“…dedicar e cuidar das pessoas, é que nos dá força para…”

27 de Abril, 2026

“…dedicar e cuidar das pessoas, é que nos dá força para…”

NORA ANTÓNIO MAVOTA
CENTRO DE APRIMORAMENTO DE MAPUTO
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Sou membro, dedico neste Centro de Aprimoramento e estou integrada no Grupo Lua.

Conheci a Igreja Messiânica em 2015, encaminhada por um missionário.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja, foram: falta de paz espiritual e conflitos familiares, que foram ultrapassados com o cumprimento das práticas básicas orientadas. Para agradecer, tornei-me membro em 2016, para melhor servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a importância do cumprimento das orientações superiores.

No início de 2025, separei-me do meu ex-marido e voltei para a minha própria casa. Antes de sair da minha casa, eu havia deixado uma senhora cuidando do imóvel. Quando voltei, informei-a de que não precisava se preocupar, que poderia ficar alguns meses a morar comigo enquanto se organizava, para encontrar um lugar para morar, pois eu conhecia a sua situação financeira e sabia que o seu emprego não era estável. No final, ela acabou morando comigo durante todo o ano de 2025.

Comuniquei-lhe que eu tenho o hábito de orar ao acordar e antes de dormir, convidando-lhe para orar comigo nesses momentos. Também falei-lhe sobre o donativo diário de gratidão, que deveria ser feito todos os dias durante uma das orações. Ela concordou e, a partir de então, passamos a orar juntas e a fazer o donativo diário de gratidão antes de dormir.

Ela trabalhava numa empresa onde não recebiam salário, apenas um subsídio, o salário dependia dos resultados obtidos.

A sua família possuía um terreno herdado da avô, aonde o tio, já havia começado a construir uma casa para ela, cuja obra estava parada há muito tempo. Após 30 dias de donativos e orações, esse tio, ligou para informar que iria dar continuidade às obras de construção

Chegou à casa muito feliz e contou-me este facto. Orientei-lhe a agradecer e juntas fizemos oração com um donativo especial de gratidão.

Continuamos nossas orações juntas e ela acabou conseguindo um novo emprego, na filial da empresa onde eu trabalho e assim passou a ter um salário fixo, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

No entanto, depois das graças recebidas, começaram a surgir conflitos entre nós, pois ela não participava das despesas de casa e passou a consumir bebidas alcoólicas exageradamente; por fim, saiu da minha casa sem se despedir e foi morar em um outro sítio.

Algum tempo depois, apareceu pedindo desculpas pela ingratidão, chorando muito. Naquele momento, lembrei-me que eu também já havia passado por situação semelhante antes de conhecer este caminho da fé.
Actualmente, não moramos mais juntas e, por causa da distância, tem sido difícil dar-lhe assistência religiosa, mas temos conversado.

A seguir, algumas experiências resultantes do acompanhamento que faço:

– No meu bairro, faço a dedicação semanal na limpeza da rua e tenho um grupo de 7 crianças vizinhas que recebem Johrei e participam da leitura dos ensinamentos. Com esta dedicação da limpeza, a rua passou a ser chamada de “Rua da alegria”, pois os moradores dizem que é a rua mais limpa do bairro. No Bairro presto assistência religiosa a 3 famílias.

– Certo dia, fui fazer a vivência da flor e ministrei Johrei na casa de uma família a quem dou assistência religiosa. No dia seguinte, eles relataram que a esposa sonhou com alguém oferecendo-lhe uma Ikebana e o marido sonhou com a mãe, que já se encontra no Mundo Espiritual, dizendo-lhe que deveria ir no dia seguinte, deixar o seu currículo numa empresa onde há muito tempo ele desejava trabalhar. De salientar que ambos (marido e mulher) estavam desempregados.

Quando contaram-me acerca dos sonhos que tiveram, orientei-lhes a sempre que possível, colherem flores na minha horta caseira para colocarem em casa deles. Em Novembro passado, convidei-lhes para o Culto Anual às Almas dos Antepassados; a esposa participou e gostou muito. Três meses depois, ela conseguiu um emprego, justamente na sua área de formação, algo que há muito almejava, mas não conseguia; depois ela agradeceu com um donativo especial de gratidão.

– Todos os dias, eu saio de casa às 4h30 da manhã, para apanhar o transporte público que sai nesse horário para a cidade. Dessa forma, consigo chegar cedo e participar do culto matinal todos os dias antes de ir ao trabalho. Quando chego ao Centro de Aprimoramento, consigo dedicar antes do culto limpando o passeio, o banheiro, a Nave, mas com muito foco na limpeza da rua em frente à Igreja e sempre com o sentimento de gratidão.

Quatro meses após iniciar esta dedicação, um vizinho ofereceu-se para passar a dar-me boleia todos os dias, a partir do portão da minha casa. Além de poder economizar o dinheiro de transporte, ganhei conforto no percurso para o serviço.

– Uma vizinha que também apanha a mesma boleia nas manhãs, contou-me que o seu filho é asmático, perguntando-me se eu conhecia alguém que pudesse ajudar a ultrapassar este problema de saúde, ao que respondi que não.

No entanto, no dia seguinte, enquanto seguíamos viagem para o serviço, voltei a tocar no assunto e convidei-lhe a aparecer na minha casa no final do dia, juntamente com o seu filho. Já em casa, falei-lhe sobre a Igreja Messiânica, apresentei-lhe a foto de Meishu-Sama e juntas fizemos oração e ministrei-lhe Johrei. Dois dias depois, ela comunicou-me que o filho estava melhor e já dormia bem. Orientei-lhe a continuar a receber Johrei.

– Vivenciei uma outra experiência que ocorreu, quando o cunhado da minha irmã que mora na África do Sul, esteve aqui em Moçambique; após se ter envolvido em um problema, acabou sendo preso; na mesma noite da sua prisão, orientei à família que fizessem um donativo e oramos em simultâneo para encaminhar a purificação e agradecer a Deus.

Continuamos com a prática de orar, agradecer e a ler os ensinamentos, até que passados alguns dias, ele foi solto, pois descobriu-se que ele nada tinha a haver com o assunto. A sua saída da prisão coincidiu com a semana da vigília marcada para o dia 31 de Dezembro. Convidei a minha irmã, o seu esposo e a cunhada dela, a participarem da vigília na Sede Central e todos aceitaram. O esposo da minha irmã, que também trabalha e mora na África do Sul, regressou para lá e continuou a cumprir com as práticas básicas da fé messiânica. Lá ele tem muita facilidade de acesso às flores e passou a mantê-las em casa e a ler os ensinamentos de Meishu-Sama que enviávamos para ele todos os dias.

Com estas práticas, ele relatou que foi promovido no trabalho, recebeu um valor inesperado e muitos aspectos da sua vida começaram a fluir positivamente.
Passados alguns meses, o meu cunhado veio a Maputo com um único objectivo: de materializar o seu donativo de gratidão pelas graças recebidas.

A minha irmã também teve a sua vida transformada: voltou a fazer os seus negócios e despertou para se tornar membro; fez uma reflexão profunda com a Ministra, já iniciou o seu donativo de outorga e está a participar das aulas, como preparação para receber o Sagrado Ohikari.

Eu recebi as seguintes graças: no trabalho tive um aumento salarial e conquistei o respeito dos meus colegas; iniciei a compra de material para a construção do muro de vedação da minha casa; restabeleci o contacto com o meu irmão, com quem não falava há muitos anos, pois ele se havia mudado para a África do Sul e se distanciado da família. Retomamos o contacto e ele inclusive enviou um valor para contribuir com um casamento familiar, além de outro valor para mim, para meu uso pessoal; os vizinhos tornaram-se muito amigáveis e recebo muitos elogios pela minha postura no bairro;

Com estas experiências de fé, aprendi que, dedicar e cuidar das pessoas, é que nos dá força para superar qualquer purificação, pois a assistência nas casas deixou-me mais forte.

O meu compromisso, é de continuar a dar o meu máximo e o meu melhor no cumprimento da minha missão. Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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