“…a nossa fé no Messias Meishu-Sama nos momentos de…”

18 de Março, 2026

“…a nossa fé no Messias Meishu-Sama nos momentos de…”

MARIA MANUELA MADEIRA
NÚCLEO JOHREI CALEMBA 2
NORTE-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Lua.

Conheci a Igreja Messiânica em 1998, por intermédio de um missionário na Província do Kuanza Norte.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento, foram doenças prolongadas, que ficaram ultrapassadas com o cumprimento das orientações recebidas.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a advertência dos Antepassados e a obediência no cumprimento das orientações superiores.

O meu filho, no dia 17 de Dezembro de 2025, iria fazer aniversário, comunicando-me de que daria uma festa; de imediato, eu quis saber como ele faria isso, se ele não trabalhava; em resposta, disse-me que seria uma contribuição dos amigos. Na noite do dia 16 de Dezembro, isto é, um dia antes, sonhei com o meu irmão que já se encontra no mundo espiritual e que por sinal fez a sua transição porque foi envenenado, chegou e cumprimentou-me, mas não teve tempo de falar nada, porque a minha filha que estava fora de casa bateu à porta e acordei para abrir.

Na manhã seguinte, chamei o meu filho, contei-lhe o sonho, dizendo que pela fisionomia do tio, ele vinha para me advertir de alguma coisa, por isso eu tinha o pressentimento de que algo correria mal naquela festa de aniversário. O meu filho simplesmente ignorou as minhas palavras, dizendo que aquilo era fruto da minha imaginação, que era um pensamento que já estava no meu subconsciente.

Realizaram a festa de aniversário no dia 17, que foi até ao dia 20 de Dezembro. No dia 21, ele acordou com muita febre, dizendo que estava a passar mal; fomos à clínica, fez-se os exames médicos que acusou paludismo e imediatamente começou com a medicação; no espaço de dois dias, o quadro se agravou e pedi ajuda a uma missionária vizinha, que veio fazer a assistência com o Johrei, ele que estava há dois dias sem evacuar, conseguiu defecar. O quadro de saúde que parecia estar a melhorar, piorou; no dia seguinte, o meu filho já não dizia coisa com coisa, tirou a roupa, ficando totalmente nú; naquele instante, apareceu um missionário que o convenceu a vestir-se, tendo este, aconselhado que o levásemos novamente à clínica.

Levamo-lo ao Hospital, aonde ficou internado nos cuidados intensivos. Minutos depois, fui informada de que o meu outro filho que vive na província do Kuanza Norte, também encontrava-se internado nos cuidados intensivos, do Hospital Provincial do Kuanza Norte. Fiquei completamente transtornada!

No dia seguinte, era domingo e a responsável pediu a minha presença na Nave, antes de me dirigir ao Hospital. Ao chegar, levou-me ao Altar e juntas oramos, entregando toda aquela situação nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama; de seguida, orientou-me a limpar o banheiro, com o sentimento de limpar as máculas mais profundas que estavam na base daquela purificação que eu estava a viver; completamente fora de mim, comecei a fazer a limpeza com muita lamúria, eu reclamava dentro de mim «essa responsável não está a ver a minha situação e ainda me manda limpar o banheiro?»; no entanto, uma voz me dizia:«faça a dedicação com gratidão e sem lamúria»…

Na Segunda-feira, a responsável acompanhada de uma equipa de missionários, fizeram uma visita ao Hospital Geral, com um tabuleiro de flores para a distribuição aos doentes. Fez-se uma limpeza no pátio e arredores do Hospital, como forma de se limpar o ambiente espiritual; a limpeza começou às 17 horas e só terminou quando eram quase 20 horas; era uma quantidade elevada de lixo que se retirou e nem se via a hora a passar, face ao sentimento de alegria e gratidão com que decorria a dedicação. Devido à condição em que se encontrava o meu filho, a responsável comunicou ao Ministro, que perguntou se havia a possibilidade de se entrar na sala de cuidados. Como não foi possível, então ele orou comigo ao telefone.

Naquele instante, uma médica que entrava em serviço, vendo a campanha de limpeza que os missionários realizaram, identificou- se, dizendo que era membro da nossa Igreja e passou a ser preponderante com os cuidados do meu filho.

Os demais doentes, familiares e os profissionais de saúde em serviço, ficaram satisfeitos com a limpeza realizada, visto que o ambiente do Hospital estava mais puro, limpo e agradável. Os resultados dos exames feitos, mostraram substâncias tóxicas no sangue, resultante de um possível envenenamento.

No dia seguinte, me foi permitido entrar na sala em que estava internado o meu filho, estando já fora de perigo. Comentou comigo, que as irmãs da Igreja haviam estado no hospital. Ele soube, da presença das irmãs, através de conversas e comentários das enfermeiras e outros doentes. No quarto dia, teve alta e já se encontra a desenvolver as suas atividades do dia-a-dia. Quanto ao outro filho que estava também na mesma condição no Kuanza Norte, por permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, também teve alta e encontra-se bem de saúde.

Uma outra experiência, está relacionada com o meu terceiro filho que é militar; após a sua folga, dirigiu-se ao trabalho a fim de render o colega com quem partilhava a mesma caserna. Depois de ter saído, não tardou, ele liga para o meu filho dizendo «Wi, deixei a minha cobra por cima da cama!»; como o meu filho achou que ele estivesse a brincar, continuou trabalhando, mas como fazia muito calor, pediu autorização ao comandante para descansar um pouco. Na caserna, o meu filho colocou o chapéu na cabeceira da cama. Alguns minutos depois, quando voltou a colocar o chapéu na cabeça, a fim de retomar o seu posto, sentiu algo meio fresco sobre a cabeça; ao tirar o chapéu, viu uma cobra enrolada dentro e imediatamente atirou o chapéu ao chão, fazendo um estrondo como se fosse algo pesado que caiu ao chão, que até assustou o comandante que estava do outro lado da caserna, que rapidamente veio para verificar o que se passava, quando viu a cobra a rastejar; ao procurarem um objecto adequado para matarem a cobra, a mesma desapareceu. Naquele instante, o comandante disse: «Meu filho isso que vimos, eu nunca vi em toda a minha vida, tu tiveste uma grande protecção» . O meu filho ligou para mim, pedindo oração a seu favor.

Dirigi-me ao retrato do Messias Meishu-Sama, agradecendo a proteção recebida e materializei um donativo de gratidão.

O meu filho também ligou ao colega, para lhe confrontar sobre a situação ocorrida, mas este não atendia. Minutos depois, o colega retomou a ligação, com um numero desconhecido e dizia «Liberdade viste a cobra?» O meu filho respondeu-lhe: «você és bruxo, eu pensei que quando me disseste que havias deixado a sua cobra na cama era uma brincadeira, afinal falavas a sério?» Este quis saber o que foi feito com a cobra e o meu filho respondeu-lhe que tentaram matá-la, mas infelizmente a cobra fugiu. O colega afirmou que fizeram bem em não matar a cobra, pois que se o fizessem ele morreria dias depois.

Aprendi com esta experiência, que a nossa fé no Messias Meishu-Sama nos momentos de grandes purificações, deve ser inabalável e que a obediência às orientações superiores, é o cajado para ultrapassarmos estas purificações com gratidão.

O meu compromisso, é de aprofundar cada vez mais nas práticas básicas da fé messiânica, como formas de elevar a minha espiritualidade, levando a felicidade ao próximo.

Faço dízimo, donativo de construção e diário, peregrino aos locais de maior luz, tenho a horta caseira e cuido de uma casa de membros e frequentadores; encaminhei mais de 20 pessoas das quais 6 se tornaram membros.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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