Sou membro e dedico neste Centro de Aprimoramento.
Conheci a Igreja Messiânica no ano de 2023, por intermédio de uma missionária.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: problemas de saúde, dificuldades financeiras e assaltos constantes. Na época, eu enfrentava problemas de saúde, com recorrentes crises de malária. Chegava a ter recaídas a cada duas semanas, o que deixava-me debilitado. Cheguei a ouvir no hospital, que a causa poderia ser o piso de terra batida dentro da minha casa, pois não estava cimentado. No entanto, mesmo após ter feito algumas reformas na casa, as crises de malária continuavam.
Paralelamente, eu era vítima frequente de assaltos. A minha casa era constantemente arrombada e roubavam meus pertences.
Outra situação que me afectava muito, tanto financeira quanto emocionalmente, era o desaparecimento inexplicável do meu dinheiro. Eu recebia o salário, guardava-o em um local aparentemente seguro, mas sempre desaparecia. Em outras ocasiões, saía de casa com o dinheiro no bolso e, ao chegar ao meu destino, descobria que o valor já não estava mais comigo. Esses episódios sucessivos, deixavam-me completamente desestabilizado.
Foi assim que, ao aperceber-se de todo este meu sofrimento, a minha patroa, convidou-me para conhecer a Igreja Messiânica, onde fui muito bem recebido.
O missionário explicou-me, as práticas básicas da fé messiânica e disse, que se eu entregasse a minha vida a Deus e a Meishu-Sama, superaria todos os males que me assolavam. Decidi, então, colocar as orientações em prática. Passei a dedicar na limpeza da nave e dos banheiros, a participar dos cultos, a dedicar no Pólo Agrícola, manter a flor de luz em casa e fazer a distribuição e também fazer o donativo diário de gratidão.
Com o cumprimento das orientações, todos os problemas foram ultrapassados, despertando em mim uma profunda gratidão. Foi com este sentimento que me tornei membro, para melhor servir nesta Obra Divina e intensificar o cuidado ao próximo através da ministração de Johrei.
A experiencia de Fé que gostaria de partilhar, está relacionada com a prática da horta caseira e o cuidar do próximo.
Sempre gostei muito de trabalhar com a terra e logo que comecei a frequentar a Igreja, aprendi o método da Agricultura Natural, começando a implementar na casa onde moro e trabalho. Por outro lado, para melhor aprofundar nesta Coluna da Salvação, fui orientada a dedicar todas as quintas-feiras no Pólo Agrícola, onde aprimorei as técnicas de uma agricultura saudável. Como resultado, fui aplicando os aprendizados adquiridos nessas dedicações e minha horta começou a dar produtos saborosos e em abundância. Como forma de cuidar do próximo, implantei hortas em casa de 7 vizinhos. Sempre que partilhava os meus produtos da horta com eles e viam a qualidade, eu oferecia-me para fazer o mesmo nas suas casas. Quando aceitavam, eu ia, implantava a horta, ensinava o método sem adubos químicos nem conservantes, usando apenas material orgânico e depois oferecia os primeiros viveiros.
Com esta prática, conquistei a confiança e a permissão para cuidar das casas dos vizinhos e vivenciei as seguintes experiências de fé:
– Certa vez, uma vizinha queixou-se de que a sua horta estava a ser atacada por galinhas e cães e perguntou-me como eu evitava esse problema na minha horta. Respondi que não tinha um método exacto, mas que a única diferença era que, na minha horta, eu tinha canteiros de flores. Decidimos, então, fazer o mesmo na casa dela. Levei mudas e sementes, fazendo canteiros ao lado da horta. Para espanto da minha vizinha, assim que as flores começaram a brotar, os animais e os insetos deixaram de atacar a sua plantação. Ensinei ainda esta técnica em mais duas casas, que hoje já têm lindos jardins e também passaram a colocar arranjos florais dentro de casa.
Em toda a vizinhança, a relação entre os moradores, tornou-se muito mais amigável. Antes, cada um vivia isolado no seu quintal, hoje partilham e trocam produtos da horta e estipularam uma rotatividade de convívios mensais nas casas de cada vizinho, passando a viver como uma grande família.
Noutra casa, uma senhora que estava grávida vinha receber Johrei em nossa residência, pois o seu patrão não admitia visitas. Esta senhora relatou que, com o recebimento de Johrei, a gravidez foi tranquila e o parto do bebé foi fácil, sem dores nem complicações, ao contrário do parto anterior, que foi demorado, difícil e muito sofrido. O seu patrão havia dito que, assim que o bebé nascesse, a mãe e a criança não poderiam continuar na casa dele, pois não queria saber de bebés no seu quintal. Após o nascimento do bebé, quando tiveram alta no hospital, eu estava a acompanhá-los a ela, o esposo e o bebé, até à casa dos familiares, onde ela passaria a morar com a criança, para que o marido pudesse regressar ao seu trabalho como guarda. Pelo caminho, passamos pela Sede Central da Igreja e sugeri que entrássemos para fazer uma oração. Ao sairmos da Sede Central, o patrão da senhora ligou-lhe a perguntar onde estavam e pediu que regressassem com o bebé. Até hoje, passam-se meses, o casal e o bebè continuam a morar na referida casa e nunca mais foram expulsos, Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.
Uma outra família, que viviam em desavenças constantes, pois o esposo, aos fins de semana, não dormia em casa, geralmente saía na sexta-feira e só regressava na segunda-feira; isso gerava conflitos e discussões frequentes entre o casal. Hoje, graças a minha dedicação neste lar, ele fica em casa, convive com a família e com os vizinhos e a harmonia passou a reinar no lar.
Numa reunião em que estiveram presentes moradores do bairro, o chefe do quarteirão e o Presidente do Município, fui eleito chefe dos jovens para a limpeza das ruas. Todos os sábados, eu e o grupo de jovens do bairro, saíamos em ronda para procurar e reparar tubos de água furados, além de limparmos o capim e o lixo das ruas.
Outra graça pessoal, aconteceu em nossa famìlia, depois de a minha esposa engravidar, a gestação apresentou uma certa complicação. Quando a minha esposa entrou em trabalho de parto, fomos ao Centro de Saúde; pelo caminho, eu estava a fazer a marcha de oração Amatsu-norito. Chegados à unidade sanitária, deixei a minha esposa a ser atendida e saí para ir buscar algumas coisas que ela precisaria. No entanto, mal cheguei ao portão do hospital, ligaram-me a informar que o bebé já havia nascido. O trabalho de parto não durou muito tempo e as enfermeiras ficaram verdadeiramente admiradas. Nesse mesmo dia, estavam no hospital mais 4 senhoras que aguardavam pela ambulância para serem transferidas para uma unidade hospitalar maior, por conta de complicações no trabalho de parto. Porém, as enfermeiras relataram que, assim que a minha esposa deu à luz, todas as senhoras também deram, uma seguida da outra, como se a complicação tivesse deixado de existir. Por conta deste facto, no hospital passaram a chamar o nosso filho de “anjinho”. Hoje o nosso filho já tem 5 meses e é um menino saudável.
Neste momento, sinto que tudo na minha vida tem corrido de forma suave e leve, Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.
Encaminhei a minha esposa, meu irmão e minha cunhada, que hoje são frequentadores.
Com esta experiencia de fé, aprendi que a nossa salvação depende da nossa entrega a Deus e ao Messias Meishu-Sama, baseando-nos no cumprimento das práticas básicas da fé Messiânica.
O meu compromisso, é de continuar firme na dedicação e encaminhar mais pessoas à fé, continuando a levar o Johrei e a prática da Agricultura Natural para mais lares.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação e pela vida que me foi devolvida.
Muito obrigado!
