Tenho 59 anos de idade, resido no bairro Patrício, município do Cazenga e dedico como assistente do Grupo Lua.
Conheci a Igreja Messiânica em 27 de Julho de 2003, por intermédio do meu pai, em memória.
O motivo que esteve na base do meu encaminhamento foi a doença; eu sofria de fortes dores de bexiga e hemorragia; a ecografia acusou Inflamação Pêlvica e precisava ser submetida a uma cirurgia, porém segundo o médico, não mais teria possibilidade de engravidar. Comuniquei ao meu pai e como eu tinha apenas 33 anos, ele ficou muito preocupado; como membro da Igreja Messiânica, ele foi agradecer a purificação e pedir orientações ao seu superior; foi-lhe orientado a levar flores no hospital, assim que cumpriu a orientação, os milagres não tardaram a acontecer e, no dia seguinte recebi alta semu ser operada. Mesmo assim, ainda não estava completamente curada e o meu pai sempre ligava para saber o meu estado de saúde, exigindo-me que eu fosse à Igreja, mas eu recusava a ideia, porque eu já professava uma outra fé. Como as minhas amigas sabiam que eu era uma mulher dinâmica, desconfiavam que era feitiço e sugeriram-me que eu fosse ao Kimbanda, respondia-lhes que os meus pais não estavam acostumados com essas práticas; como eu sofria muita pressão por parte delas, quando o meu pai voltou novamente a convidar-me a ir à Igreja, cedi ao pedido dele.
Na Unidade Religiosa, fui recebida pelo plantonista que orientou-me as práticas básicas da fé, que são:
Receber 10 Johrei por dia, manter a flor de luz em casa, cultuar os antepassados e passar a limpar o banheiro.
Não cumpri com as orientações e nem fazia donativo diário de gratidão. Foi neste quadro que um dia, ao sair da Sede Central, viajei com um irmão que tinha na sua posse um livro intitulado “O segredo da prosperidade”; pedi emprestado, ao logo da viagem fiz a leitura e me deparei com uma frase que dizia “utilizar Deus como empregado” dali senti que estava a utilizar Deus como meu empregado; a partir dalí, despertei e comecei a fazer os donativos; depois de um mês, fiz donativo de outorga, tornei-me membro, mesmo sem estar curada, com o cumprimento das orientações, melhorei e passado algum tempo, tive a permissão de engravidar e fiz mais três filhos, contrariando assim a expectativa dos médicos.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o encaminhamento de pessoas, a partir da porta da Igreja.
Numa quarta-feira, depois do culto, o responsável orientou-nos a fazer o encaminhamento à porta da Igreja. Não tardou, encaminhei uma vendedora ambulante com a sua quinda de peixe na cabeça, chamei-a e ofereci-lhe a flor, ao que ela disse, que não tinha como levar, tendo eu sugerido que ela desse para alguém pelo caminho. Depois fomos ao Altar, fiz oração com ela e ministrei-lhe Johrei. Foi quando ela desabafou, dizendo que, ao sair de casa, avisou a filha que após as vendas, iria ao mercado comprar feitiço da tala para matar-lhe, pelo facto da menina ter-lhe roubado 13.000 Kz. Eu expliquei-lhe que não fizesse aquilo e disse-lhe a lagrimar que, havia 3 anos, que eu tinha enterrado a minha filha de 35 anos e que sentia muito a sua falta. Ela ganhou compreensão e evitou uma tragédia familiar.
Com essa experiência de fé, aprendi mais uma vez, a importância do encaminhamento à porta, graças a Deus fui utilizada como instrumento na salvação de duas vidas, da mãe e da filha.
O meu compromisso, é de encaminhar o maior número possível de pessoas à fé.
Cuido de uma casa de frequentador, faço dízimo, donativo de construção, donativo diário, tenho Altar do Lar e a imagem de Kanon; já encaminhei 805 pessoas à fé, das quais 23 tornaram-se membros.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
