Tenho 19 anos de idade, sou missionária e dedico como encarregada do Grupo CriançÁfrica desta Unidade.
Tive a permissão de conhecer a Igreja Messiânica em 2013, por intermédio da minha mãe, membro da nossa Igreja.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram de doenças, nomeadamente febre tifoide e malária, durante 2 anos, na altura eu com 8 anos de idade.
Após a minha mãe conhecer a Igreja, com o recebimento de Johrei e as outras práticas básicas, a situação da doença foi ultrapassada; para melhor servir nesta Obra Divina, como gratidão, a minha mãe tornou-se membro e eu mais tarde, fui também outorgada.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a ingratidão.
Como já relatei, conheci a Igreja aos 8 anos de idade; quando completei 12 anos, passei a me empenhar ativamente nas dedicações, auxiliava a encarregada do Grupo CriançÁfrica da nossa Unidade, fazendo marchas e cuidando das outras crianças; fazia os meus donativos corretamente, como era ensinada, lia os ensinamentos do Messias Meishu-Sama diariamente e participava dos cultos.
Alguns anos mais tarde, caí na ingratidão, parando de fazer os donativos, colocando os meus interesses em primeiro lugar; enfraqueci nas dedicações e passei a ir à Igreja quando bem entendia ou quando a minha mãe me chamasse à atenção; sempre que eu fosse à Nave, ao me orientarem para fazer alguma coisa, como me parecia que estava a ser obrigada, então ficava revoltada e não fazia.
Com essa minha postura, como consequência, as coisas na minha vida começaram a ficar cada vez mais difíceis, pois o meu pai parou de apoiar-me; quando eu lhe ligasse para falar das necessidades que estava a passar na escola, ele ficava irritado, dizendo que eu estava a aborrecê-lo, ao contrário dos meus irmãos, que ele logo resolvia. Como se não bastasse, comecei a ter conflitos com a minha mãe, que por tudo e por nada chamava-me à razão.
Como o clima em casa estava muito tenso, cheguei a dizer aos meus pais que eles me tratavam muito mal como se eu não fosse filha deles. Certo dia, ao retirar o meu Ohikari do prego onde também fica o da minha mãe e dos meus irmãos, deixei cair o da minha avó; a minha mãe ao se aperceber da situação, ralhou-me bastante e eu revoltada, saí da nossa casa e fui dormir em casa do meu tio.
No dia seguinte, regressei à casa, ficando duas semanas sem dirigir palavras à minha mãe; dias depois, fui à apresentação da minha prima em Viana, decidindo ficar por lá alguns dias. O responsável, apercebendo-se da situação, pediu-me para que no dia seguinte eu aparecesse na Unidade, onde ouviu-me atentamente e orientou-me a voltar ao ponto inicial, inclusive aprofundar nas limpezas, vivências nas casas dos fiéis e nas atividades dos jovens da região, reconhecendo as causas dos nossos problemas estão dentro de nós.
Enquanto me empenhava nas dedicações, certo dia ao sair de casa, perdi os meus óculos; essa situação deixou-me triste e comecei a lamuriar, dizendo o seguinte: “eu que estou me empenhando diariamente em fazer o próximo feliz ainda me acontece mais isso”? Decidi não participar mais de nenhuma atividade ficando 3 dias em casa. Foi assim que, novamente o responsável mandou-me chamar e conversou comigo, relatando a sua experiência, quando na altura ele era encarregado do Grupo Terra. Depois leu o ensinamento de Meishu-Sama do livro os Novos Tempos, sobre a Lei da Concordância e a Purificação com os seguintes trechos: “Pessoas sinceras, que recebem e transmitem Johrei, podem sofrer severas purificações; quanto mais dedicadas se mostram, mais rigorosas parecem ser, às vezes, as suas purificações e que se sua fé não for firme, poderão vacilar e que se suportarem firmemente o sofrimento, sentir-se-ão recompensadas muito além das expectativas”. Fiquei feliz ao ouvir o ensinamento e deu-me mais força para continuar a dedicar e assim dar continuidade às minhas tarefas.
Com o empenho nas dedicações, recebi as seguintes graças:
– O conflito com a minha mãe foi ultrapassado. O meu pai voltou a apoiar-me, prometeu comprar-me um novo telemóvel e pagou todas as propinas em atraso no colégio.
Voltei a fazer os meus donativos corretamente, a ler os ensinamentos e a fazer o desafio de oração.
Como gratidão, materializei um donativo. Cuido de 20 crianças, das quais, 4 membros e 16 frequentadores que estão nas casas dos fiéis.
Aprendi que, a ingratidão é a chave do insucesso e que quando recebemos a orientação com obediência, Deus abre várias portas de uma só vez.
O meu compromisso, é de aprofundar na dor e no sofrimento das outras pessoas.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
