Tenho 44 anos de idade, resido no Município da Catumbela, no bairro Caunde, sou frequentadora e dedico como auxiliar do Sanguetsu.
Conheci a Igreja Messiânica em 2023, por intermédio de uma frequentadora da nossa Igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doença, pobreza e conflito.
Aos 16 anos de idade, passei a viver com a minha irmã mais velha. Depois de alguns anos, arranjei um parceiro, engravidei e passamos a viver maritalmente. Quando a minha filha completou 1 ano de idade, começou a adoecer, levei-a aos tratamentos tradicionais e dois meses depois, partiu para o Mundo espiritual. O meu esposo revoltado, arrumou as minhas coisas e levou-me de volta para a casa da minha irmã, alegando que não havia mais nada que nos unia.
Pouco tempo depois, comecei a desenvolver bócio e a ter problemas ginecológicos; no princípio, tinha ficado dois meses sem menstruar, depois escorria todos os dias, quando completei 10 meses nesta situação, expliquei à minha irmã, que deu-me medicamentos tradicionais. À medida que eu tomava, a hemorragia aumentava; decidi ir à consulta hospitalar e a situação minimizou, o ciclo menstrual, alternava dia sim, dia não. Continuei com os tratamentos tradicionais, a minha irmã dizia-me que o meu ex-esposo é que estava a fazer-me mal. Cumpri com o ritual, aparentemente melhorava. Assim que arranjei outro parceiro, o problema voltou, no princípio ele era bastante atencioso, mas depois ficou agastado e me abandonou. Em 2003, desloquei-me à minha terra natal, indo à procura de um outro quimbandeiro, cumpri com o ritual e melhorei.
O meu marido vendo-me recuperada voltou; em pouco tempo, o problema ginecológico reapareceu, a hemorragia era tão intensa, que comecei a expulsar uma massa de sangue, acompanhada de vermes de cheiro desagradável, não conseguindo ficar ao lado das pessoas; cheguei a percorrer 12 quimbandeiros sem solução. Certo dia, sonhei com o meu pai a dizer-me que quem me estava a fazer mal era a minha irmã, gerando conflitos. A filha dela, pediu que fôssemos a um quimbandeiro, para constatar se realmente era verdade ou não. Porém, fizemos o ritual e no mesmo dia, assim que ela chegou à casa, a sua perna começou a inflamar, deitava vermes, tendo pouco tempo depois, ela partido para o Mundo Espiritual. Recuperei a saúde, arranjei outro parceiro, a minha vida corria maravilhosamente.
A experiencia de fé que passo a relatar, está relacionada com a peregrinação ao Polo Agrícola da Canjala e com o acompanhamento.
Em 2018, o meu problema ginecológico voltou, o meu marido abandonou-me definitivamente, o bócio continuou a crescer. Fiquei frustrada, decidi não procurar mais nenhum quimbandeiro.
Em 2020, fui encaminhada por uma vizinha.
Na Igreja, fui recebida pela responsável que depois de ouvir-me atentamente, orientou as práticas básicas da fé que fui cumprindo.
Pouco tempo depois consegui um emprego e abandonei a Igreja. Certo dia, ao chegar à casa o portão caiu por cima de mim, fracturei o braço e colocaram-me gesso. Tão logo retirei o gesso, fui apresentar-me ao trabalho, o meu patrão de imediato demitiu-me. Fiquei a reflectir o que a responsável me dizia, decidi voltar a frequentar a Igreja. Passei a empenhar-me arduamente no cumprimento das orientações, participando em todas as dedicações.
No mês de Novembro de 2024, peregrinei ao Polo Agrícola da Canjala; no calar da noite e por volta das 3horas da manhã, quando acordei para ir ao banheiro, tive uma visão com a minha falecida irmã que apareceu à minha frente, vestida de branco e depois desapareceu, ficando eu assustada. Quando voltei a dormir, sonhei com ela dizendo: “por favor, perdoa-me”! Respondi que iria perdoar-lhe.
Assim que amanheceu, expliquei a um missionário, que orientou-me a agradecer. Assim, materializei um donativo especial de gratidão. Dois meses depois, a minha saúde ficou restaurada, o bócio desapareceu completamente, doença que me assolava durante 20 longos anos.
Como gratidão, passei a cuidar da sobrinha do meu parceiro; certo dia, a menina começou a sentir-se mal, de imediato levamo-la ao hospital, fez transfusão de 8 balões de sangue, mas o seu organismo não reagia. Uma enfermeira disse-me que não era normal, aconselhou-me a buscar um pastor para lhe fazer oração, caso contrário ela iria morrer; naquela noite, fui a correr à casa da responsável, como não a encontrei, por telefone, orientou-me a dirigir ao Altar da sua casa, fazer oração e a materializar um donativo em nome da menina.
Assim que regressei ao hospital, encontrei a menina normal, depois a responsável apareceu e ficou a ministrar-lhe Johrei; por volta das 22horas, a menina ficou agitada atirava-se de um lado para o outro, continuando a receber Johrei até às 23horas; ficou calma, depois de dois dias, recebeu alta.
Cuido também de uma senhora, cujo parceiro abandonou-a quando estava grávida de 3 meses; desesperada, apareceu em minha casa a chorar, querendo interromper a gravidez, fui-lhe aconselhando, levei-a à Igreja e passou a receber Johrei; no ano passado, ela deu à luz uma linda menina. Como gratidão, tornou-se frequentadora.
Com essa experiencia, aprendi que Meishu-sama é o Messias esperado pela humanidade e que devemos ser obedientes no cumprimento das orientações.
Encaminhei 7 pessoas à fé, faço os donativos correctamente, sou candidata à outorga e cuido de 2 casas de frequentadores.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
