“…partilhar meu testemunho neste dia especial de homenagem aos…”

14 de Abril, 2026

“…partilhar meu testemunho neste dia especial de homenagem aos…”

MINISTRA MELINDA SIVI MILTON JONAS
SEDE CENTRAL DE ÁFRICA
LUANDA
ANGOLA

Sou membro há 32 anos.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 1993 através do meu irmão, na altura achava que não tinha problemas. Minha mãe sofria de reumatismo e com o recebimento de Johrei ficou curada. Assim fiquei curiosa e passei a frequentar a Igreja. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a oração Amatsu-Norito que encontrei em minha casa, posta na Igreja, quando a irmã Tininha (actual pioneira Ministra Ernestina Coimbra) entoava a oração para nos apresentar ao Altar, naquele instante tive a sensação como se conhecesse Meishu-Sama de algum lugar! Foi uma emoção tão forte, que mesmo sem conhecer nada, sentia-me ligada a Igreja, algo me obrigava a frequentar.

Com o passar do tempo estreitei minha afinidade, onde purifiquei com paludismo e só com o recebimento de Johrei tudo passou, com esse milagre passei a ter mais compreensão e ganhei a permissão de ser outorgada em Março de 1994, com 16 anos, na altura pelo Saudoso Reverendo Francisco Jésus Fernandes.
No dia da outorga durante a palestra o Reverendo Francisco com muito entusiasmo passava para nós os cuidados e princípios messiânicos que norteiam a minha vida e a vida da minha família até hoje.

Aprendizados e orientações deixadas pelo Saudoso Reverendo Francisco que se transformou em prática do meu quotidiano “O Ohikari quando cai precisa vir a igreja para recarregar a bateria. Aprendi que não posso deixar a bateria descarregar. Éramos orientadas as práticas básicas, a importância de despertar para cumprir missão. Por meio dessas práticas levaríamos luz aos nossos antepassados. ministrávamos Johrei, fazíamos assistência, plantão na unidade, encaminhamento na porta da unidade, limpeza sob acompanhamento da pioneira Tininha. O Maculusso era como se fosse a nossa casa, ponto de encontro, nos sentíamos em família.

Até que recebemos o ministro João da Rocha, que veio para apoiar a difusão, como também é professor de Ikebana, passou a fazer aprimoramentos com estudo dos ensinamentos, práticas da fé messiânicas, estudo de Ikebanas. Neste período aflorou o despertar da irmã Anita Coca pioneira do Sanguetsu era ela que ornamentava o altar, juntos fazíamos flores de luz para marcha.

Na medida que dedicava, lia os ensinamentos, participava dos aprimoramentos com reverendo Francisco que nos mostrava o caminho da salvação, libertação da pobreza, doença e conflitos da África.

A minha alma acordava para os reais problemas que a sociedades enfrentava e nascia em mim a vontade de participar, vontade de fazer, de aprender mais. Por isso afirmo que não sabia o que me movia para dedicar, adolescente que era caminhava sozinha para ir na nave diariamente para fazer assistência por vezes ficava o dia todo no plantão.

O reverendo Francisco nos vendia seus sonhos, de uma nova África. Sem guerras, sem fome, sem doenças. E apesar da minha idade eu me embalava. O meu tempo era dividido entre a escola e a Igreja. Passei a sonhar em conhecer o Brasil, conhecer a terra natal de Meishu-Sama. Dedicava com prazer, com vontade de aprender na esperança de que essa dedicação iria salvar vidas, iria gerar luz para os meus antepassados e mudar nossos destinos.
Nesta sequência recebemos Ministros, que como jovem que era fazia encontro dos jovens, com estudo de ensinamentos, formou grupo de oficiantes, fazíamos juntos assistência nas casas, acompanhávamos as famílias desses jovens, fazíamos ministração de Johrei com distribuição de flores na praia etc. Nessa interacção nasceu as primeiras abordagens sobre a criação do seminário. Onde o próprio Reverendo Francisco em um ambiente familiar messiânico na casa da dona Regina, bem descontraído falou para minha família que a Melinda vai para o seminário viu!!! Após esses episódios e vários momentos vivenciados, ganhamos a permissão de receber o Ministro Claudio Pinheiro no mês de Maio de 1998, chegou aqui muito jovem, cheio de sonhos por realizar. Me ensinou aprofundar nos detalhes no atendimento à “Primeira vez” e no acompanhamento aos frequentadores e a posterior aos membros.

Ensinou a conhecer o problema de cada um obedecendo um roteiro no acto do acompanhamento. A quanto tempo já recebe Johrei? Qual é a mudança que teve com Johrei? Como agradeceu? Quantas pessoas já encaminhou?

Esses pontos eram relembrados por ele sempre que eu entrava na sua sala com um frequentador ou membro para ele atender eu antes tinha que fazer uma introdução de todos os pontos acima.

Na maioria das vezes ele dizia, senta aqui vamos atender juntos. Com meu caderno anotava todas as situações no final ele dizia a pessoa sempre que vieres procura a irmã Melinda para receber Johrei e ser atendido.
Depois passou a me levar nas visitas das unidades visando secretaria-lo. Cada vez que visitamos uma unidade eu aprendia a conhecer várias outras unidades, eu ia incorporando a postura séria de secretariar, até que uma vez fomos visitar o Johrei Center da Cimangola, onde a maioria dos fiéis falavam Lingala. Na hora sem muito domínio comecei a traduzir tudo que ele orientava. No final ele disse. Puxa Meishu-Sama, hoje ganhei uma tradutora. Com essa dinâmica conquistamos os fiéis da Cimangola.
No Johrei Center do Maculusso eu secretariava o atendimento aos membros o mesmo ocorria no Johrei Center do Rocha Pinto também me levava para organizar a dinâmica de atendimento. Neste período o Maculusso e o Rocha Pinto eram as unidades mães na difusão.

As quintas feiras era o dia de oração aos antepassados as 18h No Maculusso ficava tão cheio que não deixavam espaço para o ministro passar, após reunir todos os preparativos básicos para a realização do culto eu tinha que chamá-lo e abrir caminho para ele passar. Nessa interacção com espírito de instrutor checava primeiro todos os pormenores comigo só assim avançávamos. Caso faltava alguma coisa por se fazer dizia, vai lá organiza tudo depois vem me chamar, as vezes achava ele chato, ficava envergonhada mais ia lá e obedecia as orientações. Lembro-me que para preparação desse culto após ter aprendido o espírito de rigor e organização com a saudosa irmã Margarida Coimbra que foi dedicante assídua da liturgia, comprava as oferendas no Mercado do Prenda e muitas vezes saía do prenda até o Maculusso a pé e preparar o culto aos poucos, comecei adiantar deixando tudo pronto antes mesmo dele falar já fazia.

Com 20 anos de idade, tinha casos de membros que me sentia insegura para atender e empurrava para o ministro atender e orientar. Parece que ele percebia e dizia para mim. Esse aqui você é que vai atender e acompanhar e me trazer os resultados.
Exemplos de casos acompanhados nesta fase de formação.

Teve o caso da filha do irmão Jaime, ele foi o pioneiro na difusão do bairro do Marçal. Pediu-me que acompanhasse a sua filha que supostamente estava grávida e afirmava ao pai e ao seu noivo que não estava grávida. Não teve apoio do noivo que a acusou dela ter engravidado com outra pessoa e a abandonou. A família a pressionava a falar a verdade. Apesar da minha insegurança e abordar da melhor forma este caso. A pedi que me contasse seu sofrimento. Ela desabafou desconsolada. Pedi que confiasse na providência de Deus e de Meishu-Sama. Até ela completar 9 meses de acompanhamento ela teve várias crises de depressão por conta da pressão familiar. Seu aspecto era de uma mulher grávida preste a nascer. Falei para procurar apoio clínico e graças a Deus os exames foram conclusivos. Ela tinha miomas. Foi submetida a cirurgia e os médicos ficaram pasmados, foi retirado três miomas, dado a complexidade da cirurgia a família foi sensibilizada que ela poderia não gerar filhos. Mas pôs cirurgia com assistência de Johrei teve uma rápida recuperação, ficou muito linda recuperou sua auto-estima. E em pouco tempo conheceu um jovem, namoraram, tornou-se noiva. Concebeu e deu a luz lindos gémeos.
Um outro caso de um senhor aproximadamente 40 anos de idade, veio para igreja com disfunção sexual. Passei a cuidá-lo e ele explicava-me que notava melhorias. Mas passou adoptar uma postura confusa. Só queria receber Johrei comigo. Até que certo dia veio me oferecer um fio de ouro. Naquele instante de forma cortês recusei e convidei um membro e apresentei ao senhor para passar a acompanhá-lo. Inicialmente resistiu, mas fui muito firme e ele não teve escolha acabou aceitando o novo orientador. Ao informar no ministro Claudio ele riu e reforçou minha postura diante de casos semelhantes.

Um outro caso que acompanhei junto do Ministro Claudio, foi o caso da menina Jacira filha da actual Ministra Graça. Depois de muitas horas de Johrei e oração, a menina não apresentava sinais de recuperação, estava totalmente desacordada. O Ministro Claudio informou a família que apoiaria a decisão da família. Eles optaram em continuar a entregar a vida da filha nas mãos de Deus e Meishu-Sama. Naquele instante, ocorreu uma manifestação. O ministro Claudio pediu a todos que fôssemos ao altar. Eu me encontrava mergulhada em dúvidas, com medo da decisão que aquela mãe tomaria para o destino de sua filha e com receio da reacção da minha mãe pois não tinha avisado que iria passar a noite na Igreja. Após termos feito várias orações, em um momento de pausa o Ministro Claudio expressou o seu pedido a Deus e a Meishu-Sama em voz alta: “Supremo Deus e Meishu-Sama, caso eu tenha algum saldo, por favor passe para esta criança!”. Naquele instante senti no fundo da alma a nossa real responsabilidade na Obra Divina com a salvação das pessoas. Aquele milagre foi muito importante e decisivo para o verdadeiro despertar para servir a Deus. Naquele dia não foi somente a Jacira que ressuscitara, mas eu havia despertado para uma outra dimensão da minha fé.
Me fez pensar: “Não existe amor maior do que doar a própria vida pelo seu semelhante!”.

Outro caso que vivenciei e muito me marcou foi o seguinte:
Certa vez fui dar assistência a um jovem especial. A casa era toda gradeada e tinha três cães de raça “Pastor Alemão”. Após terminar a assistência religiosa, a família se distraiu e me deixaram sair sem ninguém a acompanhar. Quando abri o portão que dá acesso à rua, os cães vieram à trás de mim. Corri, mas os três me alcançaram e saltaram para cima de mim. Naquele instante gritei: “Meishu-Sama levanta a sua mão!”. Os cães pararam como se tivessem sido controlados por um domador e calmos e voltaram para casa. Ao levantar, estava toda ferida nas mãos e nas pernas por conta da queda. Voltei para casa e quando a minha mãe ouviu a história, ficou chateada e me disse: “Você anda a pensar que és Nidai-Sama!”.

Neste fervor de servir, quanto menos esperava, o meu pai purificou e acabou partindo para o Mundo Espiritual. Foi um golpe muito duro! Abalou o meu interior. Assim que o Reverendo Claudio tomou conhecimento, foi até a minha casa e ministrou Johrei no corpo do meu pai, acompanhou todo processo, nos apoiou. Nesse momento de angústia me ensinou que o pai não tinha morrido, partiu e que por meio da minha dedicação receberia sempre muita luz e estaria sempre comigo. Isso gerou um conforto tão grande que levo comigo até hoje.

Pelos inúmeros milagres recebidos e vivenciados, mudanças na minha família e empenho na dedicação, onde os antepassados se manifestaram que estavam felizes e que a luz estava a chegar a eles, precisaríamos encaminhar todos os membros da família. Assim, todos os meus irmãos se tornaram membros, surgiu a família Bunko, a saudosa Levo Silvie (Nana) e tantos outros jovens da família.

Com 20 anos de idade, ganhei a permissão de entrar na primeira turma de seminário de formação sacerdotal de Angola em 1998. No Brasil, tive um aprimoramento de aproximadamente 3 anos, onde pude estudar Doutrina Messiânica, língua portuguesa, estudo de Ikebana, Agricultura Natural, língua Japonesa, Ensinamentos de Meishu-Sama, Prática de difusão, aprimoramento com os reverendos pioneiros, etc.

Nos intervalos das aulas procurava ministrar Johrei e ficava atenta para encaminhar e fazer outras pessoas felizes.

Numa dessas semanas corridas de aulas, na nave da Sede Central me deparei com uma senhora muito triste, a ministrei Johrei e fiz questão de levá-la a uma unidade próxima. Ao regressar no seminário a aula já tinha iniciado. Com isso fui chamada atenção de forma categórica. A responsável do alojamento Sewa se chateou tanto comigo acreditando que eu não estava a ser sincera pelas desculpas apresentadas.

Esse facto gerou em min uma tristeza profunda e uma reflexão sobre responsabilidade que tinha de não fechar as portas de oportunidade para os demais jovens, todos os dias orava com firmeza de que não posso fracassar, o meu sucesso será porta aberta para os demais, jovens africanos que também sonham em trilhar o caminho de servir ao Messias Meishu-Sama. As dificuldades possíveis serviram para o meu fortalecimento. Sempre pensava “Não estou sozinha, estou a representar África, cada dificuldade, cada saudade que apertava, cada deslise pensava, não posso envergonhar África, cada aprendizado ia no altar agradecer aquela oportunidade que Deus estava a me proporcionar. Até que depois de 3 meses a referida senhora encaminhada, ligou para o alojamento a procura da Angolana, com intuito de agradecer o gesto feito, dizendo que recebeu o sagrado Ohikari, encaminhou o esposo, estava a fazer curso de Ikebana, a vida dela estava se transformar, como muita gratidão por eu a ter encaminhado. Como foi a própria responsável que atendeu ouviu o recado na primeira pessoa. Aquele telefone confirmou que se for para salvação de alguém vale apena o sacrifício.

Nas vésperas do culto mensal me encontrava sempre com o reverendo Francisco. Como sempre atencioso comigo, procurava saber da minha vida e as dinâmicas do dia a dia, dificuldades, dava-me abraço de muita força confortando-me dizia. Eu acredito em você viu!!! Se cuida confirma e reconfirma sempre as coisas ta bom! dentre tantos momentos quero destacar estes:

Estava eu a purificar com febres altas, a ponto de os lábios racharem e inclinar para fora, cheia de feridas comia com muitas dificuldades devido as febres e mal-estar. Véspera do culto mensal reunião dos Directores na Sede Central, estávamos no culto matinal, já na saída cruzei com o reverendo … Quando me viu simplesmente falou alto em bom som. Você esta assim!!??? Do jeito peculiar o que aconteceu ?? respondi que estava a purificar ele disse “você só purifica onde tem mácula né! E você não me diz nada? Eu respondi Sensei estava ocupado. Ele exclamou! Ocupado!! Isso é puro egoísmo e presunção de sua parte achar que para você estou ocupado. Mesmo ocupado você precisa comunicar ao seu superior. Onde quer que eu esteja vou rezar vai gerar luz para você. Com isso aprendi que não importa a situação devemos comunicar.

Em um outro momento, ainda no Brasil, as vezes quando reverendo Francisco ficava em são Paulo, ele criava condições de estar, ou jantar com todos os elementos que tinham afinidade com difusão em África, africanos e Brasileiros. Numa dessas ocasiões em que fomos no restaurante de comida mineira que ele muito apreciava, na manhã seguinte lá estava ele muito cedo na Sede eu também desci para fazer o meu desafio de oração matinal antes do culto, e cruzamos na nave. Logo que me viu falou em alto e bom som: ainda bem que estas aqui, sonhei com os teus antepassados, estavam bem bravos comigo dizendo. Você não vai vender a nossa filha para os olhos rasgado.!! Você não vai vender a nossa filha para os olhos rasgados !! vamos orar, encaminhar isso, eles ainda não entenderam que você precisa ir ao Japão. Mas, consegui lhes esclarecer que a vossa filha não será vendida! Ela irá lá para cumprir missão, vai precisar aprender tudo para depois vir salvar África. E que eu já não faço mais isso (venda de escravos) quem é Eduardo Benjamin? Ele foi o representante dos seus antepassados. Procura saber quem é e fazer o assentamento dele. Muito tempo depois me apercebi que Benjamin era também um dos nomes do meu pai que não constava no registro. Com isso aprendi que de acordo com a afinidade os antepassados se manifestam.

Em 2001 com 23 anos fui aprimorar no Japão onde permaneci até o ano 2006 finalizei a formação no Japão. Por lá um dos pontos altos foi como havia recebido a orientação do reverendo Francisco. Dizia-me confirma e reconfirma tudo!! O ponto chave era confirmar e sentir a existência de Meishu-Sama em tudo, nos Solos Sagrados, no encontro com os pioneiros, nas visitas missionarias, em todos detalhes deixados tudo que ele criou sentia a gradeza de Meishu-Sama. Passa o tempo que passar dure o tempo que durar fica registrado na alma. Era uma alegria que vinha da alma, por isso conseguia comer a comida sem sofrimento, conseguia superar a barreira da língua. Tinha vezes mesmo não saber o vocabulário expressava na frase o sentimento ou por gestos, a comunicação fluía. Tive a oportunidade de acompanhar o reverendo Francisco na viagem que ele fazia em outras zonas de difusão no Japão para aprimorar os membros, contar os milagres ocorridos em África, exemplo das experiências de fé dos Bolinhos, da ministra Tininha, casos de ressurreição, mudanças ocorridas com a prática do auto-exame da fé e tantos outros temas. Como já conhecia o reverendo, a dinâmica dele, a crença que tinha em Meishu-Sama, sobretudo na manifestação dos milagres. O cuidado em registar e divulgar os milagres de Meishu-Sama era contagiante!

A actuação de Meishu-Sama em África. Eu tinha que vibrar com ele para passar esse sentimento aos membros Japoneses na língua deles. Acredito que ele se emocionava no meio da sua explanação começava a dar exemplo da minha pessoa e me elogiava como resultado dos milagres de Angola, eu ficava toda constrangida a ficha caia, ficava emocionada ele dava conta que essa parte não falei ele traduzia para eles! Não fica com vergonha me sinto orgulhoso por você, fala para eles, eu também me emocionava os japoneses batia palmas…eu saia desse aprimoramento com coração cheia de emoção que contagiava todos e feliz por estar aí sendo útil. Pensava comigo “quem diria vindo da África fazer tradução em japonês para os japoneses sobre os milagres da África! Só Meishu-Sama!!
o primeiro grupo de caravanista também foi no ano de 2001, dai em diante cada carava que recebia era como se estivesse a reassumir o compromisso de voltar para participar da construção do modelo da Obra do Meishu-Sama em África, cada altar de Centro de aprimoramento, igreja, casa de membros olhava a imponência , a beleza do altar rezava Meishu-Sama nos conceda a permissão de termos esse tipo de altar em Angola, em África, nas casas dos membros, etc. a medida que ia conhecendo melhor o idioma japonês crescia em min a vontade de aprofundar em tudo, a prática do belo, e da agricultura natural, Johrei, estudo de ensinamento, era a base do estudo, mas, eu queria aprender mais, saber mais, dai comecei a fazer extra curricular tais como cerimonia de chá, Arte de caligrafia etc. Quando a responsável do seminário se apercebeu cortaram-me o estudo de Ikebana, alegando que já estava a fazer muitas coisas.

E eu que já estava com Sonen de fazer prova para professora de Ikebana, onde a minha professora Espera num encontro com o reverendo Francisco, reverendo Claudio para autorização. Fui no altar, Meishu-Sama por favor nós não temos professora em África, eu gosto da arte de Ikebana. E quero poder me qualificar em todo as vertentes levar salvação por meio da arte também acima de tudo que seja feita a sua vontade.

Enquanto doía o coração, sonhei com Meishu-Sama falar comigo através de uma tela na parede dentro da sala do museu de Hakone onde ele dizia, você precisa aprofundar na arte, ela completa a salvação.

Ganhei a permissão de voltar a recebermos o reverendo Francisco no Japão e a minha professora conseguiu encontrar para falarem de min onde fui acompanhar e fazer a tradução. Foi bom ao mesmo tempo desconfortável dois superiores a tratarem sobre meu futuro e eu ter que traduzir. Nesta senda continuei a formação até fazer a prova de professora de Sanguetsu. Nessa circunstância que eu conseguia me anular, sem colocar a minha vontade respeitando e acreditando que na vontade do superior manifesta a vontade de Meishu- Sama.

Já na inauguração na nossa Sede de África que estará a completar 20 anos neste ano de 2026. A minha maior gratidão foi ter a permissão de participar na inauguração. Onde o Reverendo Claudio e eu ficamos no fundo da nave apreciar a imagem bonita, bem iluminada lembrei-me o quando orei para que tivéssemos esse tipo de altar aqui em África. E ele afirmou para min. Conseguimos!!

Já em Angola, tive a permissão de dedicar na preparação de jovens e seminaristas, para difusão e aprimoramento no Brasil e Japão. Onde trabalhamos com 8 turmas no total de 64 jovens das quais 18 ganharam a permissão de aprimorar no Japão e 4 no Brasil os demais cada um teve um rumo diferente, de acordo a vontade divina.

Como professora de Ikebana dediquei como Secretária do Sanguetsu em Angola algum tempo, cuidando directa ou indirectamente de 50 missionários e 147 dedicantes das unidades religiosas. Após essa fase ganhei a permissão de fazer a prova de Ministro Assistente, sendo outorgada em 2012.

Actualmente dedico como coordenadora da área do Futungo que contamos com um total de 14 unidades das quais 4 Johrei Center e 8 Núcleos. Desses Núcleos, 4 estão em construção, em fase de acabamento, candidatos a Johrei Center. Na área contamos com 2.235 membros formados, onde nos últimos 2 anos, ganhamos a permissão de outorgar 83 novos membros, abrimos 8 redes da salvação.

E como professora de Ikebana da região Norte Sul, acompanho o trabalho conjunto de 14 monitoras, mais de 70 encarregados e 329 dedicantes.

Hoje por permissão do Supremo Deus sempre com muita humildade e espírito de servir. Sirvo como ministra adjunta e faço parte da Direcção da Igreja em Angola como Directora do Sanguetsu.

Hoje ao ser escolhida para partilhar meu testemunho neste dia especial de homenagem aos pioneiros e em particular o nosso pai Chiquinho para todos que temos um pedacinho do seu ser guardado dentro nós nossa eterna gratidão!

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos meus antepassados e principalmente ao incansável apoio, orientação e paciência dos meus superiores.

Muito obrigada!
Melinda Sivi Milton Jonas

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