Sou membro e dedico como Encarregada da Liturgia desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2009, por intermédio dos meus pais, missionários da nossa Igreja.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a implementação de hortas institucionais.
Em 2001, tive a permissão de entrar no Ministério da Educação como professora, função que exerci até 2015. Nesse ano, comecei a sentir fortes dores na coluna lombar e problemas de pressão arterial, tendo permanecido nessa situação durante cerca de um ano e meio. Durante esse período, devido ao repouso médico, estive sob acompanhamento da Repartição Municipal.
Quando terminou o período de repouso, fui chamada para retornar ao trabalho e encaminhada para uma nova escola, mais próxima de casa.
Como ainda não estava completamente recuperada e não conseguia permanecer muito tempo em pé, o chefe dos Recursos Humanos da Repartição informou-me que a única ajuda que poderia dar, seria colocar-me a trabalhar na área administrativa dessa nova escola e, caso não me sentisse bem, poderia informar o chefe sobre o meu estado. Trabalhei na área administrativa desde o ano lectivo de 2018 até 2026.
Em 2026, durante uma inspecção à escola, foi orientado que todos os professores que se encontravam a trabalhar na secretaria, sem relatório médico, deveriam retornar às salas de aula. Como já não havia vagas para professores naquela escola, fui novamente encaminhada à Repartição Municipal, com o objectivo de ser colocada noutra instituição.
Vale realçar que, durante o período em que trabalhei como administrativa, havia feito um pedido para a abertura de uma horta institucional num espaço que a escola estava a reservar para esse efeito. Graças a Deus, os chefes aceitaram o pedido e, em 2018, abrimos a horta institucional, que chegou a produzir mais de três mil flores, além de pequenas quantidades de couve, beringela, quiabo e tomate. Devido à dificuldade de acesso à água, a horta funcionou até 2023.
No ano de 2025, iniciámos a renovação da mesma horta, desta vez com melhores condições, pois já havia água constantemente disponível no tanque da escola. Nos últimos tempos, a horta já produziu mais de quatro mil flores, além de alimentos que foram oferecidos aos seguranças da escola e a algumas colegas. Mesmo já não estando a trabalhar naquela instituição, o grupo de irmãs da Igreja continua a cuidar da horta, que continua a produzir flores e alimentos.
Na Repartição Municipal, deram-me duas opções de escolha. Fiz uma visita às duas instituições e escolhi ficar na mais próxima de casa. Em Janeiro de 2026, fui transferida para essa instituição. Depois de dois meses de trabalho, conversei com o Director Pedagógico e fiz um pedido para a implementação de uma horta na escola. Este apresentou o pedido ao Diretor da escola, que, por sinal, é padre de uma determinada religião, no que aceitou a proposta.
No primeiro dia, juntamente com a Encarregada das Hortas da Unidade, organizámos um grupo de sete pessoas e fomos implementar a horta. Nesse mesmo dia, fizemos a limpeza do espaço, formámos os canteiros e plantámos flores, feijão macunde, abóbora e milho. Quando o director foi à horta e se deparou com o trabalho e as plantaçoes que estávamos a realizar, disse o seguinte: “Isso tudo? eu não tenho dinheiro para vos pagar!” Respondi que não era para sermos pagos, mas que estávamos sim, a realizar um trabalho voluntário. Foi então que, ele nos orientou a não deixar espaços vazios e a ocupar todo o espaço disponível.
Desde o primeiro dia, fomos recebidos com pequenos lanches e embalagens de água. Os chefes diziam que não podíamos trabalhar com fome. Esta atitude tem-se mantido durante os dias de dedicação na horta.
Ao verem o trabalho que estava a ser realizado, o director Pedagógico e o coordenador do período nocturno, ficaram emocionados e demonstraram grande satisfação pela horta. Foi então que, expliquei-lhes que o mesmo trabalho poderia também ser realizado nas suas casas. Eles alegaram que o chão das suas casas era pavimentado, ao que respondi que também era possível fazer a plantação em vasos. Na semana seguinte, o Director Pedagógico apareceu com dez vasos e pediu que, naquele mesmo dia, colocássemos terra nos vasos e fizéssemos a horta. Expliquei que não tínhamos terra suficiente para realizar o trabalho, mas falei-lhes sobre os nossos polos e o Solo Sagrado, onde poderiam participar das nossas peregrinações e buscar terra para a implementação das hortas. Eles aceitaram com satisfação. Após a implementação da horta, fiz um pedido ao Director, para que desse a conhecer, às outras escolas, que estamos disponíveis para ajudar na implementação de hortas institucionais. Posteriormente, fui informada de que a directora da escola ao lado, também aceitou a proposta e já está à nossa espera. Actualmente, o nosso grupo de dedicação, é composto por dez elementos. Já semeamos milho, couve, beterraba, quiabo, alface, feijão, abóbora e flores.
Até ao momento, já nasceram flores na mesma escola, que utilizei para ornamentar a área administrativa e a área pedagógica; recentemente, recebi o comunicado do chefe pedagógico de que a flor do seu gabinete já não estava em boas condições e pediu que colocássemos outra. Ele comentou que, no primeiro dia em que colocámos as flores, o gabinete estava muito bonito. Vale realçar que, toda a chefia faz parte de outra religião.
Para além das dedicações na horta, cuido de duas casas de frequentadores, abrangendo um total de onze pessoas.
Com esta experiência de fé, aprendi que, através de pequenas atitudes, podemos levar alegria e harmonia às pessoas e ao ambiente. Também percebi a importância de praticarmos os ensinamentos de Meishu-Sama no nosso dia-a-dia, aonde quer que estejamos.
O meu compromisso, é levar a Agricultura Natural por meio da implementação de hortas, a todas as instituições de ensino.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
