respondia sim Sensei é mesmo este? Mas desta vez o meu superior respondia com orgulho e alegria. No meio da palestra o Reverendo Francisco disse “Cláudio este é um exemplo para o mundo! De três pessoas para um crescimento de mais de trezentas pessoas. Isto não é um Núcleo isto já é um Johrei Center.
Apesar de estarmos a crescer ainda enfrentávamos muitas dificuldades de acompanhamento. Para crescermos de forma sustentável nasceu o modelo da rede de salvação diferente da matriz que o Reverendo Francisco trouxe no ano 2000 que era a rede da salvação interna da unidade. Onde o responsável cuidava de 10 encarregados e cada encarregado cuidava dos seus 10 membros. Nesta altura quase todo trabalho de acompanhamento era interno. O acompanhamento fazia-se dentro da unidade quase não se fazia acompanhamento geral nas casas só em casos pontuais se fazia assistência religiosa.
Mas este modelo não se adaptava para nossa realidade do bairro, mas por conta da precariedade das famílias. Então expus a minha inquietação ao Sensei e expressei as minhas ideias, com um modelo que se aproximava ao acompanhamento das Testemunhas de Jeová assente na formação das famílias nos lares.
Ele ouvia-me com atenção e me apoiava a experimentar. A rede de salvação interna da unidade baseada na estrutura se estenderia até a casa dos fiéis. O encarregado ou o missionário cuidaria a família do membro ou do frequentador e ajudava este a montar a sua rede de salvação com acompanhamento dos vizinhos. Quando cada membro ou frequentador consolidasse a sua rede o missionário ajudava a montar a rede do bairro. Ou seja, a rede do bairro nascia com a junção das redes individuais dos membros ou dos frequentadores.
Eu inicialmente havia seleccionado em cada bairro um membro ou frequentador onde eu montava o modelo de acompanhamento do lar até resultar na formação da rede de cada bairro. Quando as estruturas das redes dos bairros tornavam-se funcionais passei a me fixar mais tempo no trabalho interno da unidade aperfeiçoando os fiéis no trabalho do grupo sol melhorando o atendimento interno e com as redes de salvação garantiam o acompanhamento externo. Assim uma grande percentagem dos fiéis encaminhados a partir das casas conseguiam permanecer na unidade obedecendo a escada de crescimento até se tornarem membros e missionários.
Com este modelo aprovado pelo Reverendo Cláudio que acompanhou o nascimento desde o início e nas visitas que efectuava na nossa unidade me questionava como eu estava a fazer a difusão crescer. Me ouvia e onde eu precisava melhorar me orientava, mas o que estava a fazer certo me apoiava e foi enviando outros responsáveis para irem ver como estávamos a organizar a expansão e o Reverendo Francisco muito apoiou este modelo com muita humildade.
Em 2002 no Brasil o Reverendo Cláudio me levou a participar num encontro com chefes de difusão e o Reverendo Francisco pediu que explicasse como estava a funcionar a rede da salvação e os relatos dos milagres.
Faço esta introdução do relatório pela análise que fiz nesta viagem. Queremos ter resultados, mas não estamos a fazer juntos com os responsáveis e com os membros.
O Reverendo Cláudio me formou a fazer junto. Inúmeras vezes sentou comigo. Almoçou comigo após as visitas. Tirou do seu tempo várias horas para me ouvir quais as minhas dificuldades na difusão. Apesar de reconhecer meu GA muito forte não desistiu me apoiou me corrigiu com amor quando errava enfim.
O que admiro ele conseguia se multiplicar fazendo com cada um de nós dia e noite. Todos éramos muito inocentes, muito puros! Todos tinham fome de aprender! Todos conheciam o forte de cada um.
Hoje infelizmente viramos chefes de difusão não líderes de expansão. Hoje coleccionamos fotografias das actividades, mas não coleccionamos transformações da vida dos responsáveis que em cadeia se reflecte na felicidade dos membros. Os membros as vidas se transformavam, mas juntos os responsáveis evoluíam. Eu só um exemplo dessa transformação e evolução. Havia também quem pulava etapas no crescimento. A quem outorgava os frequentadores com membros que serviam de patrocinadores, mas quem assim procedeu com tempo se afastaram da Obra.
Neste aspecto o reverendo Cláudio sempre foi muito rigoroso e severo Comigo. Eu precisava apresentar com detalhes as mudanças de vida de cada frequentador. Me ensinou a escrever experiência de fé, onde tinha que identificar o ponto focal do problema e como destacar a mudança. Sempre repetia “O verdadeiro milagre é a mudança interior”. Que ocorre no pensamento que deu origem aos milagres.
Sempre que escrevia as várias experiências de fé ele corrigia a vermelho e no final colocava uma série de perguntas de pontos que eu deveria aprofundar.
Foi assim que aprendi a saber aprofundar em cada ponto e aguçar a percepção da verdadeira origem do milagre.
Desta vez procurei fazer junto com os responsáveis e membros. Sem pressa para cada um aprender. Fazer com a alma o trabalho de difusão. Pedi ao ministro Mucombo para fazer a programação de visita das redes de salvação. Pedi que preparássemos copos e flores. A 1ª unidade seleccionada foi a do Núcleo de Johrei do Kamakienzo 1. A unidade fica bem no interior do bairro em termos de localização pode-se considerar mal localizada. Mas procurei não fazer pré-julgamento. A nave está em construção.
Fiz oração e pessoalmente não sabia como começar. Pedi sabedoria a Meishu-Sama.
Sentei e pedi que os membros contassem a história do lugar como a difusão começou? Quais eram as dificuldades que os membros enfrentavam na expansão.
O bairro do Kamakienzo na era colonial foi cemitério do Dundo. Na era colonial os moradores do Dundo eram na maioria pessoas que a empresa diamantífera desterrava para trabalhos forçados. Quando a extração do diamante era feita de forma rudimentar a mão com picaretas. E muitos destes construíram os primeiros bairros do Dundo. Era no Kamakienzo onde eram enterrados os indigentes. Pessoas comuns. Hoje muitas casas estão por cima de campas. É considerado o bairro com o maior nível de delinquência no Dundo. Após 18 horas ninguém caminha livremente. O risco de assalto é constante.
Muitos se mudam para outros bairros, após sofrerem sucessivos assaltos. Apesar dessa realidade há no bairro muitas igrejas cristãs. É considerado o lugar dos feiticeiros mais temíveis. Quando os membros encaminham alguém logo aparece algum vizinho cristão para repudiar a pessoa e logo este desiste.
Explicaram cá somos tratados de Igreja dos feiticeiros. Alguns membros que desistiram se filiaram às igrejas cristãs do bairro e dizem que os milagres na messiânica demoram muito. Muitos fiéis recorrem aos tratamentos tradicionais.
Após ouvir expliquei como iriamos fazer o trabalho de difusão mas antes estabeleci a meta de encaminharmos 300 pessoas. Todos olharam para mim perplexos.
Como! Será que o ministro não ouviu bem o que lhe explicamos. Mas serenei e expliquei como iriamos dedicar.
Eu ficaria na nave com alguns membros fazendo o trabalho do grupo sol mantendo a marcha de Johrei em silêncio com as pessoas encaminhadas de 1ª vez.
O 2º grupo seria do ministro Mucombo com todos os responsáveis de Unidade. A tarefa seria de encaminhar na portaria da nave. Como eram 12 responsáveis a meta seria de trazerem cada 10 pessoas totalizando 120 pela 1ª vez.
Os membros residentes no bairro do Kamakienzo eram 18 pedi que fossem para casa e trouxessem os seus vizinhos a meta seria cada um encaminhar 10 totalizaria 180. Com isto o meu objectivo era passar como devemos definir a meta da dedicação do dia.
Olhei para os membros do Kamakienzo e pedi que fossem ao altar pedir ajuda ao Messias Meishu-Sama que ele iria encaminhar.
Assim, saíram todos apreensivos que não iriam conseguir.
O grupo de responsáveis que conheciam a realidade do bairro bem como os responsáveis visitantes por ouvirem as dificuldades do bairro também não acreditaram nas metas.
O ministro Mucombo foi dando força e começou a parar as pessoas e aos poucos o medo e a vergonha começaram a ser vencido pelos responsáveis. Aos poucos a nave foi preenchendo as cadeiras éramos cerca de 20 membros sentados na marcha. O grupo do Sanguetsu confeccionava as flores e oferecia a cada 1ª vez com uma breve explicação. No início o movimento começou lento aos poucos foi acelerando.
Quando os membros começaram a regressar vinham acompanhados de 8 pessoas, uns 10, uma membro trouxe 17 vizinhos. Tanto os da portaria como os vindos de casa recebiam Johrei com muita humildade e no final recebiam flores. Em pouco tempo as flores acabaram. Os “1ª vez” faziam fila de pé aguardando as flores. Esta postura dos “1ª vez” me chamou atenção era como se não poderiam ir a casa sem levar o farol. As dedicantes foram a correr nas casas que têm flores, fez-se uma contribuição as pressas foram comprar mais copos. No final foram distribuídos 600 arranjos e encaminhados 340 pessoas de 1ª vez.
No final todos estavam felizes por terem conseguido.
No dia seguinte uma senhora membro fez o seguinte relato.
Devido as perturbações tanto dos assaltos como a fama de ser um lugar de muitos feiticeiros acabou por abandonar a sua casa, pôs em aluguer e foram morar em outro bairro.
Quando ouvia a orientação que cada membro do Kamakienzo deveria ir encaminhar os seus vizinhos pensou que seria impossível voltar na sua casa e encaminhar alguém. Mas para seu espanto quando chegou os inquilinos a receberam com muito carinho! Com muitas saudades dela. Ela explicou que o motivo da visita era convidá-los a irem a igreja pois estavam a realizar uma actividade. Todos seus inquilinos e alguns vizinhos a acompanharam. Trouxe 8 vizinhos adultos.
Nesta noite ela sonhou com um senhor do bairro que é muito afamado de feiticeiro. No sonho ele veio muito furioso e a disse. “Deus é no céu e Satanás é aqui na terra. Como você ousa vir desamarrar as pessoas que eu já amarrei aqui no bairro. Ela quando acordou confirmou que os seus vizinhos haviam recebido luz e foram libertos.
Eu pessoalmente fiquei muito sensibilizado e pedi ao ministro Mucombo que os passos subsequentes são fundamentais. Cada membro que encaminhou os seus vizinhos precisa ser cuidado apoiado para que eles consigam dar continuidade ao acompanhamento e assim cada membro conseguir montar a sua rede da salvação. Não é fácil mais com acompanhamento eles conseguem. Em síntese este trabalho foi feito em outras redes.
Na rede do Chitato foram encaminhados das casas e na rua um total de 410 pessoas. Na rede do Aeroporto também foi muito proveitoso o empenho dos membros. O mesmo aconteceu na rede do Mussungue.
Na rede do aeroporto a líder recepcionou em sua casa a dedicação. Como todos seus filhos pertencem a outras congregações religiosas e seu esposo já estão separados. Ela estava apreensiva, mas o ministro Mucombo a orientou embora estejas separada comunica ao seu ex. marido da dedicação que vamos realizar. Ela ainda repostou, mas obedeceu. Comunicou ao ex. Marido e aos filhos. Este e os filhos a apoiaram. O ex. marido a disse: Eu nunca havia de tido, mas ficas a saber que esta casa é sua por direito. Fica a vontade.
Ela tinha uma vizinha que não falavam a muitos anos por esta ser amante do seu esposo antes da separação em definitivo sendo uma das pessoas que a deixou muito chocada por namorar com seu esposo vivendo a metros da sua casa. Pensou como poderei receber os membros em a casa tendo inimizade no bairro. Na véspera da marcha pegou flores e foi visitar a vizinha. Pediu perdão pelo tempo que estão inimigas e a informou o propósito da visita era convidá-la a participar da actividade religiosa em sua casa.
No dia da actividade a vizinha apareceu foi recebida pelo ministro Mucombo neste dia o ministro recepcionou todos os vizinhos explicando os objectivos da nossa igreja.
Este gesto dela ir pedir perdão a vizinha que foi amante do seu ex. marido foi visto no bairro como um gesto nobre que a perguntaram o que você é ensinada na sua igreja para conseguires fazer isto? Seu lar destruiu ainda assim você faz isto! Queremos que nos leva a sua igreja. Assim ela não só as vizinhas que ela encaminhou no dia da visita religiosa, mas como as outras que ouviram desejam muito conhecer a igreja. Após alguns dias o ex. marido ligou para ela dizendo que iria voltar em casa para reassumir seu papel de esposo e pai. Está irmã todos seus filhos são artistas desenhadores.
Um dos membros com cerca de 55 anos que participou da marcha nesta rede conseguiu encaminhar na rua 8 pessoas. Contou que no dia seguinte encontrou-se com um antigo vizinho que lhe explicou o seguinte. Ontem fui visitá-lo por volta das 19 horas, mas não consegui me aproximar da sua casa porque ela estava em volta de fogo, estava toda muito iluminada e então preferi regressar. O membro ficou admirado ao ouvir este relato do seu amigo.
Em resumo se houver de nossa parte esta sensibilidade em fazer junto tanto com os responsáveis bem como com os membros e ajudá-los em subir escadas em cada etapa eles conseguirão superar suas dificuldades.
Uma frase que se tornou o pão de cada dia. O Reverendo Cláudio sempre me aconselhava a respeito de dar continuidade no acompanhamento. Hoje entendo que só existe continuidade onde haja acompanhamento.
Em cada lugar procuramos nos adaptar. A localização da casa do membro não é um obstáculo. Aos olhos humanos em muitos lugares pareciam que não passam pessoas por não haver rua há becos, mas onde existem pessoas o Messias está lá para salvar. Uma das redes onde a jovem Soraia que relatou a sua experiência na Sede Central ela encaminhou 35 vizinhos entre eles o pai da menina que havia ressuscitado, pude conhecê-lo pessoalmente. Houveram muitas barreiras superadas.
A par desta dedicação aprofundamos nas entrevistas individuais dos responsáveis começando pelo ministro Mucombo. Foram entrevistas muito produtivas. Deixei claro aos responsáveis que a reflexão profunda não é para serem julgados, mas para conhecermos com profundidade os sofrimentos que cada um enfrenta! Quais as crenças que estejam desalinhadas com a vontade de Deus e do Messias. Entendermos juntos as causas dos sofrimentos.
No município do Cambulo (NZage), a dedicação durou três dias. Os responsáveis aprofundaram com os fiéis nas visitas aos membros e frequentadores.
Também fomos ao Pólo, apesar de no passado ter sido o Pólo com maior referência na província onde o Governador provincial levava as visitas de estado.
No polo ensinamos como podemos desenvolver uma produção resiliente com base em sementes africanas que não exijam muito manejo humano. Foi lançado sementes de feijão Guandu e deixamos sementes de feijão Cabulo. Ambos para além de produzirem por longo tempo também contribuem na melhoria do solo.
Levamos este modelo também no município do Lucapa. Onde visitamos o Johrei Center do Calonda.
Foi uma viagem muito proveitosa fundamentalmente porque me permitiu relembrar que um dia fui muito inocente. Ao ver a dimensão da Lunda-Norte não consigo imaginar como foi possível fazer tudo que se fez no passado. Só posso crer que a Inocência é o nosso verdadeiro sentimento de fé.
Agradeço ao Messias Meishu-Sama por me permitir fechar um ciclo de 27 anos de servir. E que os próximos ciclos sejam vivenciados com a mesma paixão e entrega.
Agradeço ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama a permissão de servir neste caminho embora nem sempre conseguir captar a Sua vontade.
Ao Reverendo Cláudio pela paciência na formação dos ministros sempre com muita sabedoria apesar da natureza de cada um.
Aos presentes meus sinceros agradecimentos.
MINISTRO JOÃO MANUEL PACAVIRA ANDRÉ
Sede Central de África
