“Por mais elevados e profundos que sejam os ensinamentos que pregamos, se eles não propiciarem milagres, as pessoas não os aceitarão.”

“Por mais elevados e profundos que sejam os ensinamentos que pregamos, se eles não propiciarem milagres, as pessoas não os aceitarão.”

Desde quando existe o milagre? Temos o registro dos milagres de Jesus Cristo, os quais são muito conhecidos e dispensam comentários. No Japão, é notório o milagre que ocorreu com Nitchiren quando foi perseguido em Tatsu-no-kuchi. Também são conhecidos os inúmeros milagres ocorridos com os fundadores das religiões Tenrikyo, Oomoto, Konkokyo e Perfect Liberty.

Em toda parte, há pequenos milagres, mas o estranho é que nas grandes e antigas religiões parece que eles quase não ocorrem. Enquanto seus fundadores estavam vivos, é bem provável que tenha havido muitos milagres. Contudo, com o passar do tempo, eles foram cessando por completo.

Por esse motivo, para garantir a sobrevivência de suas religiões, os estudiosos precisaram desenvolver algo de valor que substituísse os milagres. Talvez a Filosofia da Religião, a Ciência da Religião, a Teologia e outras formas de estudos sistematizados sejam resultados disso.

O ponto central desses estudos é que o correto é a religião ocupar-se da salvação espiritual e, por isso, as graças recebidas nesta vida vieram sendo menosprezadas. Além disso, foram acrescentadas as tradições próprias de cada religião, o que de alguma forma manteve os ensinamentos vivos.

Todavia, as pessoas com discernimento, bem como as camadas mais cultas da população não as aceitam e, desde que não encontram uma fé cujo teor as satisfaça, é natural que muitos não adotem nenhuma fé, conforme se sucede atualmente.

Torna-se claro, portanto, que a fé ansiosamente procurada pelo homem contemporâneo é, antes de mais nada, algo novo, despojado de velhas roupagens e respaldado em fatos, livre de teorias vazias. Enfim, em todos os aspectos, essa fé deve ter uma abordagem racional.

Por outro lado, no momento, até que algumas crenças estão se expandindo significativamente, como a Narita-no-Fudoson, Toyokawa-Inari, Fushimi-Inari, Kompira-Gogen e uma ramificação da Nichiren-Shu. Elas, talvez, de certa forma, estão sendo úteis à sociedade, porém, como visam unicamente às graças e são tidas como de nível inferior, não exercem nenhuma atração sobre as pessoas cultas nem sobre a camada jovem.

Observando com imparcialidade, elas só atendem a uma parcela da população.

O atual panorama religioso do Japão é realmente desanimador, pois conta apenas com entidades religiosas de dois tipos de fé: as que se concentram em teorias e as que visam às graças. Sendo assim, o que essa situação está nos mostrando? A necessidade do surgimento de uma religião nova e ideal.

Pode parecer pretensão, porém, creio que, em termos de religião capaz de corresponder plenamente aos anseios da atualidade, não há outra senão a nossa Igreja Messiânica.

Seu diferencial consiste em ensinar como deve ser a nova cultura, mostrar as diretrizes para a criação de uma nova civilização, apontar as falhas da cultura contemporânea e expor interpretações novas e inéditas sobre Filosofia, Ciência, Teologia e outras áreas. Logo, podemos dizer que ela é mais do que uma religião.

Ingressando nela e analisando-a minuciosamente, a pessoa se surpreenderá com a veracidade do que acabamos de dizer.

Uma vez fiel, a pessoa compreenderá que uma grande característica da nossa religião é a ocorrência de muitos milagres. Certamente, na história não há registro de nenhuma outra religião em que eles sejam tão numerosos.

Milagre, como já dissemos, é a obtenção da graça ainda nesta vida e, por isso, não temos nenhuma dúvida da possibilidade de construir um mundo isento de doença, pobreza e conflito, que é o nosso lema.

Escrevi de maneira bastante direta sobre a nossa religião. No mais, resta aos leitores experimentar conhecê-la.

Colectânea Alicerce do Paraíso, vol. 2 — “Milagre e religião”, 5 de março de 1952

O Pão Nosso de Cada Dia, vol. 1

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