Sou membro e dedico como Encarregada do Sorei-Saishi desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 1999, por intermédio do meu tio, em memória.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: Doença, conflito familiar e maus sonhos.
Quanto à doença, aos 15 anos sofria de fortes dores no peito e, anos mais tarde, foi-me também diagnosticado um mioma, com o qual convivi durante três anos. Certo dia, sonhei que a minha tia me afogava na praia. Ao despertar, comecei a sentir fortes dores de estômago. Esses sintomas persistiram e, durante as noites, já não conseguia dormir.
Procurei vários médicos, fiz diversas consultas, tomei muitos medicamentos e mantive uma alimentação bastante cuidadosa, gastando muito dinheiro.
No entanto, nada disso trouxe resultados satisfatórios.
Foi nessa situação que Meishu-Sama me encontrou, por intermédio do meu tio que, compadecido com o meu sofrimento, levou-me a conhecer a Igreja. Na Unidade, fui recebida pelo plantonista, que me orientou as práticas básicas, que comecei a cumprir sem dificuldades. No entanto, uma das coisas que mais me intrigava, era a flor.
Certa vez, sonhei que estava na Sede Central; ao olhar para o Altar, vi a Ikebana envolta numa intensa luz. Curiosa, aproximei-me e peguei nela. Fiquei na dúvida se a levaria ou não, quando, de repente, ouvi uma voz a dizer-me que a levasse.
Logo pensei: «Se eu a levar comigo, como ficará o Altar?» Mesmo assim, obedeci àquela voz e levei a Ikebana.
Quando despertei, já não sentia absolutamente nada que me incomodasse. Como gratidão pelas graças recebidas, no ano de 2000, decidi tornar-me membro, para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com as práticas básicas, como preparação do culto às almas dos Antepassados.
Realçar que, os meus filhos não participavam das atividades religiosas nem das orações em família, limitando-se apenas a participar dos cultos mensais de gratidão na Sede Central.
Quando comecei a realizar a marcha de Johrei em casa, a ler os ensinamentos e a falar-lhes sobre a importância de receber e ministrar Johrei, bem como de cultuar os Antepassados, eles foram se sensibilizando. Graças a Deus, voltaram a dedicar e a participar das orações em família.
Durante uma cerimónia de Outorga na Sede Central, pensei comigo mesma: «Meishu-Sama, quando será que poderei outorgar os meus filhos?»
Como não tenho emprego, continuei a dedicar, ainda com mais empenho.
Com essa dedicação, vivenciei as seguintes mudanças:
– A minha segunda filha conseguiu um emprego, onde foi orientada a materializar, com o primeiro salário, um donativo especial para a construção do Solo Sagrado de África. Ela cumpriu essa orientação sem dificuldades; dois meses depois, conseguiu um novo emprego, tendo a permissão de materializar o donativo de outorga, também sem dificuldades. Além disso, com esse mesmo salário, poderá vir a custear a faculdade.
– O meu esposo, que perdeu o Ohikari há mais de um ano, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, já começou a materializar o donativo para a sua reoutorga.
– As purificações em minha casa reduziram consideravelmente. Certa vez, encontrei o médico do centro onde costumávamos fazer consultas; surpreso por já não nos ver com frequência, perguntou se estava tudo bem. Respondi que, graças a Deus, estávamos todos bem.
– A minha filha de oito anos, dedica no grupo CriançÁfrica, onde participa do plantão e integra o grupo coral. Ela também teve a permissão de encaminhar quatro crianças à Igreja.
– Sou comerciante de calçados; certa vizinha, contraiu uma dívida de oito mil e duzentos kwanzas, correspondente ao valor de dois pares de calçados. Sempre que eu lhe cobrasse, dizia que ainda não tinha recebido o salário. Certo dia, ela veio à minha casa desanimada e contou-me que tinha perdido o emprego. Conversei com o meu esposo e disse-lhe: Acredito que Meishu-Sama está a mostrar-me que devo levar a oração, o Johrei e a flor à casa da nossa vizinha.
Dois dias depois, fui à casa dela e deixei de lado a dívida que ela tinha comigo. Tive a permissão de conhecer mais profundamente a dor e o sofrimento daquela família e, no final, lecionei uma aula com o tema: O que é a verdadeira salvação? Ela demonstrou interesse em conhecer a Igreja, foi encaminhada e participou juntamente com os seus quatro filhos menores, do Culto Mensal de Gratidão do mês de Setembro.
Faço dízimo e donativo de construção, peregrino aos locais de maior Luz da nossa Igreja e cuido de duas casas de frequentadores, num total de oito pessoas.
Com essas mudanças, aprendi que, quando cumprimos as orientações superiores, mesmo sem as compreender plenamente, o Supremo Deus e Meishu-Sama, abrem as portas para o caminho da verdadeira felicidade.
O meu compromisso, é continuar a aprofundar na dor e no sofrimento das outras pessoas, levando-lhes a luz da salvação. Até ao momento, já encaminhei 22 pessoas à Igreja, das quais, 6 se tornaram membros.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
