“…a fé move montanhas, não somos ninguém sem…”

10 de Abril, 2025

“…a fé move montanhas, não somos ninguém sem…”

ADELINA CASSUNGO BUTA
JOHREI CENTER DO BAILUNDO
CENTRO-SUL
HUAMBO
ANGOLA

T29 anos de idade, resido no Bairro Paraíso, sou membro e dedico como líder do Grupo Terra, na locução e nas experiências de fé.

Conheci a Igreja Messiânica em 2008, por intermédio do meu tio.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento, foram: doenças, conflitos e miséria, que foram ultrapassados com o cumprimento das práticas básicas orientadas.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a proteção Divina.

– Em 2022, quando viajava do Huambo para o Bailundo, a viatura que eu seguia estourou um dos pneus, tendo todos os passageiros entrado em pânico; então, comecei a entoar a oração Amatsu-Norito e a encaminhar os Antepassados que perderam a vida nas estradas. Minutos depois, o carro parou, o motorista ficou assustado, porque alegava ter trocado os pneus velhos por novos, um dia antes da viajem. Notava-se os rostos radiantes e aliviados dos passageiros, por sairmos sãos e salvos da viatura.

– A outra experiência, está relacionada com a peregrinação aos locais de maior luz da nossa Igreja, principalmente em intercâmbios juvenis; dessa forma, tive a graça de conseguir uma máquina de pipocas que me tem ajudado na resolução de vários problemas do meu dia-a-dia. Também através do meu empenho, ganhei a permissão de oferecerem-me uma Televisão, um Telefone novos e uma casa própria. Aquando do término da minha licenciatura, nos últimos meses comecei a adoecer e a ter problemas de valores para a minha defesa, porque a pessoa que esteve a trabalhar na minha monografia, estragou o trabalho por completo, faltando dois meses para a defesa. Sem jeito, chorava todas as noites porque o meu pai já me tinha mandado os valores para pagar o trabalho. Foi quando me lembrei, de entregar tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama, encaminhando a purificação com um donativo e dedicar na distribuição de flores. A seguir, apareceu uma amiga e colega, que me indicou alguém que me refez o trabalho todo. Faltando apenas quatro dias para a defesa, fiquei em casa lendo o trabalho com o fim de ter êxitos na defesa e o inesperado aconteceu: meu computador repentinamente desligou, minutos depois os teclados já não funcionavam; aflita, recorri a um técnico, que fez o que podia mas não conseguiu, indicando o seu irmão que era mais habilitado e que conseguiu resolver de forma a não perder a defesa. Passei no Johrei Center para encaminhar a purificação ao Supremo Deus com um donativo.

No dia marcado fiz a defesa, com uma boa nota que me deixou bastante feliz.

– No dia o1 de Novembro de 2024, saí de casa com o objectivo de fazer uma consulta de rotina pré-natal e de posteriormente participar de uma reunião no Centro Cultural Mbalundo em representação do responsável da unidade; apôs o encontro, como senti algo estranho, voltei ao Centro Materno e  lá, a Doutora informou-me que o colo do útero estava a dilatar e que era o momento do parto, mas não sabia em que posição viria  o bebé; assim, aconselhou-me a ir para o Huambo, aonde depois de feita uma ecografia, chegou-se à conclusão de que eu precisava de ir para um outro hospital com melhores condições, pelo facto do bebé estar morto e de já passar alguns dias. Como era noite, aconselharam-me a ficar na clínica para sair cedo e chegar ao Hospital Municipal, ou avançar até ao Hospital Central do Huambo, para pedir uma ambulância; achei perda de tempo, preferindo  andar de táxi mesmo sendo tarde e difícil por causa da chuva; liguei para as minhas irmãs que apercebendo-se da situação entraram em pânico e acompanharam-me até ao hospital; o outro Doutor observou-me e confirmou que o bebé estava morto, dizendo que eu não podia pernoitar no Hospital e sim em casa, voltando no dia seguinte com um doador e que eu precisava da administração de medicamentos para induzir o trabalho de parto. Calma, saí da sala da maternidade, as minhas irmãs ficaram aborrecidas com a situação, por que na minha condição, não seria possível passar a noite em casa, mas eu, com toda calma disse que fôssemos para casa.

Em casa, bem tranquila, não sentia dor de parto e ao falar com o responsável, este orientou-me a materializar um donativo especial e em seguida fez a oração comigo pelo telefone, por que ele encontrava-se em Luanda na peregrinação. Duas horas depois, adormeci e minutos depois despertei com dores no baixo-ventre, que não dei atenção adormecendo novamente; sonhei com o Reverendo Cláudio, passando a sua mão por cima da minha barriga, como sinal de ministração de Johrei e proferiu as seguintes palavras: “fica calma, vai correr tudo bem não se preocupe, porque você tem missão a cumprir”…; ao despertar, as contrações aumentaram, informei à minha tia que tomava conta de mim, pedindo para que eu me  acalmasse, por que era ainda 4h da manhã; aguentei até às 5h, notando que o bebé estava prestes a nascer, naquele momento fiquei com medo porque pensei na Doutora que disse que o bebé não se encontrava em boa posição de parto, mas pouco tempo depois dei a luz a um bebé que veio a nado morto e sem transfusão, sem indução e foi em casa sem complicações. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, estou recuperada.

Cuido de três casas de frequentadores, das quais uma senhora padecia de problemas financeiros e medo de continuar com a nova gravidez, visto que a sua primeira filha não tinha ainda um ano de vida; pediu conselho para abortar, mas informei-lhe de que não era a decisão certa; meses depois e antes do tempo previsto para o parto, começou a ter sangramento; após fazer a oração e a vivência da flor em sua casa, a situação foi ultrapassada, dando a luz um lindo bebé saudável; ainda teve a graça de receber um telefone novo.

Com essas experiências, aprendi que a fé move montanhas, não somos ninguém sem Deus e que nós recebemos coisas por merecimento e não por querer.  

Faço o dízimo, donativo de construção e diário. Encaminhei mais de 100 pessoas, das quais 4 são membros e 15 são frequentadores.

Comprometo-me em servir a Sociedade com humildade, baseando-me nos conhecimentos adquiridos e não só, encaminhar as outras pessoas sofredoras, saber o que fazer e como fazer por que quem faz o que não sabe recebe o que não quer.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

Partilhar amor

Procura mais alguma coisa?

Relacionados:

Reminiscência do dia
Ensinamento | Estudo Diário