Resido no município do Cazenga bairro 11 de Novembro, sou membro e dedico como encarregada do Sanguetsu desta área.
Conheci a Igreja Messiânica no ano de 2000, por intermédio do meu irmão, em memória.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: Doença, miséria e conflitos.
Eu sofria de muita dor na coluna, que me impossibilitava de andar e deitar em condições. Fiz vários tratamentos hospitalares e tradicionais, mas sem solução, situação que durou um ano e seis meses. Foi neste quadro de sofrimento, que o meu irmão falou-me da doutrina messiânica, sua filosofia e convidou-me a conhecê-la. Na Igreja, fui recebida pelo plantonista, que após ouvir atentamente o meu relato de sofrimento, orientou-me as seguintes práticas básicas:
– Receber 10 Johrei por dia; manter a flor de luz em casa; peregrinar aos locais de maior luz e dedicar na Nave e no banheiro.
Cumpri com as orientações sem vacilar e dois meses depois, os problemas de saúde, miséria e conflitos, foram ultrapassados. Como gratidão ao Supremo Deus e ao Messias Meishu Sama, materializei um donativo especial de ingresso na fé e de outorga, para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a leitura dos ensinamentos do Messias Meishu-Sama, a vivência da flor e a limpeza profunda.
No dia 25 de Junho do ano em curso, tive um encontro com as dedicantes da Sub-Área Capalanga, com o objetivo de reforçar a nossa dedicação na coluna do Belo e termos maior responsabilidade nas orientações passadas pelos nossos superiores.
Quando cheguei à casa, no período noturno, encontrei os meus vizinhos à minha espera e disseram: “ Hoje vamos fazer uma igreja no quintal e a responsabilidade de pregar será sua”. Achei que era tudo uma brincadeira, porque nunca tivera acontecido, dirigi-me ao Altar para agradecer o dia e as actividades desenvolvidas; quando saí para o quintal, eles já tinham colocado as cadeiras. Sem o que dizer naquele momento, fui ao Altar pedir orientação ao Messias Meishu-Sama, direção do que deveria falar para eles. Assim que terminei a oração, veio em mente o ensinamento com o titulo: Fé é confiança.
Fui ao encontro deles, li o ensinamento e estudamos ponto por ponto. Quando terminei, vieram ter comigo, dizendo que gostaram muito do tema e que no dia seguinte aguardariam por mim, acto que se concretizou. Passei a levar a sério o assunto e dentro de mim, nasceu o sentimento de fazer a vivência da flor. Como no dia 30 de Junho, tivemos encontro de monitoras na Sede Central, aproveitei a ocasião para falar com a directora do Sanguetsu, sobre a actividade que estava a desenvolver em casa e o sentimento de fazer a vivência da flor com os meus vizinhos. Após ouvir-me atentamente, deu-me flores e orentou-me a ler o Ensinamento que tem como título : O paraíso é o mundo do Belo.
No quintal em que vivo, havia um casal que estava a enfrentar conflitos. No momento em que eu preparava as flores para a realização da vivência, o conflito se intensificou. Ficamos a espera deles para começar a dedicação, mas só a mulher se fez presente, porque o esposo estava nervoso; estudei o ensinamento com os presentes e no final, fizemos a vivência da flor, dei para eles um folheto que continha um poema de Meishu Sama, que fala sobre a beleza das flores. Orientei que no momento de preparar as flores, cada um ficasse como uma folha de papel em branco e pedisse a Deus, que essa flor transmitisse luz e clareasse todos os nossos problemas e situações que estávamos a passar.
No dia seguinte, o conflito entre o meu vizinho e a sua esposa acelerou, ao ponto de espancar a mulher, não se importando com os presentes, levou a botija, com a intensão de se separarem. Quando cheguei à casa, informaram-me o sucedido, fui ter com ele e aprimorei-o com base no ensinamento. Ministrei-lhe Johrei e perguntei-lhe, se a saída de casa, era a solução dos problemas. O mesmo não respondeu.
De noite, realizei a vivência da flor com a sua esposa e alguns vizinhos. No dia seguinte, ele chamou a mulher para conversar e harmonizaram-se; à tardinha, foi buscar a botija. No seu regresso, nos deparamos e disse-me: “É mamã! Demônio tem força, ontem quando levei a botija, não descansei pelo caminho, mas hoje, de lá para cá, já descansei por sete vezes”! Eu respondi-lhe: “É assim que satanás actua. Ontem como estavas fora de ti, tiveste tanta força que não precisaste de ajuda, hoje como estas mais calmo e a harmonia voltou a reinar no lar, estás a te sentir pesado. Este é Deus que está a agir em ti meu filho”!
Três dias depois, o mesmo foi chamado na empresa onde tinha feito a entrada dos documentos e neste momento encontra-se a trabalhar.
A outra vizinha que vivia com problemas financeiros e desemprego, onde até contraía dívidas para pagar com juros, a dívida foi aumentando que não sabia o que fazer para eliminá-la. Nesse dia, estudamos o Ensinamento de Meishu-Sama que tem como título ″O Paraíso é o mundo do Belo″.
Também realizamos a vivência da flor, onde eu enfatizei de que havia chegado o momento decisivo, o da confecção da flor e que cada um devia mentalizar todos os problemas que estivesse a passar e que a flor fosse uma luz para poder clarear todas as situações vividas, e assim foi feito. No Ensinamento que estudamos, há um trecho que retrata a fealdade, com base nisso dia seguinte, ela realizou a limpeza profunda com toda família em casa. Em plena limpeza, o telefone dela tocou e era o marido da senhora com quem ela tinha dívida. Em conversa, chegaram a um concenso em que os juros não iriam mais subir, igualmente que o valor que tinha por pagar só devia liquidar 50%, sem ser pressionada. Emocionada, veio até a minha casa e disse: “Mamã este teu Deus trabalha, este teu Deus trabalha.” Fomos ao Altar, agradecemos pela graça recebida e dias depois ela disse: mamã, na tua Igreja não fazem prece a Deus? Respondi-lhe que sim, fazemos! Levei-a ao Altar acompanhada com um donativo, dizendo para ela: “Este Deus é quem vai resolver o teu problema, podes falar tudo para ele”. Assim, fizemos a oração e ela materializou um donativo; uma semana depois, ela recebeu uma proposta de emprego, cinco dias depois foi chamada para o emprego e neste momento encontra-se a trabalhar. A mesma, já está a frequentar a nossa Igreja.
Com esta experiência de fé, aprendi que, devo ler e estudar mais os ensinamentos do Messias Meishu-Sama, para um melhor esclarecimento e crescimento espiritual, para poder explicar as pessoas que vêm ao meu encontro. Aprendi também que, através do Belo, elevamos mais rapidamente os nossos sentimentos e tornamo-nos mais altruístas.
Como monitora do Sagnguetsu, além das aulas de Ikebana que ministro nos Unidades Religiosas que estão sob a minha responsabilidade, controlo as dedicantes e Encarregadas da Área e tenho uma Rede de Salvação no quintal de casa, onde acompanho três casas num total de 13 pessoas e todas recebem Johrei com frequência.
Esta postura em relação à minha dedicação, despertou em mim a necessidade de cada vez mais, melhorar o meu desempenho no servir ao próximo.
O meu compromisso, é de continuar a me empenhar na salvação das outras pessoas através do Belo. Encaminhei mais de 500 pessoas à fé, das quais 36 se tornaram membros, tenho o Altar do Lar, faço dízimo, donativo de construção e o diário.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu Sama e aos meus Ancestrais e Antepassados, pela permissão de conhecer este grandioso caminho da salvação. Ao reverendo, ministros, membros e frequentadores, que têm contribuído para o meu crescimento espiritual, o meu muito obrigada.
