“…tão emocionada, pois me senti uma mulher normal como as outras, pois…”

23 de Maio, 2026

“…tão emocionada, pois me senti uma mulher normal como as outras, pois…”

ESMERALDA VANILDA ROSA DOMINGOS ANTÓNIO
CENTRO DE APRIMORAMENTO DO DUNDO
LUANDA-LESTE
LUNDA-NORTE
ANGOLA

Sou membro e dedico na Liturgia.

Conheci a Igreja Messiânica em 2005, por intermédio da minha mãe, membro da nossa Igreja.

O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi a doença.

Desde o meu nascimento, que comecei a purificar até aos 5 anos; entretanto, os meus pais levaram-me a vários médicos, mas como não havia melhorias,  resolveram  levar-me a  algumas Igrejas e quimbandas num total de 4 sem resultados satisfatórios. Realçar que, nasci com a clavícula partida porém, minha mãe não havia prestado atenção. Nos quimbandas, diziam que eu tinha espíritos ou seja santos e ela tinha que me dar banho para afugentar os mesmos.

De salientar que, antes do meu nascimento, a  minha mãe teve alguns abortos espontâneos, sendo eu hoje, a filha mais velha. Para eu nascer, ela teve que fazer tratamentos tradicionais e depois, ninguém me podia segurar nem ver, sem a autorização da curandeira.

Foi nesse quadro de sofrimento, que conheci a Igreja, com apenas 5 anos.

Depois de ingressar na fé  messiânica, algumas patologias foram ultrapassadas e outras aceleraram.

Dos 5 anos em diante, comecei a ter problemas de bronquite; aos 10 anos, a bronquite acelerou e os médicos diziam que se eu não cumprisse com a medicação,  me tornaria asmática; minha mãe ouvindo isso, foi à Igreja, agradeceu, deixando tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama. Graças a Deus,  com o recebimento de Johrei, a purificação cessou na totalidade.

Aos 9 anos de idade , os meus pais se separaram.  O meu pai, apesar da distância, dava atenção a todos os meus irmãos, menos a mim. Esta situação trazia-me muitos sofrimentos.

Quando completei 14 anos, o meu período menstrual apareceu pela primeira vez, com fortes dores no  baixo ventre; sem noção das coisas, fui ter com a minha avó que fez-me compressas de água morna; aos 15 anos, não vi o período menstrual que só apareceu aos 16 anos de idade e aí começou o terror da minha vida. O sangue saía sujo e escuro com mau cheiro e coágulos grossos parecendo ser fígado ou pedaços de carne; levada ao hospital, as análises acusavam quisto nos ovários, do tamanho de uma ervilha sem a necessidade de operar, pois segundo o médico, desapareceria com o tratamento. Cumpri com a medicação e no final, não deu em nada, pois aos 17 anos, o quisto aumentou de tamanho e na mesma não podia operar caso eu passasse pela operação teriam que remover o útero e sendo menor de idade não poderia operar.

Quando o período aparecia, provocava-me hemorragias de 1 a 3 meses e isso me impossibilitava de exercer minhas atividades normais até mesmo na escola. A minha avó vendo essa situação, levou-me para Benguela a fim de fazer novas consultas e ouvir outras opiniões, isto já com 21 anos de idade. Ao ser observada, o médico vendo o resultado dos exames, disse que o meu organismo já tinha muita medicação e que todo aquele tratamento não era adequado para o quisto e que isso me tornaria estéril, causando uma menopausa precoce, com o risco de não vir a ter filhos. Ao ouvir isso, chorei, acabando por desmaiar no coonsultório. O médico explicou à minha avó, que eu teria que passar por um processo de desintoxicação. Depois repeti as análises, que acusou outra coisa, não era mais o quisto, mas sim infecção nos rins, demasiada gordura no organismo e endometriose com espessura fina; a probabilidade de não ter filhos  era maior. Ouvindo isso, desmaiei de novo, não aguentei todo aquele diagnóstico.

Deixei os hospitais e decidi me empenhar nas dedicações e em menos de 3 meses, o meu período menstrual regularizou e não sentia mais movimentos circulares na bexiga e nem dor.

Ingrata que sou, pensei que estava tudo bem,  parei com as dedicações e com a ministração de Johrei; foi assim que, o problema do sangramento voltou.

Saindo do Lubango para a província da Lunda-Norte isto é, em 2022, o problema acelerou logo no primeiro ano de estadia nas Lundas; fiquei acamada, parecendo ser os meus últimos dias de vida, emagreci ainda mais, fiquei amarelada por causa do sangue que estava a perder;  o ginecologista disse-me que a qualquer momento eu entraria na menopausa;  chorando, olhei no médico e perguntei se ele era Deus! Ele disse que não, mas que tínhamos que acreditar também na medicina.

Em todos os 9 médicos que consultamos, todos os diagnósticos eram os mesmos: quisto, endometriose e assim sucessivamente.

Com essa situação, quando eu estava a fazer o ensino médio na Província da Huíla, a direção da escola reuniu e decidiu tirar-me da escola por causa da minha condição de saúde; eu tinha que ficar em casa e continuar no outro ano lectivo.

Entrando em 2025, o sangramento acelerou fiquei de Janeiro a Março sem o período menstrual e depois de Abril a Junho só menstruando, perdi muito sangue que os médicos só diziam que já não era mais sangue do período, mas sim do meu corpo que estava a sair.   De julho a Setembro não menstruei.

A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos, está relacionada com a obediência no cumprimento das orientações.

Aquando da preparação da vinda do Rev. Cláudio à Província da Lunda-Norte, fui escalada para fazer parte do servir. Ganhei a permissão de ser atendida pelo Ministro Pacavira, aproveitando para explicar todo o meu sofrimento de saúde, bem como a exclusão que sofria do meu pai, pois nem o meu estado de saúde o comoveu a aproximar-se de mim e este seu desprezo me destruía. O Ministro me orientou a receber Johrei diariamente com ele e a agradecer pela purificação com o meu pai. Também atendeu a minha mãe e ambas fomos orientadas para agradecermos o passado, pois embora a minha mãe já tenha outro relacionamento, ainda tinha muita mágoa do meu pai pela forma abrupta que ocorreu a separação, sendo deixada com 5 filhos menores. Durante 45 dias, recebi Johrei  com o Ministro em média 45 minutos a 1 hora. No início transpirava muito, a fraqueza aumentava e por vezes desmaiava; eram tantas reacções, que comecei a ter medo de receber Johrei, mas  o Ministro me acalmava e eu continuava. De Setembro a Novembro o período não apareceu. Inexplicavelmente comecei a ter muito sono, bastava sentar-me em qualquer lugar, que adormecia.

Quando o Reverendo chegou, passei a servi-lo.  No encontro que realizou com os jovens, ganhamos todos a permissão de recebermos  Johrei com ele. Todos os fiéis ganhamos a graça de purificar e eu não fui excepção.

O Ministro orientou-me a aprofundar na minha tarefa no Grupo Terra. Pediu que eu acompanhasse os jovens, adolescentes e crianças, já que eu tinha experiência de que muitos sofrimentos começam na tenra idade. Passei a dar assistência e a aprofundar em cada caso.

Durante meses, cuidei de uma família que a mãe, nossa irmã da Igreja, foi a Luanda em formação, passando eu a ser a irmã mais velha da casa. A sua filha de 16 anos, também sofria de asma e eu antes não aprofundava no Johrei com ela conforme o Ministro fazia comigo. Mudei minha postura na assistência religiosa com os de casa, bem como todos os que acompanhava.

No mês de Dezembro, o período apareceu mas desta vez apenas fez 4 dias. Fiquei tão emocionada, pois me senti uma mulher normal como as outras, pois antes me sentia constrangida pois a hemorragia me levava a trocar por dia entre 6 a 8 vezes e apesar de ter uma natureza alegre por dentro me sentia excluída. Meu peso melhorou aumentando 4 kg.

A outra graça, foi a aproximação do meu pai, que  passou a comunicar-se comigo com maior frequência, manifestando mais atenção.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por toda a purificação que vivenciei, pois me permitiu valorizar mais o Johrei e passar a levá-lo para as outras pessoas que estejam a sofrer, com outra consciência.

 

Muito obrigada!

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