Tenho 55 anos de idade, resido na Província de Benguela, no Bairro Quoiche.
Sou membro e dedico como auxiliar do Sector Saité desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2007, por intermédio de uma missionária.
As razões do meu encaminhamento à fé messianica foram; a doença e o conflito.
A minha irmã adoeceu bastante e não tinha um diagnóstico concreto; a missionária vendo-lhe neste sofrimento, falava-nos sobre a Igreja Messiânica, até que decidimos ir. Eu a acompahava à Igreja uma vez ou outra, mas depois desisti, dizendo que jamais abandonaria a minha igreja.
Em 2018, comecei a vivenciar sérios conflitos conjugais e sentia muita dor no coração, acompanhada de tonturas. Sem ter sucesso nas consultas hospitalares, recorri aos quimbandas, que me disseram para não voltar para a minha casa, porque a maldade estava lá. Sendo assim, abandonei a casa, deixando os filhos aos cuidados do pai. Em 2020, o meu esposo revoltado, procurava saber o porquê da minha atitude, reuniu com a minha familia, mas mesmo assim, eu não aceitei voltar para casa. Depois, a minha irmã levou-me à Igreja, fui entrevistada pelo Ministro, que orientou-me a fazer a reflexão profunda, a escrever o meu historial desde a infância, mas eu ignorei. Depois de 8 meses, o meu marido partiu para o mundo espiritual. A família dele acusava-me de o ter matado, proibindo-me de aparecer no óbito, receberam a casa, o carro e outros bens; os meus filhos, decidiram ficar comigo. Aluguei um quarto, aonde vivemos durante sete meses, mas o meu problema do coração continuava e como se não bastasse, os meus filhos adoeciam muito, então decidi abandonar a casa. Em 2022, ao procurar uma outra casa para alugar, apareceu-me uma jovem que dizia ser corretora de imóveis, mostrou-me uma casa, fiquei encantada, fiz o pagamento no valor de 252.000,00kz e fui burlada. Apesar disso, os meus filhos ao receberem a primeira pensão da segurança social no valor de 6 milhões de kwanzas, em fracção de dois meses, o dinheiro acabou como se tivesse evaporado, não fiz com ele absolutamente nada e quando eles fossem ao ATM levantar as outras pensões que se reflectia na conta mensalmente, sofriam assaltos, sendo ameaçados com pistola e, levavam todo o dinheiro. Porém, eu via aquele dinheiro como se fosse algo malígno.
Certo dia, estava a lavar, quando de repente, senti uma dor como se tivesse encravado uma bala na minha cintura, meu filho ajudou-me a sentar, passando todo o dia com dor. No dia seguinte, a minha amiga levou-me à sua igreja e no momento da oração, as dores aumentaram. Ao regressar à casa, durante a noite, as dores se intensificaram, o corpo começou a picar até nas nádegas, o batimento cardíaco acelerou e a cintura entortou. Ao amanhecer, por volta das 5 horas da manhã, recebi um telefonema da minha irmã, que parecia estar aflita, perguntando-me se eu estava bem e quando disse-lhe que não, ela orientou-me a ir à Igreja para fazer oração, limpar a nave e o banheiro. Disse-lhe que tinha apenas 100kz, para levarem-me ao hospital, ela foi insistindo e como a dor era tanta, aceitei. Cheguei à Igreja com a cintura toda torta, marcando passos de camaleão, assim que comecei a orar com fervor, entregando todo o sofrimento nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, de repente a minha cintura estalou voltando ao normal, como se alguém a tivesse endireitado; depois limpei a Nave, a dor desapareceu por completo. Regressei à casa na posição normal.
No dia seguinte voltei à Igreja, fui entrevistada pelo responsável, que também orientou-me a fazer a reflexão profunda, desde a minha infância. Após tê-lo feito, quando dirigi-me ao Altar com o responsável, no momento da oração, comecei a chorar de emoção, sentindo uma leveza no meu coração.
Depois, orientou-me a materializar um donativo de esforço máximo do meu salário completo, para agradecer pelo facto de Deus permitir a minha existência neste mundo material e também materializar o donativo de esforço máximo da pensão dos meus filhos, direccionando o donativo para a construção do Solo Sagrado de África, de modo a pedir perdão ao espírito do meu esposo. Com a obediência e a sinceridade no cumprimento das orientações, a resposta foi imediata. Os familiares do meu esposo que haviam expulsado os meus filhos, chamaram-lhes e disseram o seguinte: “o nosso irmão já morreu, mas ele está a ver tudo o que se passa neste mundo, se nós agirmos ao contrário, ele vai ficar triste. Por isso, voltem a viver na vossa casa.” Assim, repartiram outros bens a todos os filhos. Portanto, fiquei muito feliz e a mágoa que sentia desapareceu completamente. Como gratidão, no dia 12 de Junho de 2022, tornei-me membro para melhor servir à Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o donativo de esforço máximo.
Apesar dos meus filhos de maior idade voltarem a viver na casa própria, eu continuei a viver em casa de aluguer com os filhos menores. No entanto, fui-me empenhando nas dedicações e com isso, no mês de Outubro de 2024, ganhei a permissão de voltar a viver com todos os meus filhos na nossa própria casa.
Porém, mesmo sendo funcionária pública, auferindo um salário de bacharel e a receber a pensão dos meus filhos, comecei a passar por sérias dificuldades financeiras. Quando recebesse o salário, fazia compras de produtos da sexta básica, mas em menos de 24 horas, a maior parte acabava, o saco de arroz de 25 kg, em fracção de 4 a 5 dias acabava, voltando à estaca zero; algumas vezes passava fome, outras ia pedir fiado de bens alimentares na pracinha.
No mês de Setembro do ano passado, fiquei a reflectir seriamente sobre esta situação, nascendo em mim o sentimento de fazer o donativo de esforço máximo, mas não tinha força espiritual. No mês de Outubro, na preparação do culto às almas dos Antepassados, por orientação, decidi fazer o esforço máximo, levantando no ATM por parcelas. No dia em que levantei a última parcela, quando dirigia-me à Igreja para materializá-lo, pelo caminho recebi o telefonema de uma senhora que em 2021, devia-me 100kg de feijão e não queria pagar. Surpreendentemente, ela disse-me que iria devolver-me 60kg de feijão, fiquei feliz. Após ter materializado o donativo para a outorga da minha filha, no dia seguinte, fui ao encontro da senhora; para o meu espanto, ela devolveu-me 100kg de feijão.
Mais tarde, nasceu em mim o sentimento de materializar o segundo donativo de esforço máximo. No entanto, após tê-lo feito, uma semana depois, recebi um telefonema do meu cunhado, dizendo-me para tratar a declaração dos meus filhos para beneficiarem da pensão, proveniente da empresa do meu falecido marido. Confesso que fiquei admirada, visto que anteriormente, não tínhamos boa relação.
Porém, é de realçar que, desde 2021, eu já estava a tratar vários documentos para os meus filhos beneficiarem desta pensão, inclusive tinha contratado um advogado, mas não tive êxito. Entretanto, o meu cunhado voltou a ligar-me, pedindo que enviasse as contas bancárias dos meus filhos de maior idade e a minha conta para depositarem o valor dos meus filhos menores. Para nossa surpresa, o dinheiro se reflectiu nas contas bancárias de cada um, recebendo o correspondente a 50 meses de pensão. A emoção tomou conta de nós, pois as dificuldades financeiras passaram completamente. Deste valor, materializei um donativo para reabilitação do Johrei Center da Cabaia. Com isso, ganhei a permissão de dar sequência à construção da minha casa. A felicidade foi crescendo cada vez mais e tendo a consciência de que a vida não tem preço, peguei o meu salário do mês de Janeiro do corrente ano, materializando o terceiro donativo de esforço máximo; este gesto, deu um avanço significativo na minha vida. A empresa do meu falecido esposo, comprometeu-se em continuar a dar a pensão à minha filha cassula de 8 anos de idade, até completar 25 anos. Fiquei sem palavras, manifestando no meu íntimo a minha eterna gratidão, ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama.
Aprendi que, a chave do sucesso está nas nossas mãos, pois ao cumprirmos com sinceridade as orientações, alcançaremos o paraíso terrestre. Encaminhei mais de 15 pessoas à fé, das quais uma se tornou membro.
Para melhor servir a Obra Divina e agradecer a tamanha graça recebida de Meishu-Sama, abri a minha casa como Rede de Salvação, levando a felicidade para as outras pessoas. Consegui distribuir flores a volta da minha casa num total de 51 arranjos, foram abertas 10 casas pela primeira vez, destas 2 estão recebendo Johrei.
O meu compromisso, é de encaminhar o maior número possível de pessoas, empenhando-me na construção do paraíso terrestre.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
